Sorin Ovidiu Vintu | O Imperador Romeno

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Romanian media investor Sorin Ovidiu Vantu

Romanian media investor Sorin Ovidiu Vantu

“Preciso uma organização que responde a minhas ordens assim como o Audi que eu tenho. Viro a chave à direita; o motor liga-se. Viro-a de novo à esquerda; ele apaga-se.”

Arquive, na galeria de mandachuvas mídiaticos malignos modernos, este caso, por Stefan Candea do Nieman Reports (Universidade Harvard):

Fui atraido ao caso, em parte pelo pensamento de que nunca se lê sobre um pais que destaque-se, como Brasil e Catalunha, por practicar uma lingua neolatina mas não “latina” no sentido anglosfericamente definida.

Mais ao propósito, apresenta um perfil familiar demais hoje em dia: o inimigo do jornalismo no interesse público fazendo de conta que fosse seu grande patrono. Também ilustra as falhas do projeto de reinventar relações de trabalho dentro da profissão segundo uma visão “pós-sindicalista” …

Sorin Ovidiu Vintu é um dos mogules de mídia mais poderoso da Romênia, e as palavras encima são palavras que ele mesmo falou durante uma teleconferência com os executivos principais das suas propriedades.

O Vintu e seu império são emblemáticos das práticas e perspectivas da corrente principal dentro da mídia romena. Como um corretor poderos no mercado de poder, o Vintu enxerga as propriedades midiáticas como uma arma militar, e os jornalistas empregado por esse fim como soldados defesores dos interesses dele.

Trata-se de um controvertido, auto-definido “especulador financeiro” cuja estratégia é de construir um império midiatico no serviço de poder e lucro. Nos anos 1980s serviu uma sentença de quatro anos por crimes contra as leis regulando empresas. Mais recentemente foi condenado num caso relacionado a sua particpação num banco ligado ao Fondul National de Investitii (“National Investment Fund”), fundo de investimento flagrado como piramide no modelo Poniz que sumiu com o dinheiro de 300,000 investidores.

Crime Jornalistico

Como jornalista e tradutor financeiro, eu sempre me interesso por pirámides que acabam sendo promovidos, sabidamente ou não, pela imprensa hegemônica, muitas vezes com perfis mitomanos dos “rocket scientists” — astro-engenheiros — do novo mundo milenário.

É nesse tipo de jornalismo que o que seria um defeito ético em outros gêneros de reportagem entra claramente no terreno de crime. O abuso de informações íntimas para fraudear o mercado numa ação ou em outro valor mobiliario já levou a várias condenações de jornalistas ligadas a corretores especulativas, na Inglaterra, por exemplo.

O caso colombiano do DMG, na América Latina, deixava a mesma impressão: uma onda de moralismo foi montada em retrospecto encima de uma leitura seletiva dos arquivos dos jornais condenando o escândalo. Esses mesmos tinham, até pouco antes do estouro da bolha, engolidos o mito, comemorado o trajetória do vigarista responsável enquanto esse foi tomado como personagem relevante no projeto de poder do governo.

Dando força a essa ironia foi de o jornal mais queimado pela esquema, El Tiempo, ser propriedade da familia Santos, com dois ministros no governo de Álvaro Uribe. El Tiempo também figura como um dos clientes da consultoria Innovation Media Consulting, ligado ao Opus Dei, assim como jornais como o Estadão, O Globo, Clarin, El Universal (México), El Economista (ibidem), o Washington Post, USA Today, Libération (França) e tantos outros — muitos deles preferindo não divulgar o relacionamento. Mas a semelhança de design e o esquema de pautação — a “ontologia,” na gerigonça da profissão — são visivelmente cortados do mesmo pano.

Imperio Romeno

Vintu fundou seu império de mídia em 2003. Não pode-se saber com qual dinheiro fez isso, uma vez que opera suas empresas por meio de estruturas offshore e procurações. Tem registrado perdas de alguns $100 milhões. Ainda assim, no projeto de comprar quantos jornais e jornalistas possivies, tem se mostrado pronto para pagar demais para aquisições e salários.

