A Volta do Bicho: Regresso à Baderna

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Desde o começo do ano, eu estava passando mais tempo ultimamente aprendendo novas ferramentas do que pensando em assuntos para preencer essa coluna.

Além disso, entre outras coisas, passamos por um crise elétrica que nos deixou na Idade das Trevas por uma semana inteira, fritando o microondas e geladeira.

Pelo menos não sofremos as explosões que de três em três meses jogam bueiros pesando toneladas encima de taxis, como acontece no Rio de Janeiro, cidade da Light. O preço da ação nunca cai após tais incidentes, é curioso. Eu sou adepto do mercado, mais nesse caso está tirando soneca dentro da guarita.

Acima, voltando ao banco de dados para todos nós, mostra-se um passo na construção de um banco de dados semântico construido encima de Wikimeida, o código motor da Wikipédia.

Nesse caso, eu gostaria poder registrar rapidamente exemplos de escândalos midiáticos segundo o gênero jornalístico-literário deles.

O que falta é uma teoria unificada desses gêneros, mas acho que tenho aqui em algum lugar um ensaio do consultor J.J. Rendón um tratado sistemático do assunto.

Um exemplo aleatório seria os últimos tiros na guerra de trincheiras do “mensalão,” dados pelo Diego Escosteguy, ex-Veja — ? — e agora escrevendo o mesmo tipo de boataria e insinuação de sempre na Época. O samba do cara tem apenas uma nota só.

Se olhe bem, entretanto, vai ver que eu acrescentei um botão à esquerda para “acrescentar um dado.” A utilidade do SWM, como é conhecido, é poder anotar rapidamente informações padronizadas sobre vários assuntos.

Até agora, podes ver que estou pronto para anotar transações empresariais interessantes, aprimorar meu conhecimento do labirínto de siglas que são os governos brasileiros e os sindicatos patronais e trabalhistas, entre outras coisas.

Eu sempre era muito ruim na montagem e projetação de bancos de dados, apesar de trabalhar por um bom tempo nesse ramo de jornalismo — o jornalismo de banco de dados.

Esse brinquedo, então, me dá a chance de brincar nessa caixa de areia sem a necessidade de grandes poderes intelectuais.

A capacidade a ser adquirida agora é aprender como introduzir dados no sistema em massa, junto com sua estrutura lógica e semântica, mais isso fica mais difícil para que se formou em poesia. Por este fim, estou brincando com Neologism, uma forma especializada de Drupal, e o OntoWiki.

Ontowiki

Neologism

Nada disso quer dizer que tenho desistido de atravessar as redes com meus robôs. Um cliente, por exemplo, quis saber do SOFTEX, programa de fomento de inovação no ramo de software, o que me levou a um raio-X do FINEP, fundadora-incubadora federal de inovações tecnológicas.

É sempre um bom jeito de descobrir novas siglas, em posições de destaque, das quais nunca ouvi falar, acrescentando-as ao banco de dados.

Infelizmente, o cliente, impressionado com o relatório que eu desenvolvi em tão pouco tempo, me ofereceu o que vale por um boquete de dois reais para escrever uma coluna sobre o assunto.

Eu prefiro morrer de inanição do que virar o que minha amiga a Seréia chama das “putas de craque” dessa nossa Idade do Gestor de Conteúdo.

Mais tarde: mudanças no mundo de propaganda com a entrada de Microsoft Advertising, a combinação de Adobe e Omniture, a fofoca sobre a venda do Grupo ABC ao WPP, o lançamento de XYZ Live por Nizan, e a renovação da liderança do Internet Advertising Bureau, Brasil.

2 comentários sobre “A Volta do Bicho: Regresso à Baderna

    • Vi isso, é uma bolsa Knight-Carnegie, se não me engano, levando ao mestrado. Obviamente teve o aval de graúdos editores como o melhor e mais brilhante da nova geração de jornalistas brasileiras … meio constrangedor para a Nação Tupy-Zumbi.

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