Plástico é Fantástico: Nossa AIN do Dia

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Brasileiro agora compra com plástico: eis a manchete no sitio de notícias MITI Fonte de Informação — nossa AIN, o seja, admirável interentidade nova, do dia.

Na verdade, como eu estava comentando com amigos gringos hoje, a indústria de cartões de crédito acaba de sofrer uma redução drástica, decretada pelo CMN, das tarefas que pode cobrar — de 80 para 5.

E ainda passa pelo ínfame boicote dos lojistas.

De um lado, consumidores estão indignados com uma taxa básica pouco aquém da cobrada pelos agiotas de Brooklyn, e de outro, lojistas estão ultrajadas pelas tarefas de processamento.

Já vimos isso lá na Vila. Ah, desculpe, MasterCard não.

É uma campanha aparecendo, com variações meramente cosmetícas, em um monte de postagens sobre Bom Retiro, São Paulo, últimamente. Exemplo:

Conhecida há muitos anos como uma das mais importantes regiões de comércio da cidade de São Paulo, a região do Bom Retiro vem sofrendo com a decadência econômica da região nos últimos anos. As grandes indústrias deram lugar a várias moradias coletivas e uma população de baixa renda. Devido à grande baixa nas vendas, os comerciantes do Bom Retiro estão promovendo um boicote aos cartões. Só que muitas dessas lojas já não aceitavam cartões. Há cerca de seis meses, a recusa vem aumentando de forma drástica por parte das lojas que antes aceitavam. Essas lojas passaram a exigir um valor mínimo de pagamento — R$50,00 no débito e R$100,00 no crédito..

Em comunicado formal, a Associação dos Comerciantes do Bom Retiro reclama da taxa de serviço cobrada pelas operadoras de cartões, justificando que a região já não tem mais o mesmo volume de vendas de antigamente, além da forte concorrência do comércio ilegal das regiões vizinhas. Nenhum comerciante quis comentar o assunto.

É difícil saber o que CADE pensa sobre o assunto, mas achei um PowerPoint interessante, sem data, sobre Cartões de Crédito e Concorrência.

Agora, vamos direto ao assunto: MITI é uma agência publicitária e gestor de reputação corporativo fantasiada de um veículo de jornalismo — até se faz questão de se chamar de “fonte de informações,” evitando a palavra que começa com jota.

Empregá-lo seria desonesto.

O cliente MITI poderá contar com uma competente equipe de inteligência, que ficará à frente de todas as etapas de pesquisa e monitoramento, com o objetivo de definir estrategicamente suas ações perante o mercado, através de estudos e análises individualizados e adequados às necessidades específicas de cada cliente.

Lembrem do Update or Die, “o maior coletivo não-jornalístico do País.” Veja

A missão antijornalística está na cara dos laços que configuram o «ecossistema digital» de nossa «fonte de informação», aliás.

De um lado — numa análise das «autoridades» na sua «vizinhança» — apresenta fortes laços com uma interentidade importante do movimento ambiental, Envolverde | Jornalismo e Sustentabilidade —  este com algum tipo de relacionamento com CETESB, que por sua parte tem algum relacionamento come a EPA estadounidense.

Estes “algum tipo de” relacionamentos, é claro, tem que ser pesquisados na vida real. O robô só fornece uma dica geral.

Eu apostaria que os laços com CartaCapital e a Revista Forum são anúncios nos sites, por exemplo. Mas é para ir lá ver. Deixo esse trabalho com vocês. Estou com preguiça.

Do outro lado, a entidade de classe de fabricantes de refrigerantes — grandes consumidores de plástico — assim como o Compromisso Empresarial com Reciclagem e ABRE e ABIPET,  entidades de classe, respectivamente, de embalagens e politereftalato de etileno, do qual se fabricam garrafas de refrigerante.

Se todo mundo doe o trabalho necessário para reciclar o PET, a classe pode continuar comercializando-o!

Penso no sul-de-mineiro que conhecemos uma vez, mestre de cachaça artesanal, destilhada num alembique enfiado fundo na mata, que vendia o produto — melhor cachaça que já provei — em litros de PET reciclados.

Mas é o bom e velho vidro?

Não é mas econômico para reciclar? Se faz de areia. Se desfaz só esquentando. É infinitamente maleável e durável. No filme de Herzog, tem uma qualidade quase mística. Quem sabe que alguém não inove uma forma de vidro menos quebrável?

Além disso, eu ouvi de que foi o Braskem que teve certificado o primeiro polietileno «verde» no mundo, em 2007.

Embora isso, a Braskem anunciou uma parceria com INEOS Technologies ainda neste mes pela produção de produtos — nem sei traduzir — à base de petróleo, ao lado do seu projeto Etileno XXI em parceria com o Grupo IDESA de México.

