Diálogo com o Rabino

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Minha nota de ontem,

trouxe uma resposta imediata e discretamente magoada, embora surprendentemente amistosa, de  Moises Rabinovici, diretor da redação do jornal, que é publicado pela Associação Comercial de São Paulo.

O sítio da Associação reproduz bastante conteúdo do jornal, tanto que as duas interentidades.são quase substituíveis.

Agora, quando a SIFMA — entidade de classe de operadores nos mercados de renda fixa e variável — foi formada pela fusão de duas entidades preexistentes, eles ecomendaram um jornal oficial de um boa empresa chamada de SmartBrief — que faz o mesmo serviço para outros setores industriais.

SmartBrief provávelmente matou o jornal onde eu trabalhava, mas não guardo rancor. Seus boletins trazem um jornalismo independente e selecionado sob media para um certo tipo de leitor, e não há cruzamento de diretorias com a mesma SIFMA.

Nem sei exatamente porque resolvi escrever uma resenha tão contundente e rabugento ontem do DC, mas deve ser pela usa aparente falta de independência.  É bom lembrar, aliás, que tudo começou com uma coluna da Mônica Bergamo do concorrente Folha trazendo denúncias de números, como dizemos, “massageados.”

Moralismo exacerbado dever constar entre minha falhas morais, confesso. Tenho certa dificuldade engolindo uma peça publicitária fantasiada de um jornal de interesse geral, por mais bonito, sofisticado e bem feito que seja.

Me sentiria muito mais à vontade se o journal veio com o título “DComercio | O Jornal Oficial do ACSP” — assim como meus boletins do SmartBrief deixam claro que o SB é jornalismo produzido sob medida para integrantes da SIFMA, e foi ecomendada por esta.

O Vermelho, aliás, vem com foice e martelo e o Galo Vermelho. Dificilmente se confunda com o Financial Times. Não pode reclamar se não rezem da bíblia do livro mercado. São comunistas! O que você esperava?

Jornalistas e o GDF

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Meu ponto de vista também fica colorido pelos argumentos do projeto PROJOR, do Observatório da Imprensa.

Também não deixo de pensar no episódio da Caixa de Pandora, onde o vice-governador era dono da TV Brasília, cujo conteúdo foi hospedado nos servidores do Correio Braziliense — jornal que recebeu a metade de um orçamento de publicidade oficial de R$250 milhões enquanto rendia apenas R$10 milhões por ano.

Veja

Quando do DC, em nenhuma reportagem sobre o prefeito de São Paulo, por exemplo, fica divulgado a ligação do prefeito com o responsável pelo jornal. — ele, e vários servidores nomeados por ele, sendo vice-presidentes do ACSP, segundo o expediente do jornal. Tal divulgação seria de rigueur entre nós, como, por exemplo,

O prefeito Bloomberg é sócio-fundador desse noticiário, mas desistiu de exercitar controle sobre seu jornalismo ou suas finanças.

Ou,

Divulgamos que prefeito serve como vice-presidente da editora deste jornal, o ACSP.

Em compensação, a maioria do noticíario, segundo meu censo informal, vem da Agência Estado — ótima e onimpresente agência — que não teria este dever de divulgação. Mas naquele caso, por quê não simplesmente comprar o Estadão — melhor jornal conservador do Brasil — ou acompanhar o MSN Brasil — a AE tendo virado o provedor exclusivo de notícias do portal de Bill e de Melissa, ela uma diretora do Washington Post, aliás?

Como eu disse ao Rabino, eu sou tipo um Toqueville pé-de-chinelo entre os tupiniquins — um Mazzarope entre os paulistas, se quiser — registrando os costumes surprendentes da gente do lugar, entre o admirável e o execrável.

O caso da Katia Abréu, por exemplo, sempre me deixa muito perplexo neste sentido. A senadora não somente lidera a bancada ruralista — representante legítima de um setor de alta importância social — mas também preside o mayor grupo de lobby de interesses rurais, o CNA.

A lobista e a lobida dividem o mesmo corpo humano. Estou exagerando?

O conceito me é muito estranho, e me pergunto: Como é que a hifenização do prefeito e o vice de um grupo de lobby no mesmo corpo não chegue a ser a mesma coisa?

