Um Censo Parcial do Comércio-e Tupy

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Em algum lugar aqui, eu tenho um arquivo PPT da USAID sobre o uso de câmaras de comércio alhures para fins de propaganda em prol dos interesses nacionais de Tio Sam.

Achei, está mais para baixo.

Como se sabe, tenho escrito ultimamente sobre o Diário de Comércio, jornal oficial do SP Chamber — uma análise que comprova a sabedoria dessa avaliação.

Entidades de classe concentram informações sobre indústrias e portanto são boas fontes abertas de informações estratégicas sobre oportunidades de negócios. É só saber mineirar os dados e suplementar a mineiragem com apurações no mundo real.

Também servem como focos estratégicos de agitação e propaganda — das quais o DComércio fica cheio.

A Câmara contrata os serviços da agência A+, que representa outros grupos de mídia, nativos e estrangeiros, principalmente na área de dados, informações e notícias finaceiras.

Com isso,  eu gostaria voltar hoje a duas figuras ligadas com o DComércio para mostrar como a mineiragem de dados dessas fontes poderiam nos ajudar a construir censos de setores econômicos — nesse caso, o setor de comércio-e brasileiro.

Alguns anos atrás, eu fiz um trabalho para o APEX no qual este setor recebeu grande destaque, despertando minha curiosidade. Acontece que o desenvolvimento de plataformas de pagamentos eletrônicos nativos, utilizando FOSS — código aberto — é um fenómeno impressionante por conta própria, deixando ao lado a política de negociações comerciais entre nossos dois paises.

Começo com a rede de Sandra Turchi — colunista do DComércio, professora da ESPM, e VP Marketing de uma nuvem de empresas ligadas com a prefeitura e a política partidária da DEM. Seu mundo de contatos virtuais dá uma visão rica do setor, de certa ótica.

Segundo, temos o mundo curioso de Gerson Rollim, blogueiro de Blogspot que se diz diretor da Camara-e.net, a Cãmara de Comércio-E Brasileiro, assim como do Mercosul Digital . Esta entidade emite sinais de ser uma organização virtual, ou seja, a obra de um bloco de eu sozinho.

Acima, colhendo dados sobre a rede da camara-e.net com Navicrawler. Houve uma página intitulado “associados” — mostrada la’– que não chegar a dizer que o “cimitério’ — nossa metáfora — das entidades mostradas são de fato associadas com a organização — que parece existir tão somente como um sítio na rede.

Em qualquer caso, o Gerson Rollim — talvez algum protegido do Rabino, editor-chefe do DComércio — serve de o que chamamos do clássico “jornaleiro” — colecionador sistemático de laços sobre determinado assunto, assim assumindo uma posição de centralidade e autoridade dentro de determinado “ecossistema.”.

A Duquesa Turca do SEM

Mas começemos com o mundo nem tão estranho da Sandra Turchi, rainha do SEO-SEM — sabe, o marketing para motores de pesquisa — e a visão que oferece da cadeia de produção no setor de varejo-e.

Eu deveria criar algum “slide show’ pare facilitar a navegação e comentário desses dados. Um dia farei, quando a preguiça recue.

Os contornos gerais do mundo da Sandra. Está escrito errado o nome do blog Gerente de E-Commerce, me desculpe. O autor, Luiz Dias, trabalho no Grupo Centauro após trabalhar no GIMBA e a Oficina de Idéias. Formou-se no Anhembi-Morumbi.

Já vemos nomes importantes para nosso censo de grandes núcleos de vendas virtuais, como Submarino e Mercado Livre-Librre, essa última com a filha de Serra — também uma diretora da revista Forbes — como diretora.

Acima, um censo parcial das empresas representadas pela ABRAREC, da qual a nossa talentosa e trabalhadora Sandra e VP Marketing também.

Agora, num diagrama desses, o mais interessante quase sempre aparece como um triángulo, fortemente interligado.

Achamos uma estrutura dessas no que toca no desenvolvimento original de sistemas de pagamento virtual e as vários funções de apoio que precisam — principalmente autenticação e segurança. Parece que seja verdade o que li — que o setor de comércio-e aproveita o mundo de software livre e contribui muito ao patrimônio do «common». Provavelmente muito mais que o setor do e-governo federal que trabalha no mesmo  sentido.

Como previsto na nossa análise do DComércio e seu viés editorial, a nossa Turquesa parece envolver-se no desenvolvimento de lojas virtuais nos quais as agências de exportações norteamericanas tem interesse.

Junto com a agência iThink e o blog do sócio da agência iFound, de Marcelo Tripoli, tem fortes laços com TRUSTe, plataforma de autenticação de usuários associado com Facebook. À esquerda, uma lista de lojas virtuais que parecem utilizar esse plataforma.

Clientes de iThink, a seguir.

Entre eles estão a TVA (Naspers-Abril), Microsoft, Pão de Açucar — que fez aquele lance enorme e arrisco um, dois anos atrás para se consolidar como varejista-e — o Ibi, que gabe-se de 20 milhões de clientes no varejo-e, o Porto Seguro, que acaba de anunciar a formação de uma rede celular virtual com TIM, outro cliente …

Na promoção de empreendedorismo — o valor central a ser promovido pelas agências norteamericanas como EXPORT.GOV, com suas laranjas tipo Instituto Millenium, achamos un múcleo bem articulado, a seguir.

Cada brasileirinho um bilionário até a idade de 25 anos, assim como acontece todos os dias nos EUA!

(De fato, eu tenho amigo que já trabalhou em decenas de tentativas de ser Facebook. Ele ainda aluga sua casinha, mas continua feliz.)

