Darth Bloomberg | Sinergias Sinistras

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Com uma bolsa de pesquisa de uma lista anônima de doadores, o jornalista Aram Roston da revista The Nation detalha uma campanha sofisticada para derrubar a proposta fusão dos grupos de mídia Comcast e NBC Universal.

É essencial entender desde o começo que quem pagou o conto contado não fica dito por inteiro: há um fundo para peças de investigação, dentro de um instituto, e algumas pautas são escolhidas pelos benefatores do instituto, parece. FUndando em 1995, recebe dinheiro da

  1. Lear Foundation,
  2. Lannan Foundation,
  3. Puffin Foundation,
  4. “e outras”.

O processo é completamente opaco.

Na peça, o jornalista faz de tudo de levar a acreditar que uma falta de transparência meio mal-assombrado paira sobre o prefeito de Nova York, dono de Bloomberg LLC.

Traduzo-a como exemplo de hipocrisia jornalística. A “investigação” não revela quase nada que eu não conseguia no Google dentro de cinco minutos.

Também serve de ilustrar táticas difamatórias baratas e paraliteráriaas . Cadê a velha Nation de Barbara Ehrenreich?

Em julho do ano passado, um grupo chamando-se a Coalizão pela Concorrência na M[idia escreveu uma carta a dois presidentes de subcomissões chaves no Capitólio, implorando-os a ajudar impedir a pendente fusão de Comcast com NBC Universal, valorizado aos $30 bilhões. O grupo se identificou como “uma coalizão OSCIPs, sindicatos, pequenas e minoritárias empresas de mídia e programadores independentes,” e dizia que a fusão posaria “uma.ameaça fundamental ao público.”

Esta afirmação tem certa justificativa, e qualquer leitor seria perdoado se entendesse a carta—parte de uma campanha extensa de RP e lobby—como algo distribuido por um grupo genuinamente popular.

A carta levou a firma dos patrocinadores, inclusive a empresa de informações  Bloomberg LP. O que foi omitido era que a Bloomberg LP era o motor do esquema,e que a Coalizão foi concebida, financiada, e contou com o trabalhou da empresa do prefeito de Nova York.

Até agora, não tem nada de escândalosa na peça.

A empresa se opunha à fusão, se articulou publicamente contra-a, buscou aliados e assinou embaixo: não queremos isso, nós, Bloomberg LLC, e outras empresas aqui abaixo-assinadas.

Cadê o escândalo?  A Opportunity não queria deixar a gestão do Telemar Leste. Tudo mundo sabia. Estava registrado no cartório.

Então, a reportagem seria melhor se pudesse concretizar a contribuição financeira do grupo, ou reporasse se havia transparência financeira por parte da organização. Gastaram muito? Fora do normal?

Que eu saiba, até agora, não houve qualquer denúncia plausível de qualquer deslize ético.

Agora, o repórter pretende conectar as aspirações políticas do prefeito com o episódio, insinuando que ele, que continue funcionando como gestor da empresa, na qual tem participação quase total. Embora isso, a Bloomberg se impus uma regra vedando cobertura do Chefe, fora o numero do votos recebidos por ele.

Não fica claro o que nostruomo da Nation está tentando dizer.

Alguns parágrafos seguem. Agora,

Bloomberg LP monta um escritório eficaz e eficiente que promove os interesses da empresa perante agência do governo e o Congresso. É muito interessante como, naquele estilo bem Bloomberg de sinergia, um veículo de noticiais, uma empresa de informações financeiras e um equipe de lobistas sempre estão trabalhando sem percalços.

Noutras palavras, a empresa tem um gestão competente que cuida bem do seu quintal.

Não há nada de impropriedade nos fatos citados. Não havendo outra munição, nosso jornalista da Nation fala com certa fina ironia das “sinergias” que accompanham o prefeito como se fossem forças sobrenaturais.

É ironia muito barata para ser vendido como jornalismo investigativo por uma revista com um instituto que tem um fundo permanente.

A verdade nua e crua é que Bloomberg,.o político, atrrapalha os Democratas, e assim deve ser sujeito a uma demonização sinistra. Eu não o vejo assim. Gosto dele. Teria votado no Democrata que o opunha, mas achei o campanha da cara vápida e desleixada.

Pessoalmente, eu admiro a grande probidade pública de Bloomberg até discordando com algumas das suas políticas públicas, o que provávelmente me levaria a votar em outro candidato.

O resto não merece tradução, embora atualiza meu conhecimento de negociatas recentes.

From the beginning, Bloomberg executives saw potential problems as well as exceptional opportunities in the Comcast-NBCU deal, a massive merger of a huge cable and Internet company with a TV network, which sought Federal Communications Commission approval. To understand the stakes for Bloomberg LP in this deal requires a quick behind-the-scenes glimpse at the company and how it functions.

Almost all of Bloomberg LP’s $7 billion yearly revenue still comes from the Bloomberg terminals—the desktop software with floods of financial data that is ubiquitous in Wall Street firms, despite its $20,000-a-year price tag. [Nada de novidade –Ed.]

“Eight-seven percent of the company’s revenue is [Bloomberg] terminal revenue,” says Douglas Taylor, who follows the company and the financial data industry for Burton Taylor International Consulting. [confirmação da não-novidade –Ed.]

But increasingly, the company has been extending its journalism enterprises. “There is an aggressive expansion going on in the consumer side of the Bloomberg operation,” according to Andrew Schwartzman, senior vice president of the Media Access Project. Consider the breadth of the Bloomberg journalism empire: the company bought BusinessWeek in 2009 as the magazine was losing money, and has transformed it into Bloomberg Businessweek.

That comes in addition to the high-end glossy monthly business magazine Bloomberg Markets. At the same time, the company produces Bloomberg Radio on XM, Sirius and WBBR. It also distributes Bloomberg News as a wire service with local and national content on its website. Recently, the company hired ex–New York Times editor David Shipley and ex–State Department spokesman Jamie Rubin to oversee a new operation: Bloomberg View, where Michael Bloomberg’s political, philosophical and business opinions will be distilled in editorials that can be distributed across all his news platforms.

But the major play for Bloomberg LP, the potential crown jewel of the giant journalism enterprise, is Bloomberg Television, which airs on cable. The company hired Andy Lack, former president of NBC News, in 2008, in an effort to rejuvenate the channel. There was a massive purge, in which Bloomberg laid off 100 workers, but the studios were redesigned, new talent was hired, and it now appears to be on the upswing. Bloomberg executives dream they will one day compete directly with NBC’s influential CNBC. Right now the channel is barely watched, analysts say, but Bloomberg has been pouring money into it

One oddity of the Bloomberg news empire is that without exception, all of its journalistic operations lose money, and they always have, according to sources with knowledge of the company. The news business at Bloomberg is heavily subsidized by the rest of the company—paid for by those terminals on the desks at Wall Street firms.

O fato das informações financeiras subsidiarem o jornalismo todo mundo sempre sabia.

Tiveram que tirar grana do Fundo Investigativo para nos dizer o que já sabemos? Das novas pretensões para mídia de consumidor não sabia, mas aposto que quem sabe dessas coisas já sabia.

O novo modelo sendo instalado na Nation não está havendo bons resultados, eu diria.