Como o Egito Sumiu Com a Internet | Como a Mídia Global Sumiu com o Egito

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O New York Times explica para todos nós como o governo egípcio conseguiu calar a Internet no país por cinco dias. O infográfico é muito bom.

O ataque egípcio veio de duas frentes, engenheiros do país disseram ao jornal. Primeiro, como em muitos paises autoritários, a Internet nacional deve conectar com o mundo exterior por um número muito pequeno de portais internacionais firmemente no controle do governo. Num blitz preliminar, técnicos cortaram todo o trâfego passndo por estes portais.

Em tése, a rede doméstica deveria ter sobrevivida aquele assalto. Mas o apagão também revelou a dependência das redes internas do páis em informações atualizadas constantemente vindo de fora do papis — tal como os servidores de correio eletrônico de Google, Microsoft and Yahoo; centros de dados nos EA; e os registros de endereços, os DNS, ou “servidores de nome de domínio,” que pode ser localizados fisicamente em lugares desde Australia até a Alemanha..

O ataque do governo não somente cortou contato direto com o mundo lá fora, mas também deixou seus servidores, cabos e fibra-ótica funcionando num estado confuso, ou aleijado, demais para entregar dados além de correio eletrônico domestico e alguns sítios no esttrangeiro que de algum jeito conseguiram ficar no ar.

Ou seja, fosse como o sistema de telefonia de repente queimou todos os livros de telefones e deixou de oferecer a assistencia de uma telefonista. Eu ainda sabia que queria falar com Marcos Valadares Pimenta de Borracha, mas não tive como localizar seu número de uma fonte central.

Talvez alguem tinha anotado o número, mais a busca para essa pessoa me custou tanto tempo que efetivamente não pude me comunicar com Marcos.

A badalada flexibilidade da Internet consiste em isso: cada rotador tem um caderninho preto de nomes e os números IP conrrespondentes. São recebe um pedido e não tenha a resposta, passa o pedido a um rotador do seu conhecimento apto a ter a informação desejada.

Então, do dito pelo Times, parece que a globalização e computação em nuvem enfraquece, e não fortalece, essa caraterística da rede. Achou que Tim Berners-Lee avisou sobre este efeito da canalização do tanto trâfego por latifúndios de serviços acessado por miríades de serviços distribuidos.

Cada um de nós já viu um “mash up” — uma página composta de elementos vindo das mais diversas fontes — falhar porque um elemento — um servidor de imagens na Finlândia — não fez sua parte.

Está na hora de voltar a construir BBS, como uma medida emergencial?

Entretanto, escrevendo no Counterpunch, Joshua Farouk Georgy mostra como a volta da nossa dependência na mídia comercial cria o efeito “medo, incerteza e dúvidas.”

Fonte: DComércio

Não surprende que a maioria de norteamericanos continuam sem informações. As “noticias”” na mídia corporativa fica construida para manter as pessoas em estado constante de incerteza e medo.

A questão sendo posada aos especialistas agora é “o quê querem os egípcios?” Se não fossem os ofuscadores que são, os especialistas responderiam, bem,o que queria vocêm fosse eles? Queremos alimentar suas famílias; queremos a perspectiva de um futuro seguro e próspero para nossos filhos ; queremos sair da faculdade e achar um bom emprego; queremos uma voz na política de nosso páis..

Mas tal resposta é demais a esperar da nossa mídia e as cabeças-falantes dominantes. Se o assunto vai ser tratado com seriedade, precisa-se uma análise profunda que partes interessadas não querem que tome lugar, e portanto despacham os mercadantes de medo..