CDL-SL, acontece, é um provedor de hospedagem e interatividade especializado no atendimento ao lojista virtual — um alternativa ao LocaWeb, líder no mercado.

Está vendo? Estamos aprendendo coisas que não sabiamos antes!

Perfuramos até o múcleo de interentidades associadas com o sítio da Duquesa de SEM — acima — e achamos uma hierarquia, aqui disponibilizado da esquerda para à direita. Descubrimos um «eocssistema» de agência de propaganda e publicidade, junto com lojistas virtuais.

  1. iThink
  2. ClickOn
  3. BYMK
  4. E.V.O.M. — Eu Venço o Mundo
  5. PimPEM (fora do ar faz tempo)

No. 4 provavelmente deve ser sujeito aos testes para propaganda clandestina e viral.

Perfuramos mais uma camada para chegar até o pré-sal onde se acha o que parece a agência mais estreitamente associada com a Sandra, a PimSEM — o SEM querendp dizer search engine marketing ou “marketing por meio de motores de pesquisa.”

Os alicerces da operação achamos na rede Doubleclick, de Google — o que não chega a surprender. O Google tem uma fatiada enorme desse mercado, por ser tão fácil a utilizar, em parte;

O sítio pessoal da Sandra,. então, é uma “banca de revistas” de entidades trabalhando no varejo-e. Essa lista em si é valioso como uma referencia, é até pode ser sujeita a outras análises. A mais óbvia seria semear uma «aranhação» com um robô em escala industrial com os elementos dessa lista, até, digamos, meio milhão de URLs únicos.

Veredicto: a Sandra seria uma fonte valiosa de informações sobre o setor como um todo — se bem que tenha conexões políticas nebulosas também.

O Príncipe de E: Gerson Rollim

O Gerson Rollim se diz presidente da Camara-e assim como do Mercosul Digital, mas tem mais o perfil do que chamo, entre meus botões, de um “bloco de eu sozinho” ou “onanista-e”.

Em qualquer caso, os sítios do mpço são verdadeiros bibliotécas do varejo-e, os financiadores do varejo-e, e a imprensa financeira, o que faz de todo este trabalho dele algo valioso para o jornalista.

Seu «eocssistema« abrange a imprensa de TI, empresas estrangeiras de segurança-e para pagamentos-e, e samizdat por seu próprio punho.

O que teria a ver com o outro matutino empresarial negro-azul e meio bonitinho, terei que pesquisar.

A visão mais geral desse ecossistema abrange vários processos subsidiários ao varejo-e.

Sob a cabeçada e-retail, um censo de algumas operações importantes da distribuição de dados e informações pelo varejo-e, tanto do setor privado quando do público.

Pode ser organizada numa hierarqúia, coroado pelo Wal-Mart e suas campanhas de sociedade social — Nós amamos crianças! — e fundamentado em MZ-IR — consultoria de relações de investidores que representa algo como 80% do Novo Mercado.

A Imprensa Oficial de SP também aparece nessa camada da red.

Abilio Diniz, tudo mundo sabe, com a formação de Globex, pretende ser o rei do varejo-e do Brasil.

A Extra cada dona de casa conhece.

Como no mundo financeiro, o Chapeu Vermelho — Red Hat, distro comercial de Linux — marca presença. Me lembro de quando o CME de Chicago anunciou um centro de dados Linux montado com a empresa, cujo modelo de negócio é o software como serviço. O seja, lucram não com a venda de assinaturas mas com apoio e manutenção, assim como com a autoria de código sob encomenda pelo cliente..

Uma vez que colabora com a BM&F Bovespa, podiam ser os meninos de Chicago qu estão dando uma força pelas economias alcancáveis com Linux.

O governo estadual indica o ShopFácil, uma aglomeração de várias lojas-e.

A Imprensa Oficial avalia-se do mesmo circúito para promove investimentos, atender reclamaçõs do consumidor — ora, a rede de Net vira muito lenta durante certas atividades, acho que estão engajados em “traffic shaping” — e distribuir informações empresariais  pela Jucesp.

A Jucesp, seja dito, melhorou muito últimamente, ja notou?

Meio desligado — os dados foram incompletos — é outro serviço eletrónico do estado, o cadastro eletrônico de imóveis.

Moral da História

Fim do conto. Não tive tempo para enumerar cada aspecto dessas duas redes, mas espero que eu demonstrasse algumas das utilidades de minagem de dados para o jornalista de negócios.

Antes, trabalhávamos com listas de empresa, tal como o Novo Mercado.

Agora, podemos construir redes de relacionamentos ligando os mesmos nomes, o que representa um avanço.

Podemos perfurar até vários MOSCOUs individuais, ainda.

O Wal-Mart é bem típico, por exemplo. Além do varejo virtual e físico, monta uma campanha de “responsiilidade corporativa empresarial” — proteja as crianças-e! — e outra assegurando o freguês da segurança de compras pela rede.

A conta de Twitter da Estrela de Morte do Varejo acrescenta aquela nota de intimidade — não estamos nos relacionando com um zaibatsu implacável, mas com um canal pessoal que nem o nosso.

Parece que o NET Combo — serviço que temos aqui em casa — avalia-se dos serviços de Embratel, que também oferece pacotes especiais de hospedagem pela montagem de lojas-e.

Próximos passos — uma perfuração funda dessa rede, orientada por essas duas perfurações de teste. Quando der tempo. Estou trabalhando em um estudo mais profundado do setor de biocombustíveis brasileiro. Espero que servirá do mais completo exemplo do valor desses metódos aos journalistas até agora. Mas vamos ver.