Resultados de Ecuador “Assustam a Mídia” | The Americano

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The Americano, que recebo cada dia de manhã por correio- — junto com Relatório Reservado, Nassif, Brasil Confidencial, e Notícias da CNA, entre outros — representa uma tentativa bem tardia pelo pai da Revolução Reagan lá em casa, o Newt Gingrich, a aproximar o Partidão dele ao eleitor «hispano».

Este «hispano», entretanto, continua meio misterioso, sendo gerzalmente tão empreendedor e voltado à familia e a religião que seria um eleitor natural do Republicanos — o que de fato realmente acontece em algumas regiões.

O grande erro dessa campanha toda? Alem de deixar a impressão que nós gringos achamos que só acrescentando o vogal o ao fim da palavra estar-he-mos falando o espanhol?

O que infelizmente é um mito urbano bastante verosimil.

É tratar o «hispano» como um bloco homogêneo, como se fosse um alemão ou sei lá. Pergunte a minha mulher, que quando pressionado a indicar “hispano” como sua etnicidade num formulário oficial de La Migra uma vez, ficou meio ressentido.

E eu concordo com ela. Brasileiro não é hispano nenhum — muito menos o paulistano de Higienópolis..

Por isso, o projeto, que cheira de grana bem-gasta com agência digitias, parece quer vir com um discurso que apelará tanto aos ricaços Cubanos quanto aos perigosos gangues salvadorenhos da Los Angeles, Easside 88 Crips.

O assunto do The Americano hoje, devidamente sujeita às distorções da imprensa internacional — sem deixar fora a brasileira– é a vitória do governo no referendo em Equador sobre um cardápio de reformas.

Entre os especiais do dia — eis aqui o cerne do problema — houve uma reforma da mídia que ia separar a propriedade de bancos da de TVs, rádios e jornais.

Alguém — não dá para rastrear o boato até a fonte — espalha hoje que o Corrêa, presidente-moleque do pequeno país — tem a população de Grande São Paulo, se isso — é “um economista com formação esquerdista.”

Se doutorou na Universidade de Illinois, pô. Seu tése tratou dos índicios objetivos de que políticas neoliberais tinham atrapalhadas o desenvolvimento da América Latina.  Aparentemente, tenha suficientes indícios disso que os sábios de Illinois doutoraram o rapaz, sem saber do monstro de Frankenstein que estavam criando.

Ora, para mim, você tem que decorar o 18o Brumière e repetí-lo inteiro sem deslize enquanto bêbado para ser «esquerda» da esquerda ao que se refere aqui. Stedile é da esquerda. Opor-se a uma cleptocracia de longa data com reformas modernizantes é, no máximo, liberal no sentido no qual a gente usa a palavra.

Quando da mídia no páis, como vivo dizendo, passe uma tarde assistindo a TV equadoriana e lendo os jornais. É o nono círculo do Inferno, uma cena de pesadelo de Fellini.

Embaixo, em espanhol, a nota do The Americano hoje, com eventuais intervencões.

Vale la pena reflexionar sobre las palabras del editorial de El Comercio de Quito sobre lo no muy holgada victoria de las propuestas respaldadas por el gobierno del presidente Rafael Correa el sábado.

Isso de que a vitíoria “não era tão folgada que nas cinco eleições anteriores” foi o principal ângulo apanhado pela Zerestafolhaglobo hoje das suas fontes no International Republican Institute.

Mas parece que a vitória foi, de fato, das dimensões, pelo menos, do resultado da eleição Alckmin x Lula II — decisiva senão achapante.

Na mesma cobertura, qualquer referência do putsch do ano passado vem descrita com “o motim que o governo insiste em chamar de tentativa de golpe.”

Ora, bolas, leitor querido, e ba tchê: Foi uma tentativa de assassinato. Gente morrerram.

E por final, nenhuma menção da chute na bunda dada na embaixatriz norteamericana em março, quando o governo resolveu tomar um atitutde contra o fato da arapongagem cultivar fontes entre a polícia e forças armadas do país sem avisar o governo.

O Empate Técnico: Medio Incerteza Dúvidas

Agora, sempre que um comunicador político quiser  minimizar  uma perda achapante, fala de polarizção do eleitorado, já notou?

“La polarización del proceso electoral reciente y los primeros resultados extraoficiales de la consulta dejan una sensación preocupante: un país dividido, sin diálogo social ni político y con una factura social pendiente, sobre todo en materia de seguridad”, dijo el diario en su editorial.

Agrega que “el Presidente puede estar preocupado leyendo datos, comparándolos con las elecciones presidenciales de hace dos años y proyectando sus eventuales nuevos procesos como … una nueva presidencial en el 2013.

“Ahora ya no quedan pretextos para que el Ejecutivo, con poderes concentrados, trabaje a fondo por la seguridad ciudadana, por la generación de empleo, por la producción y la inversión. Temas difíciles con un país que el Régimen se ha encargado de polarizar”, dijo el diario.

Según la AFP el presidente Correa logró la aprobación el sábado de sus propuestas para reformar la justicia y regular a la prensa en un referendo que interpretó como un “voto de confianza” de los ecuatorianos cuatro años después de su llegada al poder.

“Hemos tenido una nueva victoria electoral contundente, sin atenuantes, que incluso ha sido tal vez la más difícil”, dijo el mandatario socialista a la prensa. Así fue. Las 10 preguntas propuestas por el gobernante socialista recibieron el apoyo de los votantes con porcentajes que oscilan entre 44,9% y 50,7%, según un conteo rápido del Consejo Nacional Electoral (CNE).

“La muestra es bastante confiable”, por lo que los resultados finales “estarán bastante cercanos a ese rango”, declaró el presidente del CNE, Omar Simón.

Os digitais do IRI — a fundação não partidária do partido republicano, mantido com dinheiro do contribuinte — são evidentes em toda parte dessa cobertura.