Informação Privilegiada | A al-Queda Impressa de Conrad Black

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Nenhuma história do desenvolvimento de uma imprensa globalizada neoliberal-neoconservadora seria completa sem falar da subida e desgraça do Barão Conrad Moffat Black e o Grupo Hollinger, portavoz de alarmiso-terrorismos jornalísticos ideológicos tal como os pensamentos de Richard Perle, que servia no conselho do grupo após servir no governo Bush como o torcedor em chefe para a guerra no Iraque.

Traduzo alguns trechos da página Wikipédia sobre o Barão, que recentemente deu uma entrevista à revista Vanity Fair sobre as condições da sua prisão, por fraude envolvendo o abuso de informações sigilosas e “self-dealing” — o uso de laranjas para criar operações-fantasmas visando enriquecé-lo.

Conrad Moffat Black, Bãrão Black de Crossharbour (nascido dia 25 agosto de 1944) é um integrante canadense do House of Lords do Reino Unido, além de historiador, colunista e editor que por um tempo estava o terceiro magnata maior do mundo.

Black controlava Hollinger International, Inc., que, por afiliados, deu-lhe o o controle de jornais importantes como The Daily Telegraph (Reino Unido), Chicago Sun Times (U.E.), Jerusalem Post (Israel), National Post (Canada), e centenas de jornais locais em América do Norte.

O grupo é notório por uma linha editorial teleguidada pelo dono, assim como por campanhas virulentas de difamação contra opositores e concorrentes.

Muitos são clientes da consultoria Innovation Media Consulting, parece. Mas disso falo mais pra baixo.

O remarcável continua sendo o espectáculo do que vale ver um Civita ou Marinho ou Chateaubriand-Assís na cadeia por crimes financeiros, ou um ACM no xilindrô.

Black foi condenado por fraude e obrigado a servir uma sentença de seis anos e meio de prisão.

No dia 19 de julho de 2010, Black recebeu o direito de pagar uma fiança. O Corte de Apelos do Sétimo Distrito arquivo duas das três acusações mais tarde no mesm o ano. [3] Dia 24 de junho de 2011, Black foi novamente condenado por fraude utilizando os Correio, com uma sentença de 42 meses e uma multa de $125,000 (USD). Menos o tempo que já passou preso, ele deve ser preso no dia 6 de September de 2011 e passar mais 13 meses preso.

Black foi condenado em Chicago em 2007 e obrigado a pagar restituição à Hollinger de $ 6.1 milhões além de uma multa de $125,000.

Black foi condena por ter beneficiado pessoalmente de dinheiro que era para Hollinger receber quando vendeu alguns bens, alem de outras irregularidades. Em 2000, por exemplo, montou um esquema clandestino e criminoso que ganhou o apelido do “Lerner Exchange” — Bolsa de Valores de Lerner. Black comprou o Grupo Lerner de jornais e o vendeu à Hollinger.[23]

Também foi condendado pela tentativa de obstruir a justiça.[24]

O Tribunal Supremo dos EUA ouviu um apelo seu em 2009 e rechaçou seu pedido para fiança. Black’s application for bail was rejected by both the Supreme Court and the U.S. District Court judge who sentenced him.[26]

Dia 24 junho de 2010, os STF-EUA votou 9 ao 0 que a definição do crime de subornar os “honest services” — serviços honestos — de executivos foi vago demais e mandou o Sétimo Circuito revisar essas definições nas condenações de Black. Após estudar o assunto, o corte de apelos ainda pode mandar a realização de novo processo.

A teoria de “serviços honestos” é o cabo da vassoura da nossa faxina, almejando reduzir ambiguedades nas lealdades de executivos. O fechamento do episódio todo foi uma declaração na página editorial do Sun Times assim como o Barão foi defenestrado:

“Nós  [a página editorial do Chicago Sun-Times] voltamos agora a nossas raizes liberais e sindicalistas, fato que nos opõe contra o Chicago Tribune—aquele jornal Republicano e bajulador de Bush que mora na luxuosa avenida Michigan.”

O jornal quebrou em 2009 após receber uma multa do fiscal de circulação (o IVC de lá) em 2004.

Se o tempo der, eu traduzo alguns trechos da entrevista com o Black dentro da prisão.

Sobre os problemas corrents de Rupert Murdoch, por exemplo: “Faz décadas que NEWS Inc. estava uma emprensa sujeito a microgestão, enquanto o Rupert Murdoch criou e insistia num direito sem limites a intrometer-se, intimidar e, aos limites do que a lei permites, difamar pessoas alvejados por ele ou seus asseclas, ” diz Black. “O ethos da News Corp. é de anarquia e liberdade sem restrições para fazer o que bem quiser, inflado por uma autoimagem exagerada de importância e influência política. Duvido que foi ele que aprovou as escutas, mas não dar para acreditar que não sabia que alguns empregados fazia isso rotineiramente, começando com os grampos no celular do Principe do Pais de Gales.”

Foi Murdoch que criou uma empresa com tamanha autoconfiança — merecida — e foi Murdoch o responsável pelo mar de lama na qual mergulhou. Eu acho ainda mais nojento que os fatos é que as elites de Inglaterra lamberem as botas dele por décadas e só agora dá-se por chocada.