0BRASILIA49 | Globo Almoça no Consulado

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Eu tenho esse palpite que, tarde ou cedo, jornalistas vão aparecer no WikiLeaks conversando com o Pessoal da Embaixada, que nem uma dançarina erótica oferencendo o eventual performance exclusivo.

Em algum lugar aqui, tenho uma foto de um correspondente conhecido com o pessoal da embaixada no Paraguai — vocês conhecem o tipo. E me pergunto — como cubrir a política externa do país com isenção almoçando sempre  na embaixada?

10BRASILIA49, do dia 13 de fevereiro de 2010, oferece um primeiro caso disso  relativo ao Brasil.

E meio constrangedor o pessoal da diplomacia não oferecerem perfis críticos de veículos da mídia, uma vez que não dá para beber da fonte do jornalismo nativo sem ferver a água primeiro.

Journalist William Waack descreveu ao Consul Geral de Sao Paulo um foro recentecom a participação de Serra, Rousseff, Neves e Gomes. Segundo Waack, Gomes foi o mais forte em geral, Neves o mais carismático, Serra meio desligado mais nitidamente competente, e a Rousseff a menos coerente. Outros críticos são mais cauteloso, argumentando, meio contrário à lógica, que o desejo brasileiro para continuidade após anos de progresso e prosperidade na verdade beneficará ao Serra, este sendo o candidato mais apto a seguir os rumos econômicos estabelecidos por Cardoso e continuados por Lula.

Quem é Gomes?

Helio Gurovitz, diretora de jornalismo da revista Epoca, descreve o Brazil como um país parecido com Chile, dizendo que já progrediu o suficiente que preferira a alternância de partidos no poder para manter continuidade, em vez de manter um partido em poder pelo longo prazo, facilitando uma guinada abrupta à esquerda ou direita.

Gurovitz já era diretor do Grupo Abril, redator principal da Exame, e redator-assistente na Folha de S. Paulo.

Outros enxergam na Dilma a candidata errada na hora errada. Os assessores dos Senadores Osmar Dias (PDT-Parana) e  Alvaro Dias (PSDB-Parana) — irmãos representando o mesmo estado, embora de lados diferentes do espectro político — falaram juntos com Poloff  no  5 de fevereiro e concordaram em pelo menos uma coisa: Rousseff sofrerá pelo fato de não ser o Lula.

Faz sentido.

Apenas anoto o caso. Pelo menos o autor do telegrama tem o espírito critico de questionar a teoria segundo o qual o sucesso dos últimos anos favoreceria uma mudança radical na política nacional.

Entretanto, Num Pais Onde a Gente Degola

Entretanto, num telegrama da Riyadh, um relatório sobre a regulaçõ da imprensa por nossos queridos aliados.

Faz um contraste interessante com os controversos conselhos de jornalismo.

É a responsibilade do Ministério do Interior agira contra redatores e jornalistas que recusam a seguir diretivos e políticas do governo. No passado, o MDI desempenhava um papel principalmente reativo, pelo Conselho Supremo de Informações, que debatia matérias controversa e ordenava a advertência ou demissão de redatores, ou às vezes até suspendiam a circulação do jornal por determinado tempo..

¶21. (S/NF) Segundo nosso contatos, porém, agora há um sistema mais eficaz. Em vez de sofrer demissão ou supsenssão, redatores agora são multados SR 40,000 ($10,600), pagos do próprio bolso, por cada matéria imprópria no seu jonal.

Jornalistas também estão sendo responsibliizados. O Conselho Supremo de Informações na Riyadh deixou a liderança na advertência aos jornalistas. Agora, há duas comissões do MDI em cada cidade saudita, os integrantes dos quais conhecem bem a comunidade e sabem quem está falando, e do que. Se estes agentes do MDI detectam uma tendência indesejável no trabalho de um jornalista — ou até se ouvirem falar de que o jornalista está perseguindo determinado curso e investigação — convidam o jornalista ṕara uma conversa durante a qual discutem as atitudes suspeitas, sugirem abordagens alternativas ,perguntam sobre a saúde da família, e assim por diante. Estes mecanismos, segundo nossos contatos, tem se comprovado eficiente em impedindo a cobertura de assuntos dos quais o governo saudita não gosta.

Então, grupos de mídia do Brasil, se consolem.

Se o país estivesse melhor amigo de Tio Sam, e maior adepto ao seu modelo de exportar a democracia, olhe só o que podia ser esse tal de conselho de comunicação.

O governo de São Paulo já tem a fama de aproveitar mecanismos parecidos, para falar a verdade — e o coronelismo midiático espalhe-se pelo país, embora de modo menos oficial que oficioso.

Em fim, um ângulo interessante seria estudar o uso de jornalistas locais como informantes sigilogosos.

Houve um caso na Venezuela, onde um repórter do El Universal contou um filme de horror sobre o estado de saúde pública na República Bolivariana.

Na Síria, um “briefing” por jornalistas sobre um caso de corrupção.