O Criadouro Virtual | Aplicando o Modelo

Padrão

… as ONGs brasileiras precisam reconhecer sua parcela de autoria, adotando uma postura mais proativa, avançando na construção de relações mais igualitárias com seus parceiros internacionais … Abong (2010)

Escrevi uma nota recentemente sobre modelos formais da chamada «organização em rede» — ou pode ser a «organização enredada», se quiser.

Ando ultimamente brincando, então, com aquele modelo que eu chamei do modelo OVNI de admiráveis internautas novos — sem brincadeiras, um modelo europeu pela realização da Sociedade de Informação.

Se este model fizer sentido, pensei, então eu poderia entrar dados tirados de uma rede observada no campo — na verdade, sentado na bunda em frente da máquina infernal, maneusando robôs — e explicar as relações entre as interentidades nos termos do modelo.

Hipótese secundária: a tendência de uma organização em rede é de multiplicar entidades desnecessariamente.

Não importa muito qual rede for.

Escolhi uma “vizinhança” da ONG Instituo NUPEF, extraida de uma exploração enfocando as interentidades relacionados a várias ONGs brasileiras que me pareciam importantes — quer dizer, as mais densamente interligadas dentro de uma amostra bem maior.

Primeriro, então, vamos tentar traduzir alguns termos do modelo envolvendo o que me parece seu núcleo — o Virtual Breeding Environment, ou «criadouro de organizaçoes virtuais» — COV, defindo como

“uma associação, núcleo ou conjunto de organizações, junto suas organizações e estruturas de apoio respectivas, que tem a capacidade e a vontade de colaborar por meio de um acordo “base” de cooperação junto com outro acordo de infraestrutura interoperável.

O COV — pense no couve — é uma subclasse da «organização colaborativa em rede», com várias classes de participantes e apoidadores, a seguir.

  1. Administrador
  2. Consultor
  3. Integrante
  4. Participante
  5. Fornecedor de gestão
  6. Fornecedor de apoio.

Estes são os “papeis” definido dentro do COV.

Vale destacar o jeito de definir as várias classes de “participante,” entre “integrantes,” os “não integrantes,” e uma terceira classe de particpante chamada de uma “entidade pública,” definida apenas em termos negativos como

o papel de uma entidade não cadastrada no COV.

Podia incluir colaboradores informais, estou pensando.

O produto do COV é a OV — a organização virtual, definida pelo modelo como uma extensão da organização, digamos, real.

A definição é importante.

A OV é composta de um conjunto de entidades juridicamente independentes que comparilham resursos e capacidades para alcançar um meta ou realizar uma missão, mas que não é limitada a uma aliança de empresas com fins lucrativos. Portanto, o Empreedimento, ou Empresa, Virtual (EV) é apenas um entre vários casos de uma OV.

Acima, dá para ver eu entrei o que estou achando um exemplar de um COV — o Atlas Economic Research Foundation que explicitamente se define como “incubadora” ou “criadouro” de “institutos de pesquisa.” Por esta finalidade, oferece uma caixa de ferramentas.

O diretor, um advogado mexicano chamado Alejandro Chafuen, já serviu de fiduciário de vários institutos e redes de institutos produzidos por este mecanismo.

Os participantes de uma OV também desempenham vários papeis

  1. Corretor: identifica as oportunidades e serve de intermediário das várias particpantes necessárias para aproveitá-la
  2. Coordenador:
  3. Parceiro
  4. Planejador
  5. Fornecedor de apoio

A única mudança que eu fiz no modelo foi tentar explicitar a relaçao entre “oportunidades para fins lucrativos” e “oportunidades sem” tais finalidades.

Assim, eu pensei, por exemplo, em Microsoft como sendo a organização — nos termos do modelo — e dois produtos dessa empresa, cada um com finalidades diferentes:

  1. O Vista 7, o SO que a empresa vende no mercado para ganhar dinheiro, e
  2. o projeto Enciclomedia, desenvolvido no México para os fins sociais educativos da rede pública de ensino — em parceria com o governo federal mexicano e o sindicato nacional de trabalhadores em edução, o SNTE.

Agora, vamos mexer com nossa amostra parcial, a “vizinhança” da NUPEF.

Também na lista dos  parceiros da NUPEF, a ONG Tactical Tech, que compartilha um servidor com NGO In a Box — um bom exemplo do conceito de um COV que produz organizações “pronto para a microondas” nos mesmos moldes da Atlas.

Percebi pelo dois pontos de partida possíveis.

Primeiro, eu fico interessado ultimamente com o papel crescente da Association for Progressive Communications no Brasil.

É uma entidade que eu acompanho faz anos, e vejo grande influência dela na indústria brasileira de propaganda.

