Scholastic Se Frita Com Patrocínio de Carvão

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Quando, de vez em quando, estoura na imprensa brasileira um ou outro chilique de denúncias de “doutrinação ideológica” em materiais escolares, geralmente há atrás do blitz uma viciosa jogada contra um concorrente — muitas vezes um concorrente a uma editora que pertence ao grupo lançando o assalto.

Um blog sujo, Escola sem Partido, é dedicado a este assunto.

O pior é que “doutrinação” se traduz tantas vezes em “doutrinação contrária a nossa pretendida doutrinação.”  Segue, traduzido, um exemplo do Observatório de RP, do Centro de Mídia e Democracia.

Scholastic, Inc., editora e distribuidora  de livros infantis e materiais escolares, concordou em parar a venda de um currículo, patrocinado pela indústria de carvão, que já foi distribudo a 66,000 professores da quarta série desde 2009. A pauta de lições foi patrocindado pela American Coal Foundation, entidade que faz lobby para a indústria das siderúrgicas..

Uma reportagem no dia May 11, 2011 no New York Times chamou o material patrocinado “nada recomendável” para crianças da quarta série porque omitia os aspectos negativos da indústria e os efeitos da queima de carvão sobre a saúde huma e o meio ambiente, tal como a aplainagem de picos na Serra Appalachia, o vazamento de materiais tóxico, o descargo de enxofre, mercúrio e arsênico, doenças do pulmão e accidentes com mineiros.

A Campanha por uma Infância Livre de Comercialismo, que denunciou e atraiu atenção ao uso dos materiais pela Scholastic, também critica a editora para sua campanha “SunnyD Book Spree,” divulgada com destaque na revista Pai e Criana e encorajando professores a hospedar festas dentro da aula com Sunny Delight, uma limonada adoçada, e colher etiquetas das garrafas consumidas para ganhar livros como prêmios.

A campanha também denunciou a promoção pela  Scholastic do remédio Claritin Para crianças em materiais que ensinam sobre alergias. Scholastic tem $2 bilhões em vendas e seus materiais são utilizados em 90% das aulas nos EUA.

Fonte: Center for Media and Democracy.

Com vendas boas e um monopólio virtual, a empresa ainda pretende render mais vendendo propaganda clandestina. Que esquálido e cafajeste.