Rupert em Risco | Relatório Reuters

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"A rede Fox Fode os Fatos"

Nova e notável, agora que a greve acabou no Reuters:

Lembre-se, aliás, de que Reuters agora é uma divisão de Dow Jones Newswire, tambem propriedade do frequente chamado de safado australiano.

Embaixo, um trecho da nota, que captou a minha atenção por tratar-se de mais um caso processado sob uma lei relativamente nova punindo empresas operando nos EUA por “práticas corruptas” no além mar.

E se eu, jornalista gringo na corte de Rei Momo, cobrasse uma propina para informações vendidas nos EUA, podia ser  processado? Algo assim, embora o caso deve ser outro no caso de eu aceitar propina de uma fonte querendo influir o viés da minha reportagem.

Na Inglaterra, os executivos culpados por grampear pessoas vão ser banidos de trabalhar em qualquer orgão de jornalism e informação.

Back in the USSA

Entretanto, de volta no USSA, e segundo um relatório da promotoria federal responsável pela aplicação dessa lei, processos abertos envolvendo fatos internacionais cresceram de 2 em 2005 a 50 em 2010, impondo umas bilhões em multas de empresas tanto nacionais como multinacionais.

A legislação tem side comemorado por organizações multilaterais e xingado de anti-capitalista pelo U.S. Chamber of Commerce.

O relatório 2011 da agência está AQUÍ.

A agência destaca seus sucessos em casos onde o comportamento criminoso praticado atravessava fronteiras nacionais. Segundo o autor, a legislação fez com que o Pais ganhou um liderança inédita e impressionante na apertura de investigações multinacionais.

Na verdade, o autor faz um bom argumento de que esse tipo de cooperação faz bem às relações exteriors da República, assim como o mandado de prisão do Maluf pelo Promotor de Manhattan alguns anos atrás ganhou bastante boa vontade de Tupi-amigos meus aqui.

Rupert em Risco |  Relatório Reuters

Autoridades norteamericanos estão acelerando e aprofundando investigações — inclusive um inquérito criminal aberto pela polícia federal (FBI) — de crimes supostamente cometidos por empregados e executivos do império de mídia de Rupert Murdoch.

As apurações basam-se numa lei federal contra práticas corruptas fora dos EUA, tal como o pagamento de propinas a autoridades como policiais, políticos e empresas.

Entretanto, outros invesigadores ainda não acharam muitas provas de que pessoal de News Corp hackeava os computadores e telefones de pessoas dentro dos Estados Unidos.

Mas o FBI também investiga se houvesse crimes cometidos por empregados de Murdoch contra a FCPA, uma lei contra práticas corruptas no estrangeiro que visa a corrupção de empresas nacionais cometidos em outros paises.

Condenada sob essa lei, o News Corp, basada em Nova York, possa ser multada em $2 milhões e impedida de participar em leilões públicos. Individuais condenados podem receber uma multa de até R100 mil e uma sentença de até cinco anos de prisão.

Executivos da empresa podem ser culpados se autorizaram os pagamentos ou não fez nada de impedí-los.

Na prática, os tribunias EUAienses tendem a negociar a sentença em casos desse tipo, em troca de grandes multas em dinheiro. Em alguns desses casos, empresas e pessoas conseguem fechar o caso sem admitir culpa..

No ano passado, um caso de propinas pagas a policias a policia de Inglaterra — o Gabinete de Fraudes Maiores — acabou levando à morte do News of the World.

O escândalo é gigantesco, valendo uma versão século XXI do Cidadão Kane, feito  algúm herdeiro espiritual de Orson Welles. Faz tempo que não acompano o assunto, mas vou tentar organizar algumas notas.

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