Plataformas | Atraso No Pré-Sal Social?

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PRNewser cita um estudo mostrando que empresas na AL não estariam aproveitando os novos plataformas sociais com o entusiasmo devido.

O esutdo de Burson-Marsteller sobre «mídias sociais» na América Latina mostram que apenas 49 por cento de empresas na região utilizam pelo menos um dos mais populares plataformas sociais  – Twitter, Facebook, YouTube, ou blog corporativo – comparado com 79 por cento de empresas no mundo inteiro. B-M analizou 160 companies em paises como Argentina, Brasil, e Chile.

Os resultados formam comparados com dados colhidos no ano passado

Os países com os maiores índices de empresas presentes em pelo menos um “plataforma” são Mexico e Venezuela; com os menores índices de participação são Argentina and Puerto Rico.

Apesar do fato, as empresas de AL tem duas vezes os seguidores, em média, que empresas em outras regiões do mundo  – 2,626 seguindores na média comparados com 1,489, respectivamente.

.Só isso? Puxa, quanto vale um seguidor no Twitter? Ou é por quilo?

Eu já vi uma campanha publicitária disfarçada ganhar 185,000 seguidores em um dia só — ou assim queriamos que acreditassemos. De noite por dia.

Suponho que o desempenho meio meia-boca do Brasil nesse estudo terá a ver com a penetração real da Internet — sempre superfaturada pelas agências digitais — no País e nos cálculos de empresas sobre como alcançar o consumidor. Que eu consigo ver, nada bate o radinho de pilha.

Uma categoria na qual o Brasil se destacava, porém, foi na produção e distribuitção de vídeo «viral», acima. Suponho que isso terá a ver com os grandes grupos de mídia eletrônica, sempre na vanguarda da digerati brasileira com seus análises de objetos voadores em órbita arredor o careca mais próximo.

Nem sei porque eu anotei esse estudo. Relatórios desse tipo costumam ser propaganda velada para os serviços da consultora:  Olhe como os Mexicanos estão em frente de vocês! Gasta mais conosco e jogue pelo empate!

Especialmente interessante deve ser o capítulo Facebook ou Orkut?  — O Velho Mundo, apesar da sua novidade relativa, contra aquele Novo Mundo conquistado pelos lusófonos, algo que na verdade foi o primeiro índice de quanto esse meio podia valer.

Mas tudo bem, com a univeralização de banda larga virá um crescimento doido de consumo,  muito trabalho para as agências digitais, e a perda de inocência quando o usuário novato vira a esquina pela primeira vez para se achar no meio da Cracolândia virtual.

O futuro será interessante. Só isso arrisco a dizer. Entretanto, vou dar uma olhada no livro organizado pela Ana Brambilla para ver o que passa para pensamento digital hoje em dia. Edney Souza não aceito como intelecto digital., mas tem um sem-número de nomes novos, cada um escrevendo sobre um tópico cada dentro de um esquema enciclopédico.

Gosto disso. A editora escolheu um formato pré-rede em vez de montar quem saabe um wiki ou algo assim. Começa, fala, e conclui. Só falta uma boa indexção para dar um degrau de hipertextualidade. Mas não brinca no serviço, nem desbunda. Assim, serve com fonte valiosa sobre o pensamento do inescrutável Índio Tupy.

Ando fazendo uma “leitura social” da edição, só chutando e sem melhor coisa a fazer. Importando e processando informações bibliográficas parece ser algo útil que a Wandora já pode fazer.

Apenas um dos vinte capítulos toca no assunto dos “classes populares.” Reforça aquela velha impressão de uma engenharia social que se dá sem pessoa, assim como às pinturas do Hilter lhes faltavam as figuras de pessoas.

É uma mídia social sem sociedade.  Talvez é por isso que não floresce com deveria.

Vem logo depois do capítulo sobre o narcisismo. Papo sério. Vocês paulistanas, vix. Quase pirei quando soube que vocês deixam lacanianos tratam pacientes aqui. Tá louco?