Opinião e Notícia (Naquela Ordem) | O Jornaloide do Futuro

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Quando assinalei outro dia como o projeto Global Voices Online pretendia dominar o discurso de desenvolvimento, em uma enorme variedade de canais, eu podia ter explicado esta maneira de pensar no “domínio do meio-ambiente de informações.”

Algumas notas naquele sentido hoje — mas admita, uma rede cujos nós incluem todo mundo que já ganhou fama ponticando sobre a “sabedoria do multidão” ou o “exército de Davis” é um registro telefónico de uma articulação bem proposital.

Segundo os consultores, o jornal do futuro será “glocal” — ou seja, global e local à mesma vez.

Na prática, isso quer dizer simplesmente que a maioria das notícias que não sejam a vaca da Senhora Alvira deu à luz ontem virá das agências, deixando a pequena redação a se dedicar ao que importa — a opinião.

Portanto, a chave do futuro do jornal está nas mãos dos advogados, e seu desenvolvimento depende de cada vez menos rigidez na negociação de direitos autorais.

No caso do Opinião e Notícia riograndense, vemos, o esquema é o seguinte, segundo dados colhidos quando, se não me engane, o Diego Casagrande editava a coisa.

Continua sendo um orgão oficial do Instituto Millenium e seus asseclas estaadunidenses.

Em termos técnicos diriamos que era uma organização virtual nascido de um criadouro de OVNIs — organizações virtuais, nome indefinido.

A maioria do conteúdo de natureza noticiosa vem dos Diários Associados de hoje, o Grupo Diários América, que ideologicamente correm a gama entre A e B — La Nación, El Mercúrio, O Globo, fomentadores de golpes de estado todos. Se diz  …

… un consorcio exclusivo integrado por los once periódicos independientes con más influencia en Latinoamérica: La Nación (Argentina), O Globo (Brasil), El Mercurio (Chile), El Tiempo (Colombia), La Nación (Costa Rica), El Comercio (Ecuador), El Universal (México), El Comercio (Perú), El Nuevo Día (Puerto Rico), El País (Uruguay) y El Nacional (Venezuela).

Conteúdo nacional também vem um consórcio exclusivo das fontes de sempre.

O EeI um parceiro Microsoft.

E igualmente perto de mão,

O modelo de negócio, desses vistos, seria vender mais anúncios na Veja, vender um serviço de emprego, divulga material da autoria do IMIL no Exame, canaliza o conteúdo de EBIT aos leitores, fazer felizes os fãs do jornalista esportista, que cobre F1, e vende algo que não é um arquivo MP3 aos usuários.

E fazer todo isso sem jamais quebrar o juramento de cavalheiro, que sustentaria o domínio de Bill Gates e o catolicismo ortodoxo que ele confessa sobre o mundo.

Cola sua dependência intelectual direto das páginas de Foreign Affais.

Grande parte do conteúdo é classificados de emprego tendo algo a ver com a Universia de Espanha.

Talvez o momento mas triste é quando cruzamos com a revista PEGN — concebida como campanha publicitária para a Globo mas depois transformade em show e revista em parceria com Endeavor International — também patrocinador do Instituto Millenium.

A produção deste jornaloide depende de ferramentas livres e faceis a serem domados.

Em fim, o tamale inteiro — eu mataria um gato por um único e solitário nhaca de cozinha mexicana nessa cidade — é mais o meno o seguinte.

Os algoritmos sugerem que a Veja fosse a maior fonte de conteúdo.

Não fica difícil demais pensar numa categoria demografica embebecida pelo F1 e, estando recém-formados, em busca de emprego.

No jornaloide do futuro, não haverá jornalistas, apenas fluxos de RSS e patrões consultores que alavanca o orgão para alavancar o negócio do cliente.

Das fazanhas do GDA discutiremos depois, mas para começar, pensem no fato de cada integrante ser um cliente da consultoria Innovation International Media Consulting — e seus muitos quase-pseudônimos.

Bem pode ser que o leitor do futuro é aquela na fila outro dia, com um cópia cada de Destak e Brasil de Fato.

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