O SEM dos DEM e a Rainha do LSD

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Após um bate-papo interessante como o Rabino, eminence grise do Diário do Comércio, eu continuva falando com meus botôes sobre os motivos pela profunda irritação que aquele jornal me provoca em mim.

Não deve ser o mero fato dele existir.

Qualquer cidade mantém uma câmara de comércio que trabalha no sentido de atraer empregos e contrbuintes bem-calçados. Este naturalmente praticará um certo ufanismo cívico e dedicará recursos para relações públicas.

Então, deve ser algo na maneira da operação o jornal  — começando com o conflito aparente entre um político lobido servindo como vice-presidene de um grupo de lobby.

O patrocinador do jornal, alíais — a Associação Comercial de São Paulo — é uma entidade da qual eu deveria saber mais em qualquer caso, se eu pretendo cubrir o mundo empresarial desta cidade-estado pixaçado. Pois resolvi colher alguns dados sobre a estrutura de «organização em rede» da entidade para ver o que eu podia ver brincando com a yEd, editor de diagramas e navegadora visual de dados.

O que chamou minha atenção foi os sinais do uso de LSDs como uma tática de SEO.

É muita sopa de alfabeta, eu sei, pois eu explico.

Entre os nós com a maior “autoridade” dentro da rede do DComércio descubrimos um monte de sites totalmente irrelevantes que moram no LSD — latífundio de samizdat digital, ou, se prefira, o “cortiço virtual” — DEVIANTART.COM.

Uma metáfora explica o esquema. É assim com se você entrasse num banco par pedir um empréstimo, trazendo consigo um amigo como a cara de ricaço — só que tudo não passa de uma enencação. O terno que ele usa é emprestrando. Teve que pedir emprestado a bilhete única de você. Seu CPF é forjado.

O que acabei descubrindo, então, com bastante suor e pouca cerveja, é quem cuida do SEO-SEM da entidade — a otimização para, e marketing por meio de, motores de pesquisa. Também cheguei ao que parece estrategista da entidade — A+ — assim como velhos conhcidos como a agência Proxxima.

Após uma hora de tentar conseguir os dados básicos institucionais, finalmente apareceu — num blog feioso, escuro, e difícil de localizar — que todas as agências sobre as quais tive curiosidade são, de fato, subsidiárias da mesma agência!

Mas deixa-me descrever, passo por passo, o método aplicado e as obsevações que consegui fazer pelo caminho.

Faça uma aranhação. Eu fiz uso do Navicrawler, por ser rápido e fácil de maneusar.

Importe os dados no yEd.

Faça um auto-agrupamento dos “núcleos naturais” dentro da rede.

Por cada núcleo, submeta os dados do grupo a uma análise de centralidade “segundo o peso dos laços adjacentes.”

O resultado será algo como o seguinte.

O único acréscimo que eu fiz foi a ligaçõ técnica entre dois grupos que não apresentariam relação,caso contrário.

O fato é que vivem no mesmo servidor “movimentário.”

Outro palpite que eu queria confirmar ou desmentir era que o jornal da organização — desde a tipografia e diagramaçao até a estratégica de “captação de sinergias entre o lado comercial  e a redação” — o que chamamos nesse espaço de “reportajabanganda” — fosse muito provávelmente um dos clientes não-assumidos, ou da consultoria Di Franco ou da Innovation Media Consulting, que jura solenamente a nunca divulgar o nome de um cliente eventualment  incomodado por ter contratado uma empresa ligada com um forte movimento de fascismo católico

Uma análise mais geral de centralidade na rede mostra, como você ia pensar, que o sítio a associação e do seu orgão de imprensa, o DComeric,ocupam uma posição central. — tamanho do nó sendo o indício de centralidade.

Podemos abrir e trabalhar com os dados que se encaixam em cada caixa — ou sacola de gatos, como dizemos.

Achei tres pontos gerais interessantes:

  1. A importância dada a questões do sistema portuário do Estado
  2. A importância cem vezes maior dada à indústrio de e-comércio, e
  3. Os varios pontos no qual a rede da ACSP entrecruza com entitdades e diretorias do Instituto Millenium.

Ainda não posso afirmá-lo categoricamente, por exemplo, mas um palpite muito forte que eu tive foi que, das fontes de notícias selecionadas para preencher as páginas,a preferência é quase sempre em favor de conteúdo produzido por clientes do Innovation Media Consulting —  aquelea fundada por membros do Opus Dei na Universidade de Navrra e tendo como sócio-fundadore altos executivos da Abril e o Estadão.

O Di Franco foi o palesrane de destaque no evento no ano passdo sober liberdade de expressãp;

Essa questão da preferência editorial para alumas fontes sobre outraspode soar exagerada, mas lembre-se de que vivemos na idade do “mash-up” — um veículo composto de vários tijolos de “contéudo” montados, muitas vezes, sem intervenção humana. Por isso, achei significativo a pŕesemça na vizinhança do DC um bando de jornaiss de pequenas cidades e regiionais.

