«ONGano da Revolução em Rede» | O Caso de Egito

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Segundo essa lógica, de que não haverá novas Ruandas no mundo do futuro porque a informação circularia mais rapidamente, os milhões que tomou as ruas de Londres, Washington, Nova York, Roma e outras cidades contra a invasão de Iraq fez um erro tolo: não blogavam o suficiente, como se isso teria impedido o banho de sangue. the millions who poured into the streets of London, New York, Rome and other cities…

Quem sabe o que o IRI está fazendo no Egito? Ninguém, mas sabemos o que o governo estadounidense tem feito no pais: apoiava uma ditadura por décadas, até o ponto onde protestos de massa deixou claro que o Washington não podia impedir a queda de Mubarak por um movimento popular, democratico e auténtico. … Aqui no Washington, parece ser pouco conhecido o fato de que grupos pró-democracia financiados pelo governo sofrerão um crise de credibilidade em grande parte do mundo, até quando esses grupo não estão opositores da democracia. Seu orçamento seria um bom alvo para cortes.

Apresento hoje algumas leituras sobre a crise de confiança sofrida ultimente por NGOs estadounidenses, patrocinadas pelo governo junto com entidades privadas e destinadas à promoção de democracia.

Os inúmeros sites de diplomacia pública e novas mídias — entia multiplicanda sunt —  estão comentando a crise dessa modalidade ultimamente com a prisão, no Egito, de pessoas ligadas à quase-ONGs do governo norteamericano,

Os foros da chamada diplomacia pública estão cheios de análises preocupados com a perda de credibilidade de programas montados para promover a imagem do País no exterior.

Essa perda permite que, ainda que antidemocráticos, governos pegam carona no trio elétrico de quem canta, com Dilma, o samba-enredo do  «telhado de vidro». Alimenta a propaganda da «revolução permanente», justificada por uma suposta “emergência continuada».

Este efeito já foi reconhecido inúmeras vezes há anos, como por exemplo nos relatórios da nossa CGU, a GAO, mas ainda assim a política continua, com o mesmo discurso e lugares comuns de sempre, e sempre com a participação mais o menos visível dos grandes zaibatsus do mundo TI.

A consultora Rebecca McKinnon, entrevistada com frequência na PBS e CNN há uma década, é um bom exemplo de uma carreira construida sobre alicerces mais ideológicas do que empíricas, eu sempre acho.

Um novo libro, no entanto, critica os principais fundamentais deste projeto, dizendo que muitas das suposições utópicas, quando do poder de novas tecnologias, não se sustentam pelos fatos.

  • Twitter não pode te salvar — resenha do livro The Net Delusion (O engano da rede), Lee Siegel, New York Times, 4 de fevereiro, 2012 (minha tradução)

Eu tenho chamado este efeito do mito do sublime tecnocrata, um argumento promovido no governo graças à intimidade de empresas como Microsoft, Twitter e Facebook com a política de inovação desenvolvida pelo Foggy Bottom (a diplomacia gringa).

BBG | Representes na Commisão de Inovaçao são os zaibatsus de sempre

Contragolpe | O Rei Não Veste Roupa

Ao mesmo debate, o jornalista Mark Weisbrodt do Counterpunch contribui “O problem com grupos pró-democracia. ”

Traduzo.

Depois traduzo com um editorial sobre a questão pelo semanário egípcio Al-Ahram, em inglês, antes de traduzir a nota divulgada pelo NDI sobre a prisão de 19 funcionários pelo governo militar, que alega ingerência indevida no processo politico.

Weisbrot, na Counterpunch:

Eu sempre acho graça quando alguém descrever o International Republican Institute — Instituto Republicano Internacional, IRI) — como uma organização que “promove a democracia”, como insiste em descreve-lo a emissora pública NPR.

O IRI se destaque ultimamente porque o governo militar de Egito acresentou o nome de alguns integrantes numa lista de proscritos proibidos de sair do pais e assim evitar ser investigados e talvez processados também.

Eu gostaria saber o que pensariam esses jornalistas e editores se eu descrevesse o Center for Economic and Policy Research (CEPR) como “uma organização mágica que transforma lata em ouro.” Esta virava a descrição padrão do CEPR no noticiário?

O IRI e o braço internacional do Partido Republicano estadounidense, … Em 2004, o chefe do IRI jogou um papel importante no golpe que derrubou o governo eleito democraticamente da Haiti. Em 2002, o chefe do IRI comemorava abertamente o golpe que momentariamente derrubou o governo eleito democraticamente da Venezuela, enquanto o IRI trabalhava de mãos dadas como organizações e pessoas ligadas ao golpe. Em 2005, o IRI foi envolvido numa campanha de promover mudanças na lei eleitoral no Brasil, numa tentativa de enfraquecer o PT, partido do governo do Lula da Silva.

Podia ter mencionado também a atuação do IRI na eleição corrupta de México em 2006.

Eu nunca ouvi falar desse suposto esforço de influenciar a reforma política aqui no Brasil.

Foi sufocado pela tempestade do mensalão?

Weisbrot aponta as eleições de Honduras como exemplo da atação coordenada desses grupos.

