Opice Dei Dos Santos | Admiráveis Interadvogados

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O sítio da Associação Global de Anunciantes me convide a entregar todos os dados na minha máquina …

Um dos prineiros choques que recebi quando comecei a prestar mais atenção à mídia brasileira — e antes de desistir de assistir a programação da Globo — foi uma entrevista com uma loira mocinha e gostona, apresentada com professora em direito e perito em assuntos tocando na Internet.

… em troco de um Silverlight — o Flash de Microsoft — que só fala de errors asneiros, acima.

A barbaridade do episódio, acho que foi de Fantástico,  foi aquele de sempre — moralizando a moça como perita, omitiu a informação de que trabalhava no escritório representando uma das partes do caso. A outra parte nem mencionada foi, muito menos entrevistada.

Em ponto de fato, se não me engano, foi o escritório de Ópice Blum e o caso envolvia os problemas jurídicas da Google naquele época.

Agora, o jovem superhomem jurídico volta às trincheiras para jogar um papel importante esse ano na pressão que será feito dentro do seu congresso federal para fazé-lo engolir seco um regime de autorregulação para conteúdo comercial, modelado, parece, naquela que vingava em Sodoma e Gomorra.

Se o irmão João Roberto, sócio de Machado Meyter Sendacz e Opice, tratará do assunto é para averiguar.

Nesse esforço, o Renato terá como companheiro outro advogado conhecido — principalmente por processar jornalistas que criticam seu cliente e velho empregrador, o Grupo Abril. Falo, é claro, de Lourival dos Santos.

Estou no meio de uma tentativa de ganhar uma perspectiva ampla sobre a indústria de lobby no Brasil, e cruzei com alguns caminhos cruzados que levam, inclusive, ao Camara-e e o ACSP, assunto de nota anterior.

Meu sabido conselheiro nesses assuntos, se bem que um pouco ultrapassado, continua sendo o Henrique Gandelman, autor do De Gutenberg À Internet: Direitos autorais na era digital ( Editora Record, 2001). Segundo ele,

A violenta expansão da Internet vem provocando verdadeiro ambiente caótico para as legislações — tanto nacionais como internacionais — especialmente no que se refere à propriedade intelectual. O fato é que as fronteiras políticas dos países (várias delas estabelecidas em guerras sangrentas) hoje estão sendo derrubadas pelos navegadores do ciberespaço.

Eu diria, “pelos navegadores do ciberespaço com preparo adequado em idiomas estrangeiras«, o que não é o caso em nenhum de nossos dois países. O efeito colateral é incentivar a aprendizagem de línguas alheias, que eu aprobo.

Mais aos admiráveis internautas novos do dia.

Bota no site apenas como «links interessantes», mas nosso Lourivl mantem um interesse tivo nos fazeres dos lobbies de mídia e propaganganda — muitos dos quais patrocinadores desses comícios Nuremburginhos no nome d liberdade de expressão  em assuntos como o jeito permitido e não permitido a anunciar à crianças.

Se presta atenção no sítio das FTC e FCC norteamericano, deve saber que as propostas contra as quais está lutando foram institucionalizadas décadas atrás.

A indústrial brasileira conhece muito bem os padrões internacionais e, com a sociedade brasileira fez em assuntos como escravatura e a commissão de verdade, querem impedir sua chegada em terra brasiliense por mais trés décadas. Acima, enredando com associações de «direct marketing» — WOMMA — mundo afora.

Ambos nossos advogados apresentam grande interesse nas atividades internacionais do CONAR, armando-se com argumento para a autorregulamentação da indústria brasileiras.

Participam em eventos das várias ligas de propagandistras internacionais.

Ainda não tem que lidar com o impedimento recentemente imposto no Rupert Murdoch, que terá que contabilizar suas doações políticas.

Opice, entretanto, apresenta um perfil parecido.

Num context mais ampla, com o peso ou «autoridade» indicado pelo profundez do azul utilizado para corar os núcleos, o esperado. A sua divulgação de relacionamentos tende a ser um reflexo da clientela que tem nos tribunais — Abril, Globo, UOL, MSN, e várias entidades de classe do ramo.

Indo mais fundo — dias desses terei que explicar o signifcado dessa organização em camadas — achamos a CNA e orgão de autorregulação canadense, o ARPP-PUB, ou «autorité de régulation professionelle de la publicité».

Nosso conhecido professional Marcel Trindade aparece, com sua agência iThink e sua diretoria na ABRADI — talvez como prestador de serviços a clientes do escritório. Teriamos que perguntar.

Caí numa preguiça danada e não terminei o trabalho de reduzir cada componente da rede a seu bicomponente ou triáde, mas acho justo dizer que muitos dos componentes dessa campanha — ANTIAUTORREGULAÇÂO É AUTORITARIANISMO! — utilizem pichações no lavratório público de Facebook para se coordinar e animar a torcida. Mas a leitura do efeito Facebook é sempre um pouco difícil.

Outras entidades de classe referidas na rede de Opice.

Tem tantas siglas de tantos sindicatos de tantas épocas da história do Brasil — desde Getulismo até os generalíssimos — que começei a traçar um dicionário. Tenho muito trabalho pelo frente. Siglas como Fenaprop só aparecem no inglês como elements de romances de ficção-científica distopiana.

Para encurtar o relato, os dois advogados andam fazendo trabalho semelhante com a mesma clientela, e fornecem uma boa «banca de jornais» do movimento e sua articulação. Parece que ambos trabalham também com a Simples Consultoria. Pode ser um bom lugar para novo perfuração de teste.

Sua lista de clientes diversa vai desde Lourival Santos e Abil até DIEESE e CUT.

Quando dos advogados, seria interessante pesquisar suas lides nos tribunais de São Paulo — se não fosse tal danadamente difícil colher dados de processos público do Diário Oficial de um governo pautado sempre pela transparência. Eu, hein?

Não há site de advogado no Brasil, parece, que não  fornece um mapa virtual do judiciário inteiro do país.

Uma nota para depois: o cruzamento de caminhos do Ópice com o bloco de eu sozinho que mantem o Camara-e.net e o Mercosul Digital, ambos associados com a Sandra Turch e o Diário do Comércio.

Por enquanto, só essas migalhas. Estou aguardando motoboy com minha panqueca e porção de fritas.

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