Caos Aéreo | Entre Denver e Dumont

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G1 relata:

É chato com certeza, mais a gente já sofreu pior.

Dos 1.125 voos domésticos agendados até as 12h desta segunda-feira (6) nos principais aeroportos do país, 303 atrasaram mais de meia hora (26,9%) e 50 foram cancelados (4,4%). Entre os 78 voos previstos no período, 13 atrasaram (16,7%) e cinco foram cancelados (6,4%). Os números fazem parte de balanço divulgado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero)

No dezembro de 2009, a American Airlines registrou atrasos médios de 62 minutos nos 24.6% de vôos domésticos da empresa atrasados dentro dos EUA.

A porcentagem do vôos cancelados foi de 2.3%

Os aeroportos campeõs de atrasos nos últimos dias, segundo a G1, foram Galeão e Santos Dumont, este com uma taxa de atraso de 55% e o primeiro, 45%.

Não estou entendendo bem este sítio do governo norte-americano de estatísticas, e assim não consigo identificar ainda os aeroportos campeões de atrasos na decolagem lá em casa.

No agregado, dá para saber, nosso aeroportos mostraram uma taxa de atrasos de entre 18.2% e 24.4% durrante a última decada — descontando o último trimestre de feriados.

Vôos cancelados foram muitos em 2001 — pode-se imaginar por que — mas em geral são entre 1% e 2%, dentro dos mesmos tres primeiros semestres.

Observam-se taxas de atrasos de até 30% às vezes em grandes aeroportos — LAX, Miami, O’Hare.  Uns 20% parece ser a norma.

Durante os feriados de Natal, o Denver — muito exposto às pesadas nevascas da magnífica Serra Rochosa — chegou a ter 50% de decolagens atrasados em 2008.

Ronald Reagan, no Distrito Federal, marcou uma taxa de cancelamentos de 8.8% no ano passado.

Kennedy, de Nova York, mal conseguiu ultrapassar os 50% de vôos aterrisando sem atrasos nos últimos ano. Na média, a causa é mal tempo em digamos 18% dos casos, ineficiências no controle de vôos quase o mesmo.

Eu sempre penso, quanto leio estatísticas pontuais do “caos aéreo,” que eu gostaria de saber o impacto do tempo em vôos brasileiros.

Subjetivamente, essas chuvas do fim da tarde são um ensaio diário do fim do mundo, no meu ver.

Chame-o do custo tropical. As chuvas são uma benção mas quando da aviação — e de bairros com infraestrutura precária de drenagem — nem tanto, talvez.

No ano passado — tudo isso durante a temporada de feriados de inverno — decolagens canceladas do JFK chegou aos 7.0%.

Fica mais longe, mas o La Guardia é mais efficiente.

Uma estatística interessante fornecido pelo Departamento de Transportes, entretanto, é a causa do atraso.

Se vocês consigam ficar nos 75% de aterrisagens sem atraso, pode se gabar de igualdade com a gente.

Mais interessante ainda é o método de distribuir a culpa — por exemplo, entre a empresa e o sistema de controle de vôo.

Acima, as causas de atrasos cobrados da FAA — a Infraero de lá. Regras de segurança sobre procediementos obrigatórios em casos de mal tempo predominam.