Boa Vista 51 | A Última Hora de Gilberto Kassab

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É bem verdade que o prefeito da minha cidade, Michael Bloomberg, é o sócio majoritário numa empresa de mídia, uma sociedade privada, que vale $7 bilhões, no mínimo.

Também é verdade que quase ninguem o critica por supostos abusos desse poder de alcançar os formadores de opinião pela caixinha onipresente da empresa — acima.

Porque, sabe? Sabe porque?

Ele realmente não abusa. Simplesmente tem o autocontrole ético suficiente.

Vocês terão a gentileza de passar por alto um gênio meu meio obsessivo-compulsivo, mas aqui na Samboja, embora o prefeito ser um mero vice-presidente da empresa que patrocina o jornal, a Prefeitura tem um veículo de propaganda política inacraditável no Diário de Comércio,. como eu comentava com o Rabino recentemente, e não tem constrangimento algum em utilizá-lo.

Um dia depois da Woodstock Arabiiyya e já os suspeitos de sempre estão esperançosos de manter os jeitos de sempre.

Eu não acho demais chamar o jornal — que vira cada vez mais sofisticada, com tecnologia de ponta — da Última Hora de Kassab e Afif, os gémeos libaneses filhos de Maluf.

Ora, é claro que um prefeito e um vice-governador deveriam promover comércio pela prosperidade dos eleitores. Mas insisto em apontar que em outros países, o uso da máquina pela autopromoção política do governo de plantão levantaria sobrancelhas, como dizemos.

Na verdade, o DComércio pode ser visto como o produto final do processo que começou com o Instituto Millenium — um duto de conteúdo pelo qual flui o discurso dos neocons dos EUA, graças ao correspondente do jornal nos subúrbios de Washington, Olavo de Carvalho.

São toda a mesma gente papagaianda a mesma pamonha pamonha pamonha.

Agora que começo a introduzir o elemento “semântico” no diagrama, a rede de relacionamentos fica cada vez mais definida. Aquela não é apenas uma linha. Significa um salário recebido em troco de serviços prestados.

O palestrante-mor do IMIL, o Frei di Franco o Franquista, como sabemos, está afiliado com o Innovation Media Consulting, com seus raizes Sambojanos no Estadão e Veja,. e com o qual sua própria consultoria compartilha clientes como o Wall Street Journal.

O DCómercio apresenta todas as marcas do enorme talento técnico dessa consultoria, que sempre espera nada menos de si do que a mais absoluta perfeição estética. Quando da ética e da qualidade de informações, a gente conversa, e de gustibus, gustibus..

Como também ja observamos várias vezes, o joint venture da Globo-Endeavor International, uma campanha pela promoção de empreendedorismo que não seja aquilo ensinado no SEBRAE, tem uma revista e programas de televisão e rádio na rede Globo, PNGE — Pequenos Negócios, Grandes Empresas. Nasceu como uma campanha publicitária da agência Professa, como sabemos.

Agora, essa senhora VP de Marketing  da empresa que mantem os servidores hospedando o DComércio é aparentemente uma convidada frequente no programa de TV — eu terei que contar as vezes que ela ocupoou espaço no sofá do estúdio.

Ela também é VP de Marketing da Abrarec. emtidade de classe de telecentros de relacionamento com o cliente — sabe, aquele indiano amigável em Bangalore que recebe sua ligação não podendo dizer-lhe nada sobre o endereço no sul da Avenida Broadway que você procura. 

Também é palestrante na ESPM.

Se existisse algo chamado a Escola Superior de Propaganda nos Estados Unidos, seria fechado dentro de uma semana. Propaganda, para nós, é uma palavra de baixo calão, sendo o tipo de coisa conduzida por nazistas (enquanto nossa Voz de América jamais mentia ao GI Joe, é claro. Na verdade, geralmente não mentiamos.)

Não vou entrar em muito detalhe, mais o projeto realmente é um exemplo magnífico da arte de marketing para motores de pesquisa.

Há no centro da rede, por exemplo, um «latifúndio de samizdat digital» enorme e coerente — uma bibliografia completa de dicursos neorradicais contemporâneos norteamericano.