O ACSP é uma voz legítima na comunidade, sem dúvida, mas tem outras também. Um alinhamento institucional com um grupo de lobby praticamente garante que o prefeito não desempenhará o papel de mediação e articulação de interreses divergentes que lhe cabe.

Em qualquer caso, aproveitando o direito à resposta, o journalista veterano me escreveu — veja co(me)nt(at)e para saber como ser ouvido e corrigir as besteiras que eu de vez em quando divulgo —  e, com seu permisso, vou reproduzir e responder a nota.

Caro Colin, seu post em O Bicho Preguiça comete algumas imprecisões. Não tenho nada a ver com o Midia Sem Máscara. O Olavo de Carvalho trabalha, sim, como articulista do Diário do Comércio (DC), há muitos anos, e com toda a liberdade para escrever, como todos os outros que assinam em nossas duas páginas diárias de opinião.

Não consta no expediente da MSM, é verdade, o que é justo apontar. Mas após empregar o Olavo no DC, chegou a ser entrevistado na MSM.

E lhe digo mais: ele escreve muito bem, é culto como poucos, honesto, tem muitissimos leitores, e, se você não gosta de lê-lo, passe adiante a página. Por isso os jornais são tão diversificados, e não monolíticos como me deu a impressão de ser O Bicho Preguiça. Vocês podem ter posição, e os outros não? Cadê a democracia?

Os resultados de uma pesquisa de audiência sobre o complexo de sítios Carvalhoides é inconclusa quando destes “muitíssimos.” A pesquisa é impedida pela multicipidade de cíber-Olavos, mas acho que seria justo dizer, geralmente, que mais pessoas botam um laço aos sítios do Carvalho — resultado número 4 no Google pela frase “crise mundial”” — que realmente leiam-no.

Isso é SEO — otimização para motores de pesquisa. No ambiente do DComercio, por exemplo, vemos um complexo de blogs do DEVIANTART servindo-lhe ao sítio de avalistas-fantasmas.

Quer dizer, sua autoridade deriva-se dos laços vindo de outras fantasmas, é assim por diante. Não há nada de ilícito na tática, mas mina a confiabilidade dos motores de pesquisa.

Agora, bem que eu gostaria montar uma revista em colaboração com amigos tupi, é até reservei espaço no servidor para o projeto, mas por enquanto a necessidade de ganhar a vida me impede de realizar o sonho. A democracia, espero, consiste no direito à resposta dado aqui. Mas considero esse espaço meu, que nem a minha casa. O Rabino, eu imagino, acredita na santidade da propriedade privada.

Quanto ao Olavo de Carvalho, do bode de sete-cabeças que tenho do autor de Como Vencer um Debate (Sem Ter Razão) meus leitores — ambos deles — já sabem. Poder ter recebido o título, A Grande Arte de Desinformar.

O livro é o Anarchist’s Cookbook de mendacidade e enganação.

Outro erro: não hospedamos coisa nenhuma o Mundo Real. Este foi um título com o qual o Olavo começou no DC, escrevendo por semana uma página de assuntos internacionais. Ela acabou, e pode ser que alguma lembrança dela, ou da revista Digesto que reuniu os artigos do Mundo Real em uma edição especial, estejam rodando pela web.

Hospeda sim, me desculpe.

Não sei, nunca soube, talvez aí tenhamos outro erro, que o vice-governador Afif seja “presidente do Mundo Real”. Ele também nunca teve o título de “presidente” do Diário do Comércio. Foi presidente da Associação Comercial várias vezes, o próprio Lula veio a posse dele no início da década, e tem um portfolio de trabalho surpreendente que quase o levou a senador, com cerca de 8 milhões de votos.

Aí, mea culpa, fiz uma leitura preguiçosa do expediente. Sou meio burro; preciso de organogramas.  É verdade que o expediente geral reflete o nome do Afif na presidência da ACSP — o último responsável pelo conteúdo editado por ela, o que cabe no dia a dia ao diretor da redação, meu colega o Rabino.

As ações dele são principalmente pró-cidadania, como o impostômetro, a regularização de inúmeras profissões marginalizadas, o Feirão do Imposto, e muito mais, e você poderia se interessar em conhecê-las.

