«O Farcesco Discurso Anticorrupção» | Uma Perspectiva

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Um ministro de estado virado cidadão qualquer  já trabalhava no setor privado como consultor, se enriquecendo no processo.

Ele jura juramentos mortais que aderia a todas as regras éticas no conduto do seu negócio. Ninguém até agora comprovou o contrário. Ele recusa a identificar clientes por razões de “sensibilidades políticas” — o que provavelmente quer dizer que está apanhando agora de antigos clientes. Apenas um palpite meu.

Sendo o ministro socialista-sindicalistat de nascimento, no entanto, o caso deve ser contado como uma vitória do espírito emprerendedor, uai! Nasceu sindicalista mas no fim virous paulista-rentista. Ueba! Tem até indícios de que os dados sobre seu patrimômio veio de uma empresa semi-estatal, ou seja, com vários políticos instalados como “vice-presidentes”.

A aparência de corrupção é muito mais poderoso do que o fato numa manchete de jornal.

O fato, na verdade, quase sempre acaba sendo chato, como nos filmes de Durval Barbosa: o esquema de sempre, sem intrigas intrigantes ou loiras misteriosas, apenas homens de meio-idade em calças de brim e camisa de home de negócio sem gravata, andando pela rua com cédulas de R$50 — onças — enchendo as meias.

Se quiser saber da corrupção, tem que levar em conta os recipientes dos benesses do Tio Sam, segundo essa matéria em Barrons
— do grupo do W$J, império de Murdoch, mas ainda uma boa leitura — recentemente. Traduzo um trecho.

O Afeganistão é a vitrine mais recente para apoio estrangeiro como uma arma politica de destruição em massa. Num discurso de janeiro de 2002 na universidade de Georgetown, o recèm empossado presidente Hamid Karzai assegurav pessoalmnte que a ajuda recebida por seu país seria gasta licitamente: “Hemos de prometer que não vamos trapacear nosso próprio povo. Se houver trapaceio, corrupção, vou acabar com ela.”

Mais que $50 bilhões em ajuda fluiu até Afeganistão nos anos seguintes. A enchente de dinheiro despertou uma gula ainda maior nos políticos do país . Economists nos anos 1990s chamava isso do “efeito-voracidade” e, segundo Mohammad Yusin Osmani, chefe do High Office of Oversight, o CGU do governo afegão, a onda de ajuda do estrangeiro só intensificavam a corruptção no pais inteiro.

Entre 2005 e 2009, o rating de corrupção do pais foi de muito ruim, só, ao pior no mundo, fora a Somalia, onde não há governo, segundo a Transparency International, um militante respeitado contra a corrupção. O afegão médio acredito que corrupção dobrrou desde 2007, segundo um estudo recente por um grupo afeg]ao, Integrity Watch, ou seja, o observatório de lisura. .

Um estudo da ONU descobriu que a maiora dos afegão identificam corrupção como o maior problema do paiís. Corrupção incentivado por contribuições de outros paises está tornando os afegãos contra o governo de Karzai. A maiora de afegãos numa pesquisa recente declarou que o resurgimento da corruptção estava levando à renovação do Talebã.

Nossa, que enxurrada de pesquisas de opinião! E tudo sem mencionar o contrapeso a esse dinheirão todo, o qual é o monopólio mundial sobre a heroina, explorada pela insurgência do mesmo jeito que os FARC e AUC fazem com a brizola na Colombia e os Contras faziam no Salvador tantos anos atrás.  

U.S. military officials tout Kandahar as the most important battleground in the Afghan campaign. But the governor of Kandahar denounced his own government officials and police officers as “looters and kidnappers,” according to the Washington Post.

Militares estadounidenses gabam-se de a província de Kandahar ser o campo de batalha mais important na guerra. Mas o governador de Kandahar mesmo chamou seus servidores e policiais de “saqueadores e sequestradores,” segundo o Washington Post.

E continua assim. Ainda não chegamos ao caso de Iraque, aliás.

E os gafanhotos do Brasil? Pelo visto, existem alguns limites, senão o Pais seria uma verdadeira Camboja em vez de um ambiguo Samboja — um deserto do real. Só quis registrar que lá em casa a ária de Palocci nem uma sobrancelha de uma viuva evangélica aposentada levantava.

Ou melhor, é algo de que reclamamos — da chamada “porta-giratória” entre os setores públicos e privados, mas o caso haveria de ser muito mais expressivo para parar o funcionamento do parlamento para que 18 assinados-embaixos podiam interrogar um assessor do presidente.

Pode ser que deviamos ser mais exigente nesse sentido, mas algo que temos por meio de nossos jornais e um conceito que permanece abafado na cobertura política brasileira — o conteúdo da política são políticas públicas e não personalidade e pecadilhos.

O estilo tabloide está ganhando força, é verdade, mas durante minha vida, eu sempre era consciente disso. Não gosto de Fulano, Beltrano, ou Sicrano mas se tem mandato de fazer o que ele acha justo, não há argumento. Ele tem o direito de tentar.

Correlação quase direta entre cultivo da papoula e atividade militar hostil. Fonte: The Jawa Report

Em fim: tente se esforçar, Índio Tupy! Era uma vez que vocês produziam Malufs, que hoje em dia é um décano humilde ao lado dos Papas da maldade alimentados com dinheiro do mesmo contribuinte norteamericano que votou no Bush Filho acreditando que ele ia baixar impostos e evitar “a reconstrução de nações no além-mar.”. E que agora está sofrendo a execução da sua hipoteca, coitado.

 

 

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