“Escândalo de Corrupção Abala Jornalistas”

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Gravações foram divulgadas de conversas telefónicas entre o presidente do Congresso, uma lobista, e vários jornalistas.

O teor das conversas, alegam quem as ouviram — o que graças à Internet foi praticamente todo mundo — era uma negociata envolvendo a venda ao preço de banana de rádio-espectro em troco de cargos no governo.

Uma jornalista conceituada da NDTV e um colunista do Hindu Times foram ouvidos negociando com a lobista Riira Rdia, da Vaishnavi Comunicações Corporativas, representante do Grupo Tata e Reliance Industries — assim como da própria NDTV.

O novela do caso ganhou um resumo na Wikipédia. Indianos, vai saber porque, são ótimos Wikipedianos.

O desfecho do caso foi a demissão do nomeado, A. Raja, do posto.

Nas conversas gravadas pelo Leão indiano, promessas foram feitas no sentido de trabalhar para assegurar a escolha de um nome preferido pela lobista pela pasta de Comunicações. O deságio no leilão de espectro 2G teria sido o preço da nomeação.

Transcições aparecerem em duas revistas semanais, é o audio ainda está livremente disponível na Internet. O governo e o Grupo Tata protestou, não sem certa razão, que os vazamentos foram altamente seletivos e que foram, aliás, ilegais.

O Tata está boicoteando um grande número de veículos, recusando a gravar entrevista ou fornecer informação. O NDTV ameaça procesar as revista Open Magazine e o jornal The Pioneer.

Vai dar em CPI.

A defesa das jornalistas foi que estavam encenando cooperação para conseguir mais informações da fonte. Virou assunto no Twitter e Facebook e atraiu a atenção do Wall Street Journal, que publicou cinco reportagens sobre o acontecido.

Na transcrição que eu li, a jornalista — tipo uma Fátima Bernardes de Bollywood — se gaba dos laços íntimos com quem ia tomar a decisão.

Os tuiteiros estão comemorando uma vitória no caso, dizendo que, embora a gravação foi enviada a todas as redações por fontes anônimas, a mídia abafou o episódio. Se não fossem os bons cidadãos do Tiwtter jamais saberiamos.

O #mediamafia, dizem, alcançou uma popularidade inédita.

A mídia-cidadão ainda não produziu um escândalo desse tamanho, apesar da rèporte gravada prometendo contar uma matéria na sua reportagem — um mentira repetida com pingos em todos os is mo dia seguinte na capa da Folha de S.Paulo.

Mas ninguém falou de corrupção.

Em junho do ano passado, houve outro caso, essa vez na África do Sul, onde forma descobertas relações “incestuosas” entre um pretendente à liderança do ANC. A jornalista Ashley Smith do jornal Cape Argus admitiu aceitando subornos em troco de publicar artigos favoráveis às pretensões do político Ebrahim Rahool.

Recent claims of reporters taking payments to write stories could be an indication of deeper corruption in the media, an Eastern Cape journalists’ organisation said on Wednesday.

O Mandela Bay Media Association comentava a confissão pela ex-repoórter do Cape Argus Ashley Smith, de que ele e um colega aceitou dinheiro para elogar o Ebrahim Rasool.

Um entidade de classe de jornalistas, o Mandela Bay Media Association, distribuiu um pronunciamento chamando episódio de um sinal de práticas “com raizes no passado apartheid.”

“Essa práticas continuam até o presente dia pela tentativa de grupos poderos de minar os deveres da imprensa de promover a verdade, luta contra a corrupção e proteger a liberdade de expresão.”

Do outro lado, o presidente da associação foi despejada recentemente por ter tentando sindicalizar o jornal onde trabalha.

É curioso: tem vários jornalistas xingado de «corrupto» lá nas Internets tropicais, mas casos concretos, com provas contundentes, são raros entre os tupiniquim.

Imagina: O cliente que saber do advogado se ele consequiu o jornalista para dar camuflagem a “campanha difamátoria” a ser montada a partir de certa data.

Um fato destes deveria acabar com a carreira de qualque jornalista assim emprestando o nome e o prestígio dessa maneira — assim como deveria uma mentira divulgada sabendo que era mentira combinada na capa de um dos maiores jornais do pais..

Mais isso nunca acontece. Não estamos mais em Kansas, hein?

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