Diplomacia Cultural | Egito, Irã e o Grande Irmão

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Se bem que «TV Globo está perdendo o controle do BBB para o Facebook», como Carlos Castillo ensaia no Observatório da Imprensa recentemente, vale a pena dar uma visão mais ampla do perfil estratégico e tático dessa confusão do real e o ficticioso.

O relatório embaixo, de uma diplomata graúda, defende a  montagem de programas no estilo «reality show» como a estratégia mais bem-sucedida  de «diplomacia cultural». Segundo ele,

Os programas da diplomacia american em Afeganistão, Egito e Irã contribuem às metas dos EUA nestes paises. Cada um deve seu éxito ao fortalecimento de vozes locais, em lugar de exprimir ideias por portavozes norteamericanos.

Mas como veremos, não é bem assim: os produtores da progamação são contratados e financiados pelo Foggy Bottom — o Itamaraty de lá, e por tanto sofrem do síndrome Yoanni, conhecido melhor como o Vilarejo de Potemkin. Às vezes até parece que a audiência alvo seja o mercado doméstico, assim como quando as cantoras vitoriosas num show no estilo de «American Idol» no Egito vão para Nova York para gravar uma música que será promovida nos EUA.

Assim, o argumento sofre da desvantagem que todos argumentos desse tipo têm: pretendem reivindicar a vitória de democracia por causa de um programa que alcança apenas uma minoria de ouvintes e espectadores — a vasta minoria do pais que tem internet e telefonia celular. No caso discutido, por exemplo, a audiência-alvo ficam no múndo do radinho de pilha, que nem e meu avô nos anos 1960s, grudado ao ouvido ….

É o mesmo e bom e velho truque dos democratas virtuais — limite o voto aos internautas e celulariados e chamá-o de significativo, embora nada impeça o eleitor de «votar cedo e frequentemente», como dizemos em Nova York.

O caso que me lembro sempre foi um plebescito digital hospedado por um site do governo colombiano, pelo  jornal da familia de um ministro principal do governo, para fazer aparecer que houvesse grande apoio popular para um projeto de lei — não me lembro de qual.

Levando isso em mente,  Cynthia C. Schneider escreve no Huffington Post, e eu traduzo …

A definição clássica da diplomacia cultural, dada por Milton Cummings — “o intercâmbio de idéias, valores, sistema, tradições, crenças e outros aspectos da cultura, pretendendo com isso a criação de um entendimento mútuo — precisa de uma reformulação para levar em conta os novos valores nesse novo mundo de comunicação instantânea e da mídia social. Se bem que intercâmbios continuarão ter um papel importante — pense no valor inestimável da bolsa Fulbright — o fortalecimento de vozes, histórias e pontos de vista locais é comprovadamente mais eficaz.

Mídia Independente no Afeganistão

Deixa-me dar um exemplo: pergunte a qualquer pessoa no Departamento de Estado sobre quais são os métodos bem-sucedidos da diplomacia e eles vão hle dizer: a mídia independente.

O Afghan