Livremente SpressoSP: Que Vivem os Nanicos

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São Paulo é uma métropole múltipla, muitas numa só. Por isso, é muito mais ousado do que parece anunciar que se vai fazer um portal de notícias desta cidade. Mas é esse o desafio do SPressoSP. Ele nasce com objetivo de fazer jornalismo regional na maior cidade global do país e vem para discutir seus problemas, contar histórias e abrir espaço para uma série de iniciativas que são solenemente ignoradas pelos espaços midiáticos tradicionais.

Quero desejar boa sorte à nova revista paulistana, SPressoSP, editado pelo colega blogueiro Renato Rovai e fornecendo uma cobertura que pretende vai ao fundo de assuntos realmente locais e relevantes.

Prometendo a promover um civismo mais forte, fundo e concreto e organizado segundo as várias regiones de ua megápole complexa e diversa.

Rovai e colegas tem toda a razão insistindo que o jornalismo local esta virando algo que as edições glocais — o termo sugere uma publicação que reune o local com o global ou enxerga o primeiro do ponto de vista do últiom, dando luz ao chamado metrosexualidade — não fornecem, ou só fornecem seletivamente de jeito tendencioso, seguindo nos passos de uma versão tupiniquim do “jornalismo narrativo”.

É só comparar os grandes jornais metropolitanas para ver a convergência de todos à mesma pautação e seleçao de matérias de destaque — O Globo, G1, Folha, A Tarde, Estadão e tudo mais — sem falar no hábito de repercutir uns para outros, para ver que estão cada vez nada senão máscaras de uma voz unívoca, numa câmara de eco.

O Spresso ainda está uma voz nananicada pelos grandes veículos, e portanto economicamente vulnerável, mas ainda assim vou acrescentá-la à minha “caixa de Bloomberg” pessoal.

Me refiro ao terminal de computador alimentado por inúmeras fontes confiáveis, do império midiático do ex-prefeito de Nova York, acima.

Falando no qual, que tal um caderno de negócios e economia local, para o leitor que não seja clérigo no assunto? O Valor é bom mas cara pra chuchú … Sinto a falta da Gazeta Mercantil, cujo falecimento empobreceu o jornalismo empresarial apesar seus eventuais defeitos.

Em qualquer caso, eu li ultimamente que, embora jornais maiores hoje em dia pretendem ser tudo para todo tipo de leitor, leitores realmente tendem a ler ou assistir fontes diferentes para tipos diferentes de informação — o Metro  ou Destak, grátis para notícias urbanas, de graça, por exemplo,  as revista tipo Tititi para novidades das novelas, talvez um diário sindicalista ou classificados dedicados para informações sobre emprego — em NYC tem The Chief, jornal para policiáis e bombeiros — e assim por diante.

O efeito colateral de de-especificação é uma tendência de deixar jornalistas sem foco em um especialidade, deixando leitores de todos tipos insatisfeitos. O dilemma economica, no entanto, é uma questão de preço. Os jornais gigantescos quebram meu oçcamento para a leitura de cada dia. Limpo com jornal? É caro pra chuchu.