A defesa do homem político não é relevante à questão levantada aqui — que seria a mesma se fosse o Berzoini com a batata quente nas mãos.

Mas confesso que como contribuinte — não sou eleitor, mas pago um IPTU que acaba de crescer 12% graças a certo vice-presidente do ACSP e seu jornal — o apelo a uma reforma tributŕia ´e um assunto bem-escolhido pela oposição nacional.

Não prestei muita atenção ao novo-velho governo do estado por ser uma corrida bastante desigual no ano passado — embora a re-reeleição do Sr. Alckmin se deu com 51% do voto no primeiro turno. .

Antes de vice-governador e secretário do Planejamento, Afif foi secretário do Trabalho. Outra vez o convido a se inteirar do que ele fez. Se, com conhecimento de causa, você o atacar, eu o respeitarei.

Resisto a tentação de atacar pessoas, até ridicularizando ou lamentando seus atos. Agora, Maluf …

Mas você ataca a mim, ao jornal e ao Afif com um monte de informações erradas, ilações inexistentes, o que é uma grande irresponsabilidade: você denigre reputações. O que falamos publicamente de pessoas, sem base alguma, ou por ouvir dizer, ou achando que lemos algum dia em algum lugar, pode ser cobrado. Aprendi isso em mais de 40 anos de jornalismo, no Brasil e no exterior. O que escrevemos, se falso, volta contra nós, como um bumerangue. Abraço, rabinovici …

Critico a governança do jornal, que me deixa na dúvida se posso confiar nele para notícias empresariais isentas. Existem conflitos estruturais que não se saram com indignação e o apelo ao ethos.

Reposta à Resposta

Minha resposta foi o seguinte.

Obrigado pelos esclarimentos.

Vou revisar os fatos e publicar uma nota levando em conta suas críticas, corrijindo eventuais imprecisões de fatos.

Ainda consta no seu site, porém, uma série de “edições especias” chamado do Mundo Real, com expediente listando o Afif como “presidente” e o senhor como Diretor da Redação.

Quer dizer, cp, diretor-presidente e «publisher», respectivamente, da ACSP, responsável pelo publicado no jornal. Fui preguiçoso neste ponto.

http://www.dcomercio.com.br/especiais/outros/mundo_real/expediente.htm

O autual presidente da empresa é o Sr. Buriti, segundo o expediente geral, enquanto o Sr. Afif figura entre os integrantes do conselho editorial.

http://www.dcomercio.com.br/materia.aspx?id=14904

Eu tinha achado que numa antiga versão do expediente, o Sr. Afif ocupava aqulee poste, mas agora vou olhar no Archive.org. É possível bem eu fosse enganado.

Aqui, ô. Numa edição de janeiro de 2007

Conselho Editorial

Guilherme Afif Domingos (presidente)
Benedicto Ferri de Barros (falecido em 2008)
João Carlos Maradei (diretor, Ame Jardins)
João de Scantimburgo (ex-Diários Associados; ex-dono, TV Excelsior; fundador, Correio Paulistano)
Marcel Solimeo (ex-superintendente, ACSP)
Marcio Aranha (presidente, ACSP)
Rogério Amato (Ex-secretário de Assistência e Desenvolvimento Social)

Diretor-presidente
Guilherme Afif Domingos

Diretor-responsável
João de Scantimburgo

Diretor de Redação
Moisés Rabinovici

Parece que realmente foi diretor-presidente do ACSP — algo como nosso CEO — naquela época, durante o qual foi secretário no goveno Serra.

Este último provávelmente tá errado.

Afif entrou no governo de Serra como Secretário de Transportes em 2007, e foi substituido pelo Sr. Buriti na presidência da Associação quando assumiu sua secretaria — embora permaneceu no Conselho Editorial.

O Bicho-P, como consta na página Sobre, é simplesmente um diário pessoal e caderno de laboratório da minha autoria, o qual assino em nome próprio e pelo qual tomo a inteira responsibilidade — inclusive por imprecisões de fato como aquelas por você apontadas.

Admito livremente que falarei besteiras de vez em quando, sem querer — não sou daqui, e isso aqui não é Kansas. Dependo de leitores como você para me corrigir. Prometo emendar o que precisa ser emendado sem demoras.

