Tio Obama e o Roteirista

Padrão

Os estrangeiros
Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico
Tem vista pro mar
A Amazônia
É o jardim do quintal
E o dólar dele
Paga o nosso mingau…

Nova e notável:

Traduzo um trecho do ensaio que apareceu hoje no site do político Republicano, antigo líder da oposição no governo Clinton, Newt Gingrich. Foi um inovador do novo enredo político no qual quem não se elege ou reelege vira blogueiro é faz de tudo para manter os holofotes em si.

Assim como o consultor e assessor Dick Morris virou um tipo de Pelé do mundo de “eu, a mídia,” estando presente em todo que é canal de comunicação social, o e-Newt é na verdde uma complexa interentidade virtual — títere e cabeça-falante  de uma máquina de publicitários e outros profissionais que se mantêm discretamente nos bastidores.

The Americano — propositalmente bilingue, suiponho — é um apelo calculado à população hispana, onde o partido ainda não se dá muito bem, embora alguns radicais anti-Barba e anti-Bolivariano fazem barulho o suficiente por multidões.

O autor e Alvaro Vargas Llosas, filho do ex-presidenciável e nobelista de letras — merecidamente, no meu ver. A Guerra do Fim do Mundo,  Conversa no Catedral, La Fiesta del Chivo — todos remaráveis obras.

A fama do filho é ser sindicado em dezenas de jornais globais — muitos deles clientes da consultoria Innovation Media Consulting. Se der tempo, eu faço duas listas e depois um

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e verás que não minto.

Traduzo e depois comento e convido vocês a comentarem.

Já se aprendeu a não ter muita esperança na diplomacia de chefes de estado, mas a viagem iminente de Barack Obama à America Látina é uma oportunidade para reequilibrar as relações com o Brasil..

Também visitará ao Chile e El Salvador. No Salvador, um presidente corajoso da centro-esquerdda, Mauricio Funes, impediu tentativas por intergrantes da sua coalizão marixista a empurrar o pais no campamento — cada vez menos populoso — de Hugo Chavez. Quando do  Chile, aquele pais ainda é o melhor da Américan Latina .

A poluição em Santiago é tal quie você sai vestindo branco e volta vestindo uma cinza escura. Vi com os próprio olhos.

Mais transcendental, porém, são as relações com o Brasil, país que gera 40% do PIB do continente.

Quando Obama chegou no poder, tinha grandes sonhos de uma aliança com Lula. Não reclamava quando o Brasil assumiu a liderança política, econômica e cultural do sul do hemisfério. Lula, no entanto, começou a aproveitar qualquer ocasião — cúpulas do G-20 summits, negociações pela compra de caças da França, a liderança militar da MINUSTAH no Haiti, o crise hondurenho precipitado  por um aliado de Chávez —para contrariar os Estados Unidos. A crença ingénua de Lula era que o único jeito de melhorar o perfil internacional do país era abraçar os inimigos de Washiington, especialmente o Irã. Isso custou-lhe caro entre círculos mais responsáveis..

Desde que a maior parte do continente andava se afastando do populismo de esquerda, o Brasil se atrapalhou e perdeu eficácia  como uma força pela modernização do mundo fora das suas fronteiras.

Em tese, com seu histórico e sua ligação quase espiritual com Lula, a nova presidente, Dilma Rousseff, parecia que ia ficar ainda pior em questões de diplomacia. Mas após tomar posse no mês passado, indicou que ia evitar os excesso dos governos Lula  não somente na política doméstica — por exemplo, encarando o pesadelo fiscal e as taxas de juros mais altas do mundo—mais também na política externa.

O relacionamento com os EUA sempre era difícil. No começo do Século XX, o Brasil se opunha a uma proposta do vizinho ao norte para uma união alfandegária, dizendo que levaria a um bloco anti-Europeu em vez de um hemisfério integrado. Um século depois, o Lula se opunha a outra tentativa de criar uma ampla zona de livre comércio, essa vez argumentando que serviria apenas os interesses dos EUA — apesar do fato de que 29 outros países apoiava-a.

naturalmente, agora que a China virou o principal parceiro comercial do  Brasil—resultado que nunca teria acontecido se houvesse um bloco regional—o gigante pela própria natureza reclama que a China estiver minando seu base industrial.

Este artigo é chato. Vou pular até o fim — ao qual falta aquela finalidade que você espera no fim de um artigo.

Está ainda cedo demais para dizer se Rousseff afastará o complexo anti-estadounidense do passado.

Aquele “complexo” — mais uma versão do velho dito, “os brasileiros sofrem de paranoia.”

Para mim, as palavras de Celso Amorim sobre a situação na Oriente Média foi longe no sentido de uma reposta clara e contundente a esta dúvida, a qual, é obvia, que dizer que não. O complexo persiste, assim como persiste o Ali Kamel. É como herpes naquele sentido: os sintomas vai e vem mas a condição subiacente persiste.

Mas está bem posicionada se quiser fazé-la. Provindo da esquerda revolucionária, tem moral impecável nos olhos do base político do PT e outros. Na direita, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e muitos outros já se curaram desse complexo.

É, foi.

A solução pro nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!…

Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!…

Haverá uma comissão de verdade daqui a pouco, não vamos nos esquecer disso. Haverá a leitura de cabos da embaixada e o assunto da Operação Condor ha-de alimentar os jornais por meses à fio.

Se fosse assessor de Obama, eu avisava-o do perigo de subestimar a memória histórica da geração de Dilma, o quanto essa processo de verdade será  exigente em julgando se o comportamento dos EUA mudou ou não, e a absoluta impossibilidade política de varrer toda aquela histórica cíncia e sangrenta embiaixo do tapetão.

Esse cara está viajandão. As pessoas aqui no Brasil percebem muito bem a continuidade da política externa de Obama com o governo anterior, que na verdade entregou uma presidência com poderes perigosamente aumentadas, e aí o Diabo susurrando na orelha de Obama, “este reino terrestre todo será o seu.”

Pior ainda é o comportamento de organizações empresariais, que mostraram no México em 2006 a continuada vontade de fazer o governo deles, sem o menor constrangimento até na cara dura uma opera bufa de fraude dos mais gritantes.

Se eu fosse vocês, eu ficaris com o polegar atrás a orelha. Eu acho a Dilma ainda mais durona nessa questão do que Lula, para dizer verdade — apenas olhando o ministério que construiu e a agressivade já notável na aprovação e execução de políticas públicas.