wikileaks_archive.7z | Julius Baer e ANCANAJO

Padrão

No endereço

http://wikileaks.ch/file/wikileaks_archive.7z

disponibiliza-se um arquivo compresso com 20.000 arquivos .torrent, um para cada um dos quase 20.000 arquivos e fichas já divulgados. Desempacotado, o arquivo enche uma pasta com 1.720 items, entre arquivos .torrent e subpastas.

Eu consigo finalmente baixar alguns destes arquivos.

Sei lá porque, o Vuze não roda mais na minha máquina, mas Deluge ainda faz o serviço.

Escolho um arquivo fazendo menção do Senador brasileiro Tasso Jereissati, por reconhecer o nome.

A ficha baixada, chamada ANCANA, contem documentso sobre uma conta nos Caimãs do senador, aberta em 1998.

Trata de um fidéicomiso chamado ANCANAJO, sobre o qual não consta muitas informações, apenas que a taxa administrativa é de 0.25% dos bens sob custódia, ou no minímo $3.000 por ano. Deixa ver: $12.000 por ano seria 1.00% do depósito, que multiplicado por 100 seria $1,2 milhões.

Aprareceu pela primeira vez em maio deste ano, em leva anterior dos telegramas diplomáticos wazados — ou seja, wiki-vazados..

Uma planilha feita para registrar as taxas cobradas e despesas administrativs reembolsadas relativas à conta ANCANAJO se encontra vazia. Sem dados de movimentações de fundos, por enquanto.

Eu não tenho a mínima ideia da importância do fato, se bem que tiver.

Mas há vários outros arquivos sobre o Baer que podia explicar o interesse na empressa. Vou baixar e dar uma olhada.

Estabeleci algumas prioridades e estou deixando o robô trabalhar. Desvantagem: parece que esteja complicando o baixamento normal de documentos no porto 80, dificultando o accesso ao WWW. Deixe-me mexer com a configuração.

Segundo um artigo do Inter Press Service reproduzido pelo pessoal do WikiLeaks, um «apiteiro» dentro da empresa suiça denunciou a criação pelo Julius Baer de uma fachada que facilitava a evasão de impostos. nos EUA.

Também de interesse:

dyncorp-iraq-civpol-media-relations-and-confidentiality-policy-2007.pdf

Ou seja, a relação da polícia no Iraque com a mídia, com uma política de sigilo para este programa, à partir de … 2007?

Puxa, gastamos uma fortuna nessa empresa, Dyncorp!

Há uma nota com o título provocador, “A degeneração de todo secreto (2004).” O assunto é o uso de assassinos como informantes pela FBI.

Estão fascinados com a Cientologia, vai saber porque.

Num primeiro momento, eu apoio a vigilância de grupos se dizendo “dispostos à violência para proteger os direitos de animais.”

Um PowerPoint sobre radicais do movimento para direitos de animais. Lê-se lá, “Eu acredito em violência pela liberação de animais.”

Eu confesso meu “prenceito de espécie,” mas não me acho alvo legítimo de violência por parte de quem se opõe a este preconceito dito “pior que o racismo.”

Animais não devem ser tratado com crueldade. Nem por isso apoio explodindo os abatedouros de, digamos, Friboi, ou almejando aqueles escrotos matando filhotes de focas na porrete com franco-atiradores. Vamos tentar multas primeiro, talvez prisão em casos egrégios, né?

Algo que poucos sabem de mim — está no currículo — é que eu trabalhava por vários anos em grandes bancos de investimento, fazendo infográficos. Em 1999-2000, eu trabalhava no JP Morgan, no Times Square, como coordenador de uma reengenharia da produção de relatórios, apresentações, e coisas do gênero. Antes, eu trabalhava bastante em um andar alto de 60 Wall Street, antes da venda para Deutsche Bank.

Dava para observar os ninhos dos falcões peregrinos. Coisa linda.

Me faz feliz ver que nosso projeto continua vivo. Um documento sobre estratégias de serviços financeiros “off shore,” além do contéudo, foi elaborado utilizando nosso milionário projeto de criar e automatizar uma “marca registrada” éstetica para o banco.

O texto na caixa à direita no “balanço” precisa de ajustes. Ofende a meu olho.

Não parece ser muita coisa, mas a gente suava sangue sobre a padronização de metáforas visuais simples e consistentes e a estrutura retórica de documentos com teor gráfico.

Acima, a política de sigilo de DYNCORP, contratado do Departmento de Estudo, em relação com um programa chanado de CIVPOL. O funcionário tem que assinar compromisso de não falar sobre o projeto sem autorização.

Gastos como o CIVPOL foram alguns $1,2 bilhões na última década.

Não tem muito de escandaloso nisso, num primeiro momento. Sendo agente terceiriizda da diplomacia, faz sentido deixar os responsáveis do governo eleito falarem em nome do projeto. Na diplomacia, é essencial manter a consistência e coerência de mensagens oficiais. Mas o qué será que é este tal de CIVPOL?

São programas pelo aperfeiçoamente do sistema de justiça do país, parte de um projeto de fomento do estado democrático de direito. Traduzo.

As primeiras misões da CIVPOL em ambientes pós-conflito enfocavam quase com exclusividade a política indígena sem tomar conta do sistema de justiça como um todo. Logo apareceu que este foco levou a um sucesso limitado na reforma e desenvolvimento porque outros componentes, tal como promotores, tribunais e agências presidiárias não recebiam apoio adequado. Estes elementos precisavam de apoio ou desenvolvimento para funcionar no mesmo nível que a polícia. Assim, o INL, gabinte anti-entorpecentes do Departamento de Estado, e o CAP, gabinente de cooperação com outros sistemas de justíca, receberam a orientação de ampliar sua atuação, abrangendo estes elementos adicionais..

Segundo eu leio, a polícia sunnita está descampando de volta à insurgência com informações sobre as operações da polícia. Deu no New York Times.

Algo que também devia ser bem interessante são documentos sobre as eleições na Quênia em 2008 — uma pura bagunça nos moldes de Haití 2010, que não pode ser dito o maior sucesso da USAID e ONU de todos os tempos, e com envolvimento meio nefasto do International Republican Institute.

Obtido também é um relatório do Banco Mundial, gabinete de ética e integridade — aquele que processava o Wolfowitz por suposto nepotismo, este constituído pela nomeação da namorada à chefia do gabinete de ética e integridade —  achando que vários programas anti-AIDS financiados na Quênia sofrerarm de “graves irregularidades” na execução.

Anúncios