FENADADOS x FEBRAINFO | print “Bom Dia, Greve\n”;

Padrão

Segundo o DCI, hoje será o dia D para um cruzamento de braços dos programadores de São Paulo.

Segundo o segundo resultado de Google Notícias, posto no ar ontem, a greve não deve prosseguir.l

Primeiro, o DCI, de hoje de manhã:

São Saulo – Na última segunda -feira, dia 28, o primeiro de paralisações da categoria de tecnologia da informação do Estado de São Paulo, na luta por melhores salários, pagamento das horas extras entre outros, atingiu grande parte do setor. O Sindicato dos Trabalhadores de Tecnologia da Informação (Sindpd) organizou manifestações e piquetes em grandes empresas do segmento, na capital e no interior de São Paulo.

Muitos trabalhadores aderiram à greve e algumas empresas foram 100% afetadas, como a multinacional Indra, empresa que presta serviço para Telefônica, General Motors, Femsa, Petrobras e Vivo.

A ConnectCom, que atende a Caixa Econômica, também teve todo seu quadro de funcionários atingido. A empresa entrou em contato com o Sindpd e um acordo já está sendo analisado.

Na Stefanini, o segmento responsável pelo atendimento à Bayer foi interrompido. Assim como a Fidelity na cidade de Itu, que tem como clientes Bradesco e Santander.

Mas segundo a Info Abril, ontem a noite …

A greve da categoria paulista de profissionais de TI está suspensa. O Tribunal Regional do Trabalho designou um relator para estudar o caso. A decisão ficou para meados de abril.

A princípio, a decisão era de manutenção da paralisação. Essa era a informação da assessoria do Sindpd ao final da audiência no órgão público paulista. Mas o sindicato agora esclarece que, na verdade, permanece apenas o chamado “estado de greve”, mas sem paralisação, como ocorreram ontem e hoje em algumas empresas da capital e interior do Estado, segundo relatos do Sindpd.

O sindicato esclarece:

Enquanto o dissídio estiver sendo julgado, não haverá paralisação, mas a greve, como estado metafísco-jurídico, continua.

Eu estava tentando explicar isso ontem a um cliente potencial que quer um correspondente para cobrir o mundo de serviços de TI terceirizados aqui. Isto é, que a legislação trabalhista brasileira não para principiantes. Eu tinha inclusive entrevista marcado com um representante de Softex — que também serve de secretário-geral da FENADADOS.

Iamos discutir o método de produção de software utilizado naquele programa — dito inovador e eficaz pela fonte. Eu adoro falar de metodologia.

O editor potencial foi muito impressionado com meus conhecimentos — e me ofereceu $0.05 por palavra.

Poucos anos atrás, eu cobrava $1.00, somando o trabalho de apuração e conversa com fontes à produção do texto escrito.

Mandei ele se catar. Educadamente.

Amigos, se uma vez você aceite o tostão e ajoelham-se para fazer o serviço sujo, não há retorno. Se eu fosse este cara, eu simplesmente divulgava os releases das agências de fomento, traduzidos.

Em qualquer caso, sabendo nadinho sobre o sindicalismo entre profissionais liberais aqui — se ser programador é este — eu resolvi estudar o conflito um pouco.  Há questões mais abrangentes em jogo. Faz anos agora que a IBM, por exemplo, trabalha no projeto de “uma nova organização de trabalho” — o Futuro do Trabalho.

Deu até uma capa na revista Time.

O trabalho voltará, mas será mais precário, mais colaborativo e muito menos certo e seguro do que ontem. Será liderado por uma geração com novos valores — e mais mulheres aos controles.

Já vimos, em Nova York, o esvaziamento dos sindicatos — Writers’ Guild e meu National Writers Union — e deslocação de todo mundo para Media Bistro — o melhor exemplo do Shopping de Innovação que há. Não lhe ajudam lutar para um convênio médico pago pelo empregador, mais são felizes da vida vendendo você um convênio, parte do preço do qual recebe como comissão.

No Brasil, ainda existe o sistema Novo Republicano de sindicatos patronais e trabalhistas, com o Estado um forte interlocutor — sombras dos sonhos de Mussolini, embora a democratização do sindicalismo é uma épica história.

Dá muito trabalho elaborar as redes institucionais do patronato e codificantada, mas ponderem o seguinte, dentro da rede de FEBRAINFO:

Concessões na frente trabalhista são indispensáveis que você queira atraer os grandes multinacionais –como um laboratório de pesquisa & desenvolvimento da ATT às suas costas.  O Intel acaba de eleger o Brasil para sediar uma nova facilidade com investmentos de R$ 500 mi.

Pois não seria tão surprendente assim um serviço oferecendo faxineiras com carteira assinada, fora da informalidade. A informalidade na qual todos nṍs vão cair, se bem que já não caímos.

No trabalho do futuro, você cederá todos seus direitos autorais ao Creative Commons e virará um Geraldão, ainda morando com a mão com 40 anos de idade.

A análise do sindicato patronal dá uma dicas sobre quais são os clientes mais importantes, domestica e internacionalmente.

A Agit diz ter produzido código e soluções para quase toda que é empresad importante no País, entre agências de propaganda e Petrobras.

Os grevistas de SP encaram uma legião de sindicatos patronais e mecenas governamentais — SENAI, SEADE, IPASA, FESESPE, além de militares e um grande número, eu achei, de clientes alemãos.

O diagram seguinte fala para si:

É ao CSN que devemos o prazer do Impostômetro.

Alguns eventos desse grupo foram montados pela empresa de Nassif, seja dito.

O quê dizer? O homem é bom de montar eventos e intermediar debates, e tem que ganhar o pão.

“Fábricas de software.”

Por enquanto, só isso. De empresas como Bematech e Ideiasnet, alistadas na Bovespa, não sei. O fato é que continuo não sabendo muito de muito. Me dá motivo de acordar de manhã. E agora, o caso de Softex … ainda que sem receber meu tostão por palavra.

Anúncios

Um comentário sobre “FENADADOS x FEBRAINFO | print “Bom Dia, Greve\n”;

  1. meiradarocha

    Por isso sou a favor da “abolição do emprego”: só empresas poderiam oferecer serviços (trabalho). Ninguém poderia contratar trabalho de pessoas físicas. Aí, teríamos: 1) O fim total do desemprego. 2) Cooperativas de trabalho em vez de sindicatos. Que monopolizariam o mercado e teriam mais poder de barganha.

Os comentários estão desativados.