Da sua “colaboração” com o MSM tenho várias entrevistas e artigos do senhor nas páginas do projeto, que me parece meio um clone do Accuracy in Media nos EUA.

Mas olhe, na medida que consigo evitar contar inverdades e imprecisões sobre sua considerável atitivade de journalista — que sinceramente quero evitar — quando critico as atitudes tomadas, não vejo qualquer denigração de reputações no mero fato de apontar essas atividades e atitudes — as quais você e perfeitamente livre de desenvolver, assim como as opinões que você defende você tem o mais perfeito direito de contribuir ao debate público.

Sobre a condenação do Afif por uso indevido de recursos públicos, porém, me apoiei em várias reportagens sobre o caso, inclusive ConJur e JusBrasil. Se escandalizei o caso indevidamente, peço desculpas. É algo que levaria à censura da autoridade entre nós. Ainda assim, eu deveria ter citada sua defesa no caso, que eu farei numa futura nota.

Bem, gostei da oportunidade de conversar com o senhor — fico pasmo quando aparece que esses rabiscos realmente tem um punhado de leitores — e decerto darei o “outro lado” em uma nota por vir.

Na verdade, o profissionalismo da montagem do jornal — é bonito, a diagramação e navegação orienta o leitor, a arquitetura de informações é de ponta, traz uma riqueza de notícias de várias agências — deve ser motivo de orgulho profissional por sua parte.

A única coisa que eu acho estranho, pelos padrôes de “lá em casa” — sou sobrinho de Tio Sam — é isto de políticos participando na iniciativa privada durante seus mandatos, muito menos como executivos de mídia, o que parece ser o caso.

Nossa regras lá em casa são diferentes.

Nosso prefeito Bloomberg — do Bloomberg LLC — se afastou por inteiro da sua participação na empresa quando se elegeu, como as regras ditam, e ou que é mais, a agência adotou uma política de não comentar a campanha ou carreira política do sócio-fundador — gesto desnecessário éticamente mas tido como precaução contra eventuais críticas do conflito aparente.

Pode bem ser que não haverá nada de ilícito nos fatos que apontamos sob a legislação brasileira, e sempre faço questão de enfatizar que nao denuncio tal.  Eu, graças a Deus, não sou advogado. Meu argumento é um argumento sobre desejabilidade.

A presença do prefeito e outros servidores públicos na ativa entre os executivos da empresa abre um conflito de interesss aparente, ainda se não chegar a influenciar a linha editorial do jornal ou configurar uma contravenção de regras locais. O argumento estilo ethos — “nosso bom caráter impediria qualquer abuso desse tipo,” sempre alegado em casos desse — eu sempre acho fraco.

Se eu tivesse mais informações sobre a composição societária do empreendimento, talvez eu podia julgar o caso melhor, mas infelizmente, navegando no Jucesp continua difícil, quando comparado com o acesso que um jornalista teria, por exemplo, aos bancos sobre corporações disponibilizados pelos governos estaduais onde empresas são cadastradas e domiciliadas.

Do serviço público do Afif não faço juizo de valores. Sou estrangeiro aqui (casado com brasileira), mais também contribuinte é residente. Torço para que todos os homens e mulheres públicos eleitos sejam bem-sucedidos no esforço de melhor a cidade e estado. O Simples foi interessante, assim como outras medidas bem-pensadas de tirar o peso de um burocracia além da conta.

Eu confesso de ter tido experiências positivas no Supersimples e na Secretária da Fazenda, reorganizada, quando tirei meu CPF, acho que foi. Aplausos.

Sobre a condenação do Afif por uso indevido de recursos públicos, porém, me apoiei em várias reportagens sobre o caso, inclusive ConJur e JusBrasil. Se escandalizei o caso indevidamente, peço desculpas. É algo que levaria à censura da autoridade entre nós. Ainda assim, eu deveria ter citada sua defesa no caso, que eu farei numa futura nota.

Bem, gostei da oportunidade de conversar com o senhor — fico pasmo quando aparece que esses rabiscos realmente tem um punhado de leitores — e decerto darei o “outro lado” em uma nota por vir.

Em fim, sou muito sensível a possíveis loteamentos políticos dentro das minhas fontes de informação.

