Movements e Movimientos

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Nada pode ser menos parecido com um movemento espontâneo social do que o exército de publicitários, estrategistas, e produtores culturais que acompanham um estadista pós-presidencial tipo um Clinton, um Gore … ou um FHC ou um Lula.

Eu achei que seria interessante, por exemplo, a comparação entre os MOVEMENTS.ORG — agência digital dos Democratas nos EUA e motor da agenda do partido no resto do mundo — com os Movimientos.org — principalmente a Via Campesina com a ajuda de RITS.

Primeiro, as mulheres da Vila Campesina não conte com os conselhos do Grupo Omnicon — que recentamente comprou o Grupo WPP para vir um dos maiores grupos de publicidade e propaganda no mundo. O Millward Brown Brasil, por exemplo, é uma sociedade desse grupo com o IBOPE na qual o IBOPE é o sócio minoritário.

Embora o RITS tem alguma infraestrutura pela montagem de interentidades interativas, falta ao nosso movimiento toda uma indústria de filantropia global que é principalmente ianque e européu. O mito de emergência e “os raizes do caipim” são geralmente isso: um mito.

Embora a “mídia social” ser, em tese, aberta a todos,o SEO-SEM, por exemplo, de Clinton é de ponta e requere um alto investimento em talento e gestão, o qual é intimamente interligada com campanhas de “reponsibilidade corporativa” — a empresa recebe o endossamento do nobelista pois deve estar respeitando a planeta.

O “movement” é uma mentira, embora uma mentira que serve um mito político, ou seja, a volta de serviço público que nem Kennedy e o Peace Corps — começo da carreira de tantas arapongas..

É uma forma de cooperação sub-reptícia de colaboração entre ditos concorrentes, e portanto serve tantas vezes as necessidades de carteis.

A indústria — e é essa, em escala industrial, produzindo factóides e memes pelos bilhões de litros — cresceu tanto que já vemos a emergência de setores especializados dentro dela, como treinamentos no apelo a grandes doadores e a arte literária de uma carta  de pedido de esmolas. 

Observamos a orientação a marketing ao juventude, o uso da rede social, e o entrecruzamento de diretorias entre grandes doadores institucionais — a não falar no cruzamento destes com capital de risco.

Nos anos a vir, veremos cada vez mais disso na medida que políticos e empresariias fabricam suas próprias notícias.

Já vemos sinais disso. O crescente sofisticação do site Opinião e Notícias — do outremenete fracassado jornalista riograndense Diego Casagrande, se não me engane — conta hoje com um projeto superior é uma infraestrutura fornecida pelo THEPLANET.COM nos EUA.

Mudo de expediente também, com a indicação de Antônio Vidigal — formado um gestor de empresas pela FGV e IBMEC..

Se bem que o DComércio é um jornal de independência questionável, quanto mais um jornal editado por quem representa o ponto de vista da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Teremos que perguntar quais dos clientes do consultor recebem tratamento diferenciado nas páginas do jornal-e, ainda uma fonte oficial do Instituto Millenium. Até sem provas disso, a pergunta se levantará, pelos indiícios.

Veremos uma epidemia do que os espanhois chamavam dos confidenciales — termo que nunca entendi, mas que pode ter algo com os contratos de confidencialidade entre fonte e jornalistas. Tipo um Wikivazamentos avant la léttre.

As boas notícias: haverá bastante trabalho para produtores de sítios Web até durante o Dilmato. A estratégia da Presidência na área digital será interessante.

O sítio também mora no BETA.GIZMOBILE.COM. Acesso para autores está no http://boletim.opiniaoenoticia.com.br/login.php..

Mas com que resultados? Se morando no Brasil me ensinou algo, é que redes de pessoas de carne e osso, reunidas no mesmo lugar, podem mais de qualquer nuvem de sítios Web. Poxa, a pilinha continuar sendo a tecnologia mais avançada do maior parte do país!

Em fim: se nas pampas e cordilheiras da América do Sul os movimientos são tão baixa-tecnólogica, é pela parceria feita entre o poder político e o setor privado. E porque alguém que tamanha falta de seriedade e vice-prefeita.

É por isso que a “organização virtual” fica um mecanismo sub-reptício de colaborção entre concorrentes — em muitos casos é um mecanismo de um comportamento lesa-mercado, que deveria ser escondido.

Verdadeiros inimigos e verdadeiros amigos não são desonestos entre si, mas quando chegamos à organização virtual, que faz uso de recursos de várias fontes, algo maquiavélico esstá acontecendo. Mas nosso modelo não descreve os processos e recursos necessários a uma rivalidade empresarial — a pretendida venda de mais bugigangas do que o outro cara.

A filantropia global é uma indústria — presume a continuada capacidade industrial dos EUA — é o GVO é sua LSD.

Eu disse, não disse? Que era um projeto do CIMA.NED? Ou que pelo menos fica devendo o contribuinte uma contabilidade maior.

Um currículo do pensamento único de que se ouve falar. O programa Carnegie-Knight por exemplo, que treina jornalistas nativos.

Um vizinho bem estranho.

Em fim, a densidade de laços desta rede com os vilões do crise financeiro não pode ser por ocaso.

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