O IRI e seu irmão, o National Democratic Institute (Instituto Internacional Democratico, o NDI) chegou no pais para legitimar esse processo viciado. Mas não tomem apenas minha palavra por isso. Eis como a USAID, agência do Departamente de Estado e financiador do IRI e NDI, descrevia seu papel no pais:

“O ausência da OEA e outros grupos de observadores confiáveis fez com que a avaliação do NDI e IRI virou mais significativa nos olhos da comunidade internacional. O reconhecimento de um processo livre, justo e transparente forneceu um argumento sólido pelo reconhecimento do novo governo. O “aval” conduzido pelo NDI e a “observação” do IRI, se bem que não satisfizeram padrões geralmente aceitáveis, alcançaram pelo menos parcialmente o efeito desejado.”

O GAO — nosso CGU — não divulga todas as ações da diplomacia ianqui durante o crise de 2009.

Al Ahram

Traduzo em nota separada. Há um jogo de palavras a ser feito com a palavra “pirámide” uma vez que a lógica de ativismo “viral” tem muito a ver com a de a campanha viral utlizada em prol de uma esquema de fraude financeira.

NDI | Alvo de Ondas de Ação Anti-ONG

Em novembro de 2005, o Instituto Democrata Nacional (NDI)K abriu em escritório em Egito e procurou se cadastrar com o Ministério de Relações Exteriores. Numa reunião com o NDI, o Ministro em poder na época assegurou ao Instituto que todos os documentos estavam em órdem e que o cadastro seria concedido dentro de quatro ou cinco semanas. (Link aos documentos).

Desde então, o Instituto NDI mantinha relaões abertas, transparentes e construtiva com o governo do país, mantendo o governo avisado de suas principais atividades. NDI foi repetidamente informado que o cadastro estava seria, por fim, aprovado. Em momento nenhum foi pedida a parar seu trabalho nem fechar seu escritório. De vez em quando, pela última vez em junho do ano passado, NDI pergunto ao Ministro sobre oestado de nosso pedido e se mais tarefas administratives fossem necessárias. Foi informado verbalmente a papelada estava em ordem e que o cadastro continuava pendente.

Em abril de 2011, NDI recebeu uma nova subvenção equivalente de $14 milhões, por um período de dois anos e visando ajudar com vários projetos de reforma democrática no País. Esses fundos, pagos pelo contribuinte norteamericano, foram aprovados pelo Congresso e alocados ao Departamento de Estado e a USAID. O programa do NDI representa menos que um porcento da subvenção financeira fornecida ao governo durante o mesmo périodo de dois anos.

Desde abril de 2011, os progrmas do NDI programs cobria áreas como a divulgação de experiências multinacionais sobre transições democráticas; treinamentos no planejamento de partidos políticos no longo prazo; e apoio à organizações da sociedade civil que fiscalizam eleições, ensinam civismo, e treinam eleitores de maneira não-partidária. NDI jamais finançava qualquer partido ou movimento de protesto. O Instituto não procura determinados resultados eleitorais e tampouco não se associa com qualquer partido, ideologia ou candidato. Todos os programas tem o propósito de apoiar a confiança e partição do público nos prinicpais processos políticos definidos no referendo constitucional.

Em novembro de 2005, o Insituto Democrata Nacional (NDI)K abriu em escritório em Egito e procurou se cadastrar com o Ministério de Relações Exteriores. Numa reunião com o NDI, o Ministro em poder na época assegurou ao Instituto que todos os documentos estavam em órdem e que o cadastro seria concedido dentro de quatro ou cinco semanas. (Link aos documentos).

Desde então, o Instituto NDI mantinha relaões abertas, transparentes e construtiva com o governo do país, mantendo o governo avisado de suas principais atividades. NDI foi repetidamente informado que o cadastro estava seria, por fim, aprovado. Em tempo algum foi NDI pedido a suspender seu trabalho nem fechar seu escritório..

De tempo em tempo, e mais recentemente em junho de 2011, o NDI indagou ao minstério de relações exteriores sobre o seu pedido de cadastro, perguntando se houvesse mais papelada a ser entregue. Foi informado verbalmente que a papelada estava em ordem e que o cadastro continuava pendente.

Em abril de 2011, NDI recebeu uma nova subvenção equivalente de $14 milhões, por um período de dois anos e visando ajudar com vários projetos de reforma democrática no País. Esses fundos, pagos pelo contribuinte norteamericano, foram aprovados pelo Congresso e alocados ao Departamento de Estado e a USAID.

Vou tentar achar essa a legislação.

O programa do NDI representa menos que um porcento da subvenção financeira fornecida ao governo durante o mesmo périodo de dois anos.

Desde abril de 2011, os progrmas do NDI programs cobria áreas como a divulgação de experiências multinacionais sobre transições democráticas; treinamentos no planejamento de partidos políticos no longo prazo; e apoio à organizações da sociedade civil que fiscalizam eleições, ensinam civismo, e treinam eleitores de maneira não-partidária. NDI jamais finançava qualquer partido ou movimento de protesto. O Instituto não procura determinados resultados eleitorais e tampouco não se associa com qualquer partido, ideologia ou candidato. Todos os programas tem o propósito de apoiar a confiança e partição do público nos prinicpais processos políticos definidos no referendo constitucional.

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