«A CIA Me CensurarIA» | Quraishi

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Novo — ou meio novo, vindo do dia 10 — e notado, e eu traduzo:

Anoto a novidade por causa da minha curiosidade continuada sobre o latifúndio de servidores arizonaense GoDaddy — onde se encontram muito projetos de propaganda clandestina levando os digitais de agências governamentais e outros mestres do universo.

Nesse caso, parece que a empresa está censurando um desses projetos ao mando da mão invisível.

Da situação geral no Paquistão, ainda não entendo muito — apenas o suficiente para ter um medo sufocante de mexer no vespeiro de um poder atômico com vara curta.

Ainda menos quando o objectivo estratégico é fortalecer o estado láico e satisfazer setores religiosos da população muito aptos a se radicalizarem.

ISLAMABAD, Paquistão—Um dos sítios mais importantes de Paquistão, PakNationalists.com, foi removido em janeiro de 2011 após ouvir da empresa de hospedagem estadunidade GoDaddy que devia tirar do site o nome de. Jonathan Banks, o antigo chefe de estação da CIAe em Islamabad station chief que fugiu o país no mes passado para evitar um processo por homicídio relacionado com a guerra secreta da CIA no país.

A encrenca começou quando um jornalista acusou a CIA de ter assassindo seu irmão e seu filho no ataque de um daqueles aviões não-tripulados num canto de Osamalândia — o norte do Waziristão.

GoDaddy.com disse, numa carta enviada aos diretores de PakNationalists.com na cidade de Islamabad, que o sítio deveria remover uma reportagem com a manchete, ‘Chefe da CIA na Islamabad Procesado por Homicidio e Terrorismo.’

Falando grosso, a empresa avisou, “Ou tire o conteúdo referido […] ou transfere” o sítio a outra empresa de hospedagem.

No dia 3 de janeiro, o GoDaddy insistia no cumprimento da demanda dentro de 48 horas, e depois tirou o sítio do ar no dia 5.

“Tenha certeza que a decisão [tirando o sítio do ar] é final, sem espaço para debate,” segundo o correio eletrònico recebido do Depatamento de Abusos da empresa

O estranho do caso é que centenas de jornais e sítios divulgaram o fato no mundo intereiro, inclusive dentro dos EUA.  Destes, apenas os sítios dos PakNationalists e Ahmed Quraishi foi censurado.

O jornal The Guardian de Inglaterra, disponível nos EUA pela internet, relatou o fato dia 17 de dezembro, divulgando o nome e sobrenome e o cargo do Banks.

Wikipedia tem uma entrada para  «Jonathan Banks (CIA officer)», mas não sofreu censura.

O Canal 4 de Inglaterra, disponível nos EUA pela internet, divulgou o nome e cargo do agente acusado no caso.

Outro sítio nos EUA publicou um editorial com o título «The Great Escape Of Jonathan Banks» — A grande fuga de Bank — mas não recebeu ordens de tirar a matéria ou esconder o nome do agente.

PakNationalists.com, obviamente, é o alvo.

Mas por quê nós?

“Perguntamos sobre que podia ter reclaado,” disse  Gulpari Nazish Mehsud, jovem paquistanesa que se define como nactionalista e ajuda a manter o sítio como voluntŕia. “GoDaddy não nos dará o nome, mas não precisa-se um doutorado na astrofísica para adivinhar quem era.”

A CIA e o governo federal pediram à midia doméstica a não divulgar o nome de Banks, embora estar conhecido mundialmente agora.

O pior pode ser que foram atendidos por muitos, em certa medida, como aparece. As únicas menções por veículos domésticos que soltam aos olhos estão no Foreign Affairs e outra no Slate..

O nacionalismo começou a crescer em 2007, quando cidadãos do País reclamava de uma campanha de demonização do Páis na mídia pelos EUA e seu aliado,  Inglaterra, na tentativa de pressionar o poder nuclear a fazer concessões..

O grupo PakNationalists começou em 2007 com quatro militarntes. Hoje tem 5.000 aderentes de todos os cantos do País. “São principalmente jovens, com uma formação de elite, e um nacionalismo intenso,” segundo Mehsud.

O PakNationalists.com provavelmente foi um dos primeiros veículos a fazer uma cobertura do jogo duplo dos EUA contra o Paquistão dentro do Afeganistão.

“Já sentimos a pressão,” disse Ahmed Quraishi, um dos fundadores do foro virtual para nacionalistas. “Em 2007, um diplomata  em Islamabad vazou a um colunista do Washington Post que seriamos uma fachada do ISI,”disse, uma referência ao serviço secreto. Segundo ele, “Qualquer paquistanês que defende os direitors legítimos do país fica tachado de testa-de-ferro do ISI.”

Essa suspeita foi levantada por causa do sigilo extremo com que o chefe de estação é guardado. Suspeita-se um vazador, então, com acesso a essa informação.

O sítio está indisponibilizado por um tempo indeterminado.

Continua espelhado, porém, no sítio de Ahmed Quraishi — tachado pelos observatórios de mídia neocon como “teorista de conspiração” mas melhor conhecido como diretor da ONG Pakistan 21 e um colunista do jornal The News International.

Sua página mora no mesmo setor de URLs que nosso AIN do Dia, por exemplo — do AS26496 PAH-INC Go Daddy Software, Inc.

O nome de Banks está mencionada várias vezes no sítio-espelho, segundo um rápido

site:www.ahmedquraishi.com  +banks

no Google. Curioso é o fato da busca

site:www.ahmedquraishi.com  +godaddy

não retornarresultado algúm. A denúncia de censur parece ter sido censurado.

Como,então, é possível o governo procurar a abafar informações em um URL enquanto deixa a mesma informação, hospedada no mesmo lugar, ficar no ar?

Talvez  algo mudou entre o dia 10 e hoje. Curioso, hein?

Mas suponhamos que a denúncia for verdade.

Se bem que Quraishi seja o tipo de “moderado” — educado no oeste, cosmopolitano, leigo, democrático e liberal — que colabora, de fato, com os EUA, o incidente da alegada censura poder levar `à impresão de que nossos projetos pelo desenvolvimento de mídias democráticas e livres estão virando uma farsa.

O que seria triste — e perigoso.

Mas repito: quem está reclamando da censura é o mesmo Quraihi, num blog de Blogspot-Blogger dele.

Seria interessante saber se a CIA faça os mesmos pedidos, por meio do GoDaddy,  aos donos dos LSDs — latifúndios de samizdat digitial — tal como a Google, dona do Blogger. E quais são as respostas.

É até possível que GoDaddy praticou a censura por conta própria.

Também seria interessante saber de outros casos, se houver, de pressões contratuais utilizados para controlar o conteúdo produzido por jornalistas-colaboradores que, de vez em quando, não conseguem reprimir o surgimento de pensamentos livres e independentes.

Chamamos estes de “peidos cerebrais.” São importantes ao bem-estar do cérebro humano.

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