O jornal “glocal” — ou seja,simulâneamente local e global — é o mudelo de vez pela sustentabilidade desse tipo de jornal, radio ou TV — o que signficam a inclusão de grande volume de reportagens terceirizadas a agências ou a jornalistas localisjunto com um tradutor.

Os innúmeros contratos de compartilhamento e sindicação de conteúdo são entre as decisões estratégicas mais importantes feitas hoje em dia pelos “gestores de conteúdo,” que andam “securitizando” direitos autorais e operando com estes títulos  no mercado de “conteúdo” como se fosse uma bolsa de valores ou leilão de boi gordo.

Se qualquer projeo merece a analogis da bolsa de valores — e houve muito fracassos nesse sentido, como Associated Content — deveria ser o ISSUU.COM.

Pense bem como deveria ter sido a  negociação da parceria entre The Economist — que endossou Serra no ano passado — e a Carta Capital — que zombou a bolinha de papel sem trégua  e chamou o Serra de “um perigo ao Brasil.”

Ainda assim, é uma parceria que faz sentido comercial — e leva a boas leituras também, seja dito. Da sindicação do Freakonomics aqui no Brasil tenho minhas dúvidas. As gírias, referências culturais, e estilo de humor não se traduzem bem.

Em qualquer caso, o único motivo de que poso pensar pelo fato de um jornal conservador-empresarial de São Paulo — nenhuma Paris no Rio Tietê, vamos ser honestos — se interessar no histórico jornal de Sartre, a Libération é um modelo de negócios compartilhado.

O histórico journal mudou de donos, contratou o IMC, repremiu o sindicato de funcionários, e começou a publicar “resenhas” acríticas de vários produtos de Microsoft. Por um tempo, Le Monde não poupava os colegas “mais-vendidos” por isso– até sofrer destino parecido.

A questão técnica que me fascina, porém, é essa de fazer um tipo de “censo de fontes. pi “quais os ingreidentes no mingau que meu jornal vriou?”.Eu preparei um exemplo simples, de uma análise prévia focalizando o jornal.

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A análise mais praa cima começou com a entidade de classe.

Diogo Chiuso é um assalariado do instituto Cato e articulista para o OrdemLivre, sítio lusófono oficial da parceira Atlas-Cato que libera o reuso do seu conteúdo, se não me engane.

Teriamos que desenvolver um método maix exato para este censo de fontes, mas acho possível. Ja vi relatórios da ONU, preparados por observadores de eleições, que empregam estratísticas parecidas.

Jornais do Movimento só puxam conteúdo de fontes ideologicamente puras e confiáveis — enquanto gritam “educação, não doutrinação.”

Vou fechar com um aspecto que ilustra muito bem o quanto nosso DC — seu moral apoiado em parte pelo trafêgo-fantasma de autores inexistentes, parece — se encaixa em nosso model de Mídias Orquestrada pela Sociedade Civil de Oligopólios Unidos, ou MOSCOU.

O Diário de Comércio parece ser um fonte preferida do OrdemLivre, que, segundo uma busca rápida estilo «site:ordemlive.org +nome” citou ou reproduziu reportagens do jornal 113 vezes.

O Instituto Liberal cita o DComércio apenas 7 vezes, mais serve o jornal paulista de fonte frequente de comemtário de especialista — 27 vezes, que eu consegui achar durante um pano rápido.

O método Cato sempre consistia  principalmente nisso,de fato — a criação de cabeças-falantes de aluguel bem-posicionadas a advogarem políticas, agradando clientes sub-repíticios que não podem ser vistos publicamente defendendo a mesma posição.

Voltando ao DComércio,então — qualque semelhança entre campanhaa publictárias e qualquer plataforma pólitica deve ser mer coincidência.

O jeito agora é tentar pensar nessas redes como redes de citações — quase-bibliográficas, nas quais uma fonte é aproveitada pela próxima como uma biblioteca de lugares comuns. Imagem que você estiver na casa de alguém e aproveita para bisbilhotar usa biblioteca

O fato mas interessante de todos, por final, é a bibliografia da pessoa com a maior autoridade na rede sob estudo, a Sandra Turchi, que

Escreve para diversos veículos como: Revista ESPM, Revista Marketing, Revista B2B, Revista Cliente SA, Revista Carreira&Negócios, Revista Perfil Empresarial, Portal MundoMarketing, Portal Pequenas Empresas Grandes Negócios, Portal Terra , Jornal Diário do Comércio, Jornal Propaganda e Marketing ,  entre outros.

Isso talvez explicaria como Pequenas Empresas, Grandes Negócios — uma parceria entre a Rede Globo e o Endeavor, Inc., dos EUA, e patrocinador do Instituto Millenium, acaba entre os projetos em destaque nessa rede de SEM do DEM.

Em fim, o círculo fecha com a informação de que Sanrda Turchi é dona de BoaVista Serviços S.A. — hóspede do todos os sítios da ACSP.