A importância deste elemento dentro dos fluxos ideológicos do movimento é mostrada acima, onde peço do diagramador a identificação do BCC — o maior componente coerente — da rede inteira.

Os plataformas sociais, como de costume, são fortes amplificadores. Especialmente importantes são, primeiro, os «blawgs», ou seja, blogs sobre assuntos jurídicos e política pública, e segundo, as favelas da rede, como Tumblr, onde se observa práticas como a criação de milhares de blogs automatizadas para “moralizar” os alvos dos seus hiperlaços.

Apenas comeci dando nomes aos bois quando da bibliografia de neoradicalismo presente aqui, mas até agora são todos velhos conhecidos, desde os professores de Chicago que bloguem até Al Giordano de Narco News.

Dei este bloco aqui o apelido da Comentariada, tradução parcial de uma gíria que estã começando a circular lá em casa, se referindo às «câmaras de eco» e a multiplicação automtizada de mensagens que lhe são naturais.

Muitos me são familiares do exposé feito pela SourceWatch sobre grupos de fachada encarregadas com a parte mais feia da briga durante uma campanha nacional contra os sindicatos de professores, com direito a um discurso no estilo de “nós ganhamos a luta de classes, pois cale-se” ….

Wired e Olavo: fiquem de olho na virada à direita do tecnorati do Beco de Silício. Conde-Nast, aliás, sempre era da direita do resto do mundo de jornais e revistas de Nova York. Eu já trabalhava na GQ

Todos os financiadores da turba de Harvard estão, naturalmente, presentes ou tomando rabo de galo nos bastidores, mas em qualquer caso todo e cada radical de qualquer polaridade está em posição de sentido.

O governo está bem representado, também — abertamente, pelo NED, ou por agentes semiclandestinas — o projeto de vozes globais em rede admitiu recebendo verbas de Hilary nesse ano — como K. MacKinnon.

Como um todo, como vemos, os fluxos mais fortes ligam a metrópole à colônia sambojana, com a participação de vários LSDs colaterais, como, por exemplo, um bloco religioso — e quase-unanimamente pró-Israel e nem precisamos saber por quê.

Até meu velho correspondente da Universidad de Navarra temos, o bom Doutor Orihuela do famoso e sempre amávél ECuaderno.com. Orale, buey!

Todo o amadorismo e sinceridade aparente deste samizdat todo é o produto do mais alto nível de planejamento, coordenação e design imáginavel.

A articulação toda não passa, de mais nem de menos, da exportação, no atacado, de todo um debate e toda uma pauta e cultura política, congelada é pronto parra resquentar — como se fosse um novo iPod comprado pelo Amazon e pronto para baixar the Dixie Chicks.

Quando você descobre que tem aquelas tomadas esquisitas aqui, no entanto, está na hora de arriscar a Santa Ifigênia pela primeira vez.

Eu tenho um amortecedor de circúito contra resurgimentos de eletricidade que parece algo deixado atrás pelo último soldado soviético a deixar a Afeganistão. de tão pesado e ameaçador.

Agora é para acrescentar todos os vice-presidentes co-partidários que constam no expediente do jornal — cujo registro eu gostaria ver na JUCESP, junto com o faturamento com anúncios e circulação do ano passado.

Existe aqui toda uma estrutura empresarial convencional mas paralela, e eu, como de costume, gostaria de saber da participão de cada um dos sócios.

Talvez esta gente me ajuda — planejam a montar, parece, uma Jucesp-ACSP no mesmo servidor.

Eu penso neste pessoal como o “cultistas de cargo” — pela lembrança que me dão dos nativos do Sul do Pacífico que constroem aviões e jipes de madeira, esperando que as Forças Armadas voltarão com todas as suas riquezas se fazerem este ato propício.

Agora, é essa a Boa Vista Servços S.A. em questão, com capital de $51 milhões e atuação por meio de OSCIPs?

Segundo minhas fontes, este seria o endereço do Ministério da Justiça.

Ou bem pertinho.

Agora estou enxergando: é o mesmo endereço que a ACSP:

Rua Boa Vista, 51 – São Paulo, 01014-001(11) 3104-0216 ‎