A Génese dos OVNIs | Um Modelo

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Ontem, eu estava pensando numa “ontologia” possível de admiráveis interentidades novas.

Na verdade, já existem modelos do tipo «organização em rede» ou «organização-rede» que eu busco poder identificar e cujo comportamento eu gostaria entender.

Há, por exemplo, o modelo CNO — «Collaborative Networked Environment», ou seja, «ambientes colaborativos enredados» |  ACEs, digamos.

Foi desenvolvido, segunda sua página, par o projeto  ECOLEAD  — FP6.IP 506958, 2004-2008 — visando o desenvolvimento da Sociedade de Conhecimento Européia.

Eu gosto do modelo pelo fato de se encaixar tão bem com uma metáfora minha, o «latifúndio de faça-clique».

Uma variação é a «incubadora» de empreendimentos conhecida de longa data pela comunidade de capital de risco.

O modelo CNO-ACE utiliza outra metáfora provindo da criação de gado — o VBE.

Ou seja, o componente central é o «Virtual Breeding Environment», o Ambiente Virtual de Criação — ou Procriação, se quiser:

Desde que a analogia tantas vezes é biológico — a procriação de virus, a rizoma — talvez AVP traduziria bem o conceito.

Um VBE-AVP é definido como “uma associação, núcleo ou conjunto de organizações, junto suas organizações e estruturas de apoio respectivas, que tem a capacidade e a vontade de colaborar por meio de um acordo “base” de cooperação e outro acordo de infraestrutura interoperável.

Este último é de importância existencial mas a explicação meio demorada. Outra hora.

Uma omissão no modelo, para nossos fins, é que definie o comportamento desses tais de AVPs exclusivamente em relação  a «oportunidades de negócio».

Talvez podia-se remediar o defeito botando “com” e “sem fins lucativos” na definição do BO-ON — a oportunidade de negõcios.

Os VBE-AVC respondem aos BO-ONs formando VOs.

VO-OV: Organização Virtual.

O processo da criação de VO-OVs é muito parecido com o que já chamamos da “mobilização de blocos de eu sozinho,” na verdade.

Exemplo: RELIAL.

As OVs mais interessantes seriam as OVNIs — «organizações virtuais em nomes de indíviduos».

Um exemplo seria um blog dito pessoal  sobre, sei lá, piipas, que na verdade é mantido por um publicitário que representa Pipas Peculiares e Pacatas, S.A.

Nos termos da ontologia OpenCYC, aproveita uma confusão entre o agente — uma construção jurídica — e a pessoa — uma entidade biológica-espiritual bipede mas sem penas.

Exemplo: Diogo Chiuso.

Gosto deste por usar terminologia mais simples: uma pessoa que tem uma função dentro de uma organização de determinado tipo por determinado fim e assim por diante.

Estou mexendo também com outro modelo, o do DBPedia — mais um exemplo a ser modificado para tentar criar um modelo formal da minha MOSCOU — «Mídia orquestrada pela sociedade civil de oligarquías unidas».

Podia-se capturar os papeis respectivos de jornalismo e relações públicas no processo, por exemplo.