Testemunho com horror o que o Murdoch anda fazendo com o Wall Street Jornal — trazendo um discurso histérica da Guerra Fria e um apelo partidário tosco ao que já era o melhor jornal empresarial na história do mundo.

Sempre suspeitava a influênicia da consultora Innovation International sobre o DComercio — acima — mas não tenha provas para afirmar tanto ainda. Eu seria surpresa se a mão de Giner ou Di Franco não fosse encontrada na massa.

Muitos dos clientes da consultora SW, que montou a presença virtual do DC, são clientes da Innovation International também — Globo, Folha, Estadão, e Abril, donde saiu um dos sócios fundadores, o Paulo Sotero.

Tem muitas das qualidade técnicas da consultora navarrense — festejado mundialmente pela estética e navegabilidade dos jornais-e que projeta e realiza — no DC.

Mas esta — a identificação das “assinaturas” de várias consultoras por detalhes técnicos — é uma arte no qual continuo mero aprendiz. Mas acho possível, assim como podemos diferenciar as pinceladas de Monet das do Manet!

Segundo o relatório anual do grupo de 2009, o prestador de serviços digital era a A+ FCVA:

Quando da Innovation International, o jornal decerto deu um perfil altamente elogioso da consultora no ano passado.

Em fim, agradeço a conversa com o muito cavalheiro Rabino, e o estímulo que me deu para refinar minha visão do caso.

Ainda assim, se o Rabino admire o Olavo Carvalho, azar seu — condição que aceita. Mas achoque  não pode defender o filósofo virginiano-tupi e a mesma vez manter que o registro desta admiração e compatibilidade ideológica seria uma «denigração».

Sobre o Afif, de uma biografia não-oficial, só para deixar registrado para futura referência.

Guilherme Afif Domingos é empresário do setor de seguros e presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Iniciou a sua carreira política na ARENA e seu sucessor PDS, partidos políticos que davam sustentação à ditadura militar. Até meados da década de 90, era muito ligado a Paulo Salim Maluf.

Durante o período que Maluf governo o Estado de São Paulo (1979-1982), Afif ocupou cargos de destaque na administração malufista. Em 1989, pelo PL, Afif se candidatou à presidência da República. Depois de um período afastado da política, Afif retornou como presidente do conselho deliberativo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Em 1998, já no PFL, tomou posse como “supersecretário” da administração Celso Pitta, o prefeito que foi afastado duas vezes pela Justiça, que quase não concluiu o mandato. Alguns meses depois, em outubro de 1998, Guilherme Afif Domingos pediu demissão do cargo.

Foi a primeira baixa no governo Celso Pitta (PPB) após a derrota de Paulo Maluf na eleição. Afif participou da elaboração do programa de governo de Maluf e foi nomeado no mês de março em razão das negociações para o apoio do PFL à candidatura do ex-prefeito ao governo estadual. Afif vinha sendo “fritado” havia dias. Assessores do prefeito divulgaram que Pitta estaria descontente com ele, supostamente por falta de fidelidade.

Posteriormente, Paulo Maluf reclamou à imprensa do “abandono” de vários políticos que ajudara a fazer despontar no cenário nacional, dentre eles Afif.

Afif seguiu no DEM, a sigla escolhida pelo antigo PFL para tentar uma renovação da “marca” junto ao eleitorado. Por ter atuado na aliança do DEM com o PSDB, que conduziu Gilberto Kassab à Prefeitura de São Paulo, e assegura uma confortável maioria ao governador Serra na Alesp, Afif foi recompensado com o cargo de secretário de estado do Emprego e Relações do Trabalho de São

2 comentários sobre “Diálogo com o Rabino

  1. meiradarocha

    Rabinovich chamar a impostura do Impostômetro de “iniciativa cidadã” é muito engraçado! Parece que eles realmente acreditam nisto!

    • Agora, se apresentasse o «pedagiometro» junto, ou inventasse algum -ometro próprio — enchentometro? — não deixaria essa impressão de ser um orgão de propaganda enfeitada com notícias de agências.

      Na verdade, o cargo tributário aqui — falando de imposto de renda — é pena de ganso comparado com a taxa paga pela nossa classe média — quase 40%!

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