A agẽncia Espalhe, por exemplo, desenvolveu um wiki que registra o crescente número de blog corporativos lusófons — um projeto que a APC inovou anos atrás, me lembro bem, quando o wiki já era novidade.

Outrossim, a APC cabe na classe de organização chamada de PVC, a “comunidade virtual de profissionais” — definição na qual as entidades de classe se encaixam inuitivamente. Estou vendo que figura na lista de apoios de nosso ponto de partido, o NUPEF.

Proponho o COV como um sinónimo, mais ou menos,de nosso velho e querido modelo MOSCOU.

O outro ponto de partida de que eu pensei foi uma manobra que ando fazendo ultimamente na yEd, o editor de diagramas.

Primeiro, identifique os nós com o maior índice de centralidade.

Depois, imponha um esquema hierárquica nessa rede.

O resultado é o seguinte.

.

Os nós de maior centralidade, de cima para baixo, são

  1. FGV
  2. RITS
  3. O Instituto
  4. NUPEF
  5. ECO/UFRJ
  6. Banco de Talentos/Globo Universidade
  7. Creative Commons

Mais fácil é mostrar essa estrutura de esquerda à direita, talvez.

Estas entidades podem ser chamadas de participantes num empreendimento social virtual identificável?

Se possam, quais os papeis delas segundo o modelo?

RITS, por exemplo, me parece um bom exemplo de uma fornecedora de apoio — nominalmente, de hospedagem.

Vários dos nós da rede tem um comum o fato de ficarem hospedados, ou utlizarem serviços de DNS, da RITS.

A entidade continua sendo particpante no FSM, tal como em 2003, quando eu assisti um painel destacando a organização.

Agora, de centro jeito, a hipótese hierárquica representa um circúito fechano — uma vez que, por exemplo, o diretor do CTS/FGV de longa data, Ronaldo Lemos, também é presidente do Creative Commons Brasil.

O sítio do CC aparece naquele lugar por ter características do “efeito social.”

Tal como os padrões da W3C, recebe um laço de innúmeros sítios que citam seus modelos de direitos autorais flexíveis.

Possui uma “autoridade” estrutural por ser o alvo de miríades de citações por hiperlaço.

Portanto, eu gostaria poder dizxer que o nível superior dessa suposta hierarquia seria o núcleo CC-FGV-Berkman, ou seja, a parceiria entre o Centro Berkman da faculdade de direito de Harvard, o CTS-FGV — um clone do centro em Massachussets, só que sem nevasca em dezembro — e a CC, nascido na Stanford.

Ou seja, trata-se de uma estrutura binacional com componentes

  1. Acadêmicos
  2. Governamentais
  3. Não-Governamentais
  4. Empresariais
  5. Midiáticos

… mas com certa consistência de patrocínios multinacionais — empresariais, multilaterais, governamentais, e filantrópicos-empresariais.

Uma vez que a FGV é uma instituição híbrida — a consultoria já teve como cliente o Departamento de Estado, por exemplo — esta talvez podia ser identificada, provisoriamente, como despempenhando vários dos papeis de apoio.

Interessante, acabo de anotar: O Berkman agora assume o apoio passado do Departamento de Estado — algo não assumido na época, se não me egane.

A FGV acaba de anunciar uma parceiria com o Facebook, o SEBRAE, e o BID para promover direitos autorais flexíveis na indústria de música — continuando o esforço nesse sentido de Gilberto Gil, quando estava na Cultura.

Preciso dizer que o Facebook nasceu na Harvard — tal como a Microsoft, que continua seu patrocínio do Centro Berkman?

O Centro Berkman, que acaba de lançar um relatório equivalendo ciberataques contra grupos de direitos humanos com ataques contra a MPAA — entidade de classe dos grandes grupos audiovisuais norteamericanos?

Walt Disney representava uma minoria perseguida tal como os Cesar Chavez. Eu, hein?

É engraçado, sabe?

O idealizador do NING.COM, por exmemplo, se formou na minha antiga faculdade — e hoje, com todos seus vinte-poucos anos, já está no conselho administrativo dela. E bom formar um bilionário generoso de vez em quando, e não somente poetas inempregáveis e agentes da CIA.

Essa nota divagou feio lá no fim.

Que foi que eu quis dizer?

Que tal o Centro Berkman como coordenador do COV, o CTS-FGV como um OV e COV secundário produto deste, e os centros de excelência académicos e ONGs como cria deste? Claro que para concluir assim, tem que detalhar os fatos e o histórico dos laços institucionais.

Muitas vezes, eu quis dizer, o papel da Entidade Pública — definida como “a classe de particpantes não formalmente cadastradas no COV” — fica desempenhado por LSDs — latifúndios de samizdat digital multiplicando apoios espontâneos e outros nem tanto.

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