Sem Propriedade: Tradição e a Fundação Familiar

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Deveriam ter dado conto até agora da minha paixão para histórias de crime, e especialmente para crimes envolvendo o abuso da confiança da vítima.

Pode culpar autores como Rubem Fonseca e Luc Santé, ou abrir a capota do meu psíque e inspeccionar minha parafuseta, mas é um gosto que tenho.

Estou especialmente interessado no chamado terceiro setor brasileiro ultimanente, embora resolvi não continuar a chatear meu único leitor com a deconstrução padrão de interentidades. Montei um sítio “semântico” com dados, conjeturas e esquemas relativos a essas coisas.

Ainda assim, o caso de Bernie Maddoff é digno de lembrança, e alguem caprichou na biografia do vigarista no Wikipédia Lusófona. Só não entendo o que tem a ver a religião do réu com seus supostos crimes.

Pois enquanto aguardamos os resultados da CPI das ONGs — dia de nevasca nas regiões infernais — vamos contemplar esse caso de humanidade desviada.

Bernard Lawrence “Bernie” Madoff (Nova Iorque, 29 de abril de 1938) foi o presidente de uma sociedade de investimento que tem o seu nome e que fundou em 1960. Esta sociedade foi uma das mais importantes de Wall Street. Madoff também foi uma das principais figuras da filantropia judaica. Em Dezembro de 2008 Madoff foi detido pelo FBI e acusado de fraude. O juiz federal Louis L. Stanton congelou os activos de Madoff. Suspeita-se que a fraude tenha alcançado mais de 65 000 milhões (português europeu) ou 65 bilhões (português brasileiro) de dólares (111 bilhões de reais), o que a torna numa das maiores fraudes financeiras levadas a cabo por uma só pessoa.

O presidente da Comitê comenta que a falta de representividade e a concentração de poder decisório abre o risco de deixar um patife desses entrar na sala de estar. 

Nova análise feita pela Comitê Nacional de Filantropia Responsável nos leva a uma conclusão surpreendente: Para evitar caindo na armadlha do próximo Bernie Madoff, fundções deveriam aumentar o tamanho e diversidade dos seus conselhos administrativos.

Não é tão suprendente assim. A Fundação da família Coors — armas aos Contra — tem três diretores, um o antigo diretor de U.S. Bancorp, Peter H. Coors.

Pois as fundações qu fizeram a escolha infeliz de investir com. Madoff tem algo em comum: um pequeno,pouco diverso conselho.. O fato arriscava o dinheiro quase público sob sua responsibilidade, e muito. .

Das fundações que perderam dinheiro com Maddoff, 105 foram temerárias o suficiente de investir 30% dos seus bens com. Madoff. Estes 105, na méida, tinham conselhos de 3 pessoas. Relatórios de impostos mostram que, 38 instituto tinham um ou dois diretores,, 46 apenas quatro, e apenas 16 tinham cinco ou mais. Cinco não registravam nenhum diretor.. Também preocupante é o fato dos diretores das fundações que caiu no esquema de Madoff normalmente eram pessoas da mesma família.

O conelho pequeno e pouco diverso ou independente é uma fraqueza sistemática de um sistema concebido para canalizar riqueza privada ao bem comum. No setor de filantropia como um todo, o número de diretores, na mediana, é três e a média pouco melhor, às  4,4. Os dados mais recentes mostram que uns  87% de diretores de fundações no país são brancos não-hispanos.

Ainda assim, um número signficativo de líderes escolheram a manter um conselho maior, com mais diversidade . a Association of Small Foundations e a Council on Foundations dizem que o tamanho médio dos conselhos dos seus integrantes são, respetivamente, cinco e 11. Algumas fundações familiares descubriram o valor de incluir conselheiros que não são parentes..

Uma pesquisa recente da Universidade Michigan argumenta, com bastante razão, que grupos que são diversos tomam melhores decisões..Pessoas com experiências diversas da vida propõem distintas soluções às problemas.

E a NCRP? Segue seus próprios conselhos? Segue.

Eu sempre digo que tem uma riqueza de histórias a serem contadas sobre a firma familiar brasileira e a luta contra um futuro de gestão menos personalistas. Fique do olho do destino de Daslu ou a TV Bahia, por exemplo.

Fonte: Aaron Dorfman