No auge da sua atuação na mídia, seu império incluía várias emisoras de TV e rádio, além de jornais, semanários, revistas, portais de internet, editoras e distribuidoras de material impressa. Desde  notícias ao humorismo, sobre assuntos mais variados, ele tinha uma não em todo.

Também controla um instituto de pesquisa que foi citada exclusivamente pelo grupo de midia. Contratou sete proeminentes sindicalistas, lideres em categorias sem relação à mídia, para seu conselho de adminstração.  Investiu numa rede de sinalização digital que divulga conteúdo editorial no aeroporto, as estações de metrô e os supermercado de Bucharest. Anunciou a expansão do negócio para Moldova, Sérbia, Húngria e Grécia e abriu outra empresa de propaganda digital outdoors no Paris. Sua propriedade mas importante e a Realitatea TV.

<Patrocínio de Excelência: Raposas no Galinheiro>

Vintu também fundou um instituto em Bruxelas que se dizia uma força em prol de excelência em jornalismo e educação. Um dos executivos desse projeto estava sendo pago à mesma vez pelo governo romeno como representante da Câmara de Deputados romeno à UE.

Essa fundação mantinha uma parceria íntime com o International Federation of Journalists (IFJ), a maior organização de jornalistas no mundo, com mais que 600 mil intergrantes em 100 paises. A organização doou $250,000 ao Fundo de Segurança e  Fundo de Ética da IFJ; patrocinou um prêmio de jornalismo. De vez em quando, o representante da Fundação Vintu tem representara o IFJ em eventos juntos com o Gabinete Antifraude do UE.

Nos fins de 2010, Vintu foi preso e detido para nove dias antes de ser livrado para aguardar o processo em liberdade. As denúncias envolvem a ajuda que ele supostamente forneceu a um sócio que encarava um mandado internacional de prisão. Promotores no caso grampeavam suas conversas, e os transcritos foram vazados à imprensa. Estes mostram a profundidade do controle de Vintu exercia sobre a mídia na tentativa de influir nas eleições daquele ano. Pretendia derrubar o presidente incumbente e substitui-lo com amigo seu.

Em inúmeros conversas gravada com políticos e jornalistas principais, Vintu é entreouvido jactando-se da sua “guerra” contra o presidente, explicando como ele utiliza seus vehículos midiáticos para persuadir pessoas. Reconhece em vários trechos que não preocupe-se se os relatórios sejam verdadeiros ou nao; apenas se avançam seus interesses pessoais.

<Jornalistas Embutidos>

Termino a tradução mais tarde.

For such a propaganda machine to work, it needs to build credibility and have an army of journalists willing to work under such conditions. Vintu bought credible news outlets and enforced this kind of discipline by surrounding himself with often well-known journalists whom he could manipulate. During the election year of 2009, a person who had been the director of Radio Free Europe during the Ceausescu dictatorship and a director of Radio Deutsche Welle in the 1990’s ran Vintu’s company, Realitatea-Catavencu Group.

In wiretapped conversations, Vintu spoke in military terms about his media war with the president: “I pulled out of the barracks my regular army …” he said, referring to his stable of reporters. He also described his strategy of collecting journalists when he was speaking with a top media manager about two Romanian bloggers. “I don’t want to do any business with them. I just want to buy them out … I can give them a bribe and that’s it. And they join our troops. It is a technique to attract people next to you.”

Unfortunately, what these recordings reveal is actually business as usual at major media outlets in Romania. Vintu might be more powerful than a lot of other media owners, but how he conducts his business dealings does not set him apart. What is so difficult for me to absorb are the compromises—in practice and principle—that too many journalists who work for such people are evidently willing to accept.

Stefan Candea, a 2011 Nieman Fellow, is a freelance journalist and co-founder of the Romanian Center for Investigative Journalism in Bucharest, Romania. He teaches investigative journalism at Bucharest University, and he is a member of the International Consortium of Investigative Journalists and a correspondent for Reporters sans Frontieres in Romania.