Tantos conceitos otimistas são promovidos por nossa AIN.

Coleta Seletiva Solidária, do governo estadual do Rio: Quem seria contra?

Nós separamos o lixo religiosamente.

Curiosamente, o responsável pelo sítio do projeto é uma certa Serpente Filmes Ltda. — NIRE 332.0174281-8 e CNPJ 31.851.876/0001-75 — e o sítio mora no BLUEHOST.COM, na cidade de Orem, no grande estado de Utah — notório «servidor ideológico».

O mesmo vale para LIXO.COM.BR, também de Serpentes Filmes, que

is ranked #926177 world wide and is hosted on a server in United States even though the hostname implies Brazil.

É mais uma ONG-OSCIP ou que seja brasleira que aparentemente não é obrigada a divulgar seu sustento finançeiro e portanto não divulga, como recomenda a ABONG.

Eu, acustomado às regras do IRS e o Formulário 990, sempre acho isso meio escandaloso.

Deveria haver CPI.

A responsável do projeto LIXO é a gestora ambiental Pólita Gonçalvez, que

é autora do livro A reciclagem integradora dos aspectos ambientais, sociais e econômicos ( 2003 | Editora DP&A), e secretária executiva do Fórum Estadual Lixo e Cidadania de RJ. Ela presta consultoria para implantação da Coleta Seletiva Solidária em diversas instituições como Eletrobrás, Secretaria de Estado do Ambiente, Ministério das Cidades, Prefeitura de Mesquita, Amsterdam Sauer, SESC Madureira, entre outras.

Além disso, não sei como as coisa funcionam no Rio, mais em nosso bairro, a gente da Internet dos Cachorros — a praça pública aqui do lado — vivem reclamando de que a coleta seletiva kassabiana não se faz mais.

A patroa saberia melhor que eu.

Seja longe de mim de crticiar qualquer inciativa no sentido de incentivar bons hábitos de consumo abordada aqui.

Se A Tarde — um bom jornal — promove uma campanha para uma cidade de Salvador limpa, quem pode reclamar? Adoro Salvador.

Ilê Aiyé! Como você é bonita de se vé!

Simplesmente quero registrar mais uma vez minha preferência para propaganda que vem rotulada, «propaganda».

Sei que pesquisa de mercado sugere que o público desconfia da propaganda, mas eu não sou assim.

Eu assino PR Newswire e outros do gênero.

Eu valorizo o trabalho de quem escreve os release. Tenho escrito alguns eu mesmo. Sei que estão apresentando seu cliente na melhor luz possível — uma profissão inteiramente honrável, parecido com a advogacia.

Sou consumidor  profissional de releases. Tenho lido decenas de milhares deles, aposto — o suficiente para ter desenvolvido toda um teoria literária sobre o gênero.

Propaganda que pretende me iludir, posando de algo que não é, vai imediatamente no chamado “arquivo redondo” — o lixo.

A vida é curta, e eu já passei a idade para contos de fadas. Tá?

Vivemos em uma cidade onde é insuportável ficar parado na calçada em frente do Secretariado Estadual do Meio Ambiente, por causa do fedor surgindo do Rio Pinheiros, meio quilómetro distante.

Este fato não se muda com discurso otimista.

Nos EUA no momento, entretanto, a indústria de refrigerantes está em pânico sobre uma proposta de obrigar todos os elementos da merenda escolar a satisfazerem padrões nutritivas estabelecidos pelo FDA.

Vêm armadas com estudos feitos sob encomenda desafiando outros que sugerem que refrigerante promova sobrepeso, cárie, perda de cálcio ósseo, e dependência de cafeina em crianças.

Foi o governo Reagan que virou piada por ter classificado catsup como legume que satisfazia os padrôes nutritivos da merenda escolar.

Nosso amigo de Malaysia é sábio quando avisa ….

Citando um caso do Vale do Klang, contou como uma empresa contribuiu RM70,000 a um projeto de conservação ambiental, mas gastou duas vezes isso em publicidade.

Quando o fato vriou púbico, saiu pela culatra. Pessoas enxergavam o projeto como um golpe de publicidade e não gostavam do fato da empresa gastar dinheiro para finalidades que não beneficiavam a comunidade..

Fantasiando a publicidade de jornalismo é uma pisada na bola ainda pior.

Pior de todas é a premissa de que vale tudo na chamada B2B — comunicação negócio-a-negócio — quando na verdade o consumidor empresarial é muito mais apto a reagir negativamente a papo-furado, por ser mais ligado e muito ocupado.

Ninguém, além de empregados, está comprando a farsa.