F.Biz | E Todos os Gringos Possiveis Também

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EXAME informa: Esqueceram de mencionar que além da agência F.Biz, o Grupo WPP está acquirindo Gringo, que não conheço. Todo está sendo integrado numa rede de decenas senão uma centena de agências, o Possible, recentemente lançada.

São Paulo – O grupo britânico WPP adquiriu as agências de publicidade digitais brasileiras F.biz e Gringo, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta sexta-feira (3). O conglomerado estava reservando US$ 170 milhões para aquisições de empresas pequenas e médias de países emergentes. Segundo a Folha, o grupo britânico pagou US$ 57 milhões por 70% do capital da F.biz.

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Eu soube dois primeiros tres acontecimentos, mas que os brasileiros já aprova de apologia para tabagismo ao ponto de venda veio como uma grande surpresa. Essa turba não descansa na guerra santa de matar todos nós de cáncer.

Com a venda, a Gringo será incorporada à rede de agências digitais da WPP, a Possible Worldwide, e deve mudar de nome para Possible São Paulo. O anúncio oficial da empresa deverá ser feito ainda hoje, segundo o jornal. A F.biz manterá sua independência como marca, assim como seus sócios-diretores atuais nos mesmos cargos.

Criaram um novo executivo para fiscalizar os Índio Tupy, do qual terá 27 tribos. O segundo colocado de grupos multinacionais, o francês Publicis,

comandado pelo francês Maurice Lévy, comprou recentemente a agência Talent, se associou à Tailor Made, na agência Leo Burnett, e está em negociação com a DPZ. No ranking das maiores agências, o Publicis tem participação na NeogamaBBH –a única em que é minoritário — F/Nazca Saatchi & Saatchi e Publicis. Ao todo, o grupo tem controle acionário em 11 empresas no mercado nacional.

As novas aquisições do WPP acontecem depois da criação de uma vice-presidência de negócios no Brasil. O conglomerado britânico é considerado um dos maiores em publicidade no mundo.

É, objetivamente, o segundo, quando do número de agências, que eu saiba. Omnicom continua o maior congolmerado — uma escolha estranha de palavras, com conotações negativas, né?

Acontece que eu mandei um robô vagar pelos corredores do Possible ultimamente. O que achou lá …

Está trabalhando, ou pelo menos trocando informações, com os grupos Hearst e Conde-Nast, encouraçados da indústria de revista feminina e «estilo de vida» tentando se adaptarem à Idade da Porta-Avião. 

Segundo eu ouço falar — e já trabalhei como frila em ambas empresas — a coisa lá tá preta. Vamos para o Novo Mundo, hein?

Outros veículos no círculo íntimo da rede ….

Faça clique para ampliar e desculpe se for grande demais. O Chrome tem essa vantagem, adjusta o tamanho da imagem automaticamente. Será que o NEWS Corp, que tem ambição de tornar o Wall Street Journal um jornal de notícias gerais, tem interesse em abocanhar pedaços de grupos veneráveis como Hearts, Scripps, e Conde?

Estatisticamente, parece mais ligada ao mundo de Rupert Murdoch e o Los Angeles Times — a famiglia Chandler, parecida com as Otis e as Civitá — do que qualquer outro nexo de atividade. Estamos de verdade numa idade de conglomerados mídia-anunciante-megagência, acho eu …

Previsão, então: a situaçao corrente só vai piorar quando de conteúdo «repropositado» para audiências jamais contempladas antes, no original — como se se pudesse traduzir o mundo velho ao mundo novo com Google Translator. Resultado: menos espaço para a criatividade nativa ainda que haverá talvez mais emprego. Vocês virarão os homens que copiavam, se bem que resisistisse até agora.

Aprende a desenhar Homer e Tio Patinho.

Isso será sua cultura do futuro.

Vou tentar ir mais fundo nessa rede.

Estou danadamente ocupado ultimamente.

Olhe, essa empresa faz uma coisa só, e faz melhor do que ninguém: exporta grifes e marcas por uma rede global que montou sobre décadas e simbolizada pelo remarcável complexo de «servidores de logomarcas» YR.com.

Podiam bancar uma viagem ao planeta Martes, mas em vez disso, estudam como mudar o comportamento do consumidor para se encaixar num conceito preconcebido, porque é mais barato fazer assim, em vez de criar novas marcas para novos mercados.

Eis a minha opinião.