iTV | Insistindo no Terror Virtual

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Após dez dias de aceleração de crescimento, o Caso Palocci está perdendo força, velocidade e coesão, enquanto os jornais buscam ângulos menores, mas originais, sobre o episódio.

Um desses ângulos foi a denuncia feita pelo Instituto Teotônio Vilela, daqueles «think tank« partidário não-partidário que há por aí. Com a AE anotou:

Objeto do desejo de serristas e aecistas, o Instituto Teotônio Vilela (ITV) resolveu entrar na polêmica sobre o enriquecimento do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Em análise publicada hoje no site do órgão de formação política do PSDB, os tucanos associam o caso Palocci ao esquema de fraudes em contratos públicos da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) de Campinas, no interior de São Paulo.

Mas na contramão, o instituto é questionado em sua vez, nesse caso na página A10 do Valor.

Alvo de disputa dentro do PSDB pelo ex-governador José Serra (SP) e pelo ex-senador Tasso Jereissati (CE), o Instituto Teotônio Vilela tem um caixa recheado com R$ 6,2 milhões, previstos para este ano.

Também: leva o nome de um político cujo filho mal escapulou da perda do mandato por compra de votos — assim como o prefeito de São Paulo mal evitou ser cassado por doaçãoes ilegais durante o último pleito. Se não me engane, o mandato dele é apoiado por um liminar mais do que pela vontade popular.

A prestação de contas da entidade, alimentada com verbas do fundo partidário, é questionada pelo Ministério Público por falta de transparência na divulgação dos gastos.

No Brasil, a falta de transparência dos «think tank» é a regra e não a exceção.

A divulgação do IMIL, com giro de apenas $600 mil, deve ser uma piada, por exemplo, mas na outra mão, tem os melhores «engenheiros finaceiros» do País trabalhando no setor de financiamento.

Interessante, como ambas peças destacam o instituto como objeto de cobiça política pelas facções do tucanismo.

Qual é o valor político do instituto, cujo gestão lembra o dos sósias norteamericanos neoconservadores?

Primeiro, no entanto, vamos entender com que lidamos.

São aquelea mesma turba de «blogueiros sujos» orbitando sítios como Gente Que Mente que saiu pela culatra durante a campanha.

Será interessante ver se a turba passou por mudanças na tripulação de covardanônimos que cuidam da câmara de eco que repercute as versões de o Globo e a Veja.  Fiz estudo parecido do IMIL recentemente e descobri que não tinha mudado muito, se bem que o bando de doidos seguidores de Olavo de Carvalho não jogavam mais um papel relevante. Parecem ter desbandando para o iTV.

Eu faço isso se der tempo. Entretanto, eu subo o arquivo de Excel para vocês poderem brincar com estes dados, que vem de setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral. Cumprimentam todos os velhos amigos: Aluizio Amorim, Olavo de Carvalho — agora colunista do DComércio — o Coturno Noturno, Escola Sem Partido, Alerta Brasil, A Verdade Sufocada, Cavalheiro do Templo, Angelo da C.I.A. — o UNOAMERICA, testa-de-ferro assumida do grupo norteamericano Atlas Economic Research Foundation ….

Se eu fosse eles, eu diversificava minhas «lendas» virtuais.

O reconhecimento da mesma milícia de ultradireitistas raivosas da a triste impressão de um pequeno foro de pedófilos, isolados por sua doença e sem jeito de conseguir apoio mais amplo da sociedade que os acolhe.

Mas vamos ver. Na época, foi o eAgora — com seus laços ao setor de e-comércio — que causava escândalo.

Mais constrangedores ainda são os laços entre eAgora e outros tanques do tucanismo: O iSD, o iFHC, a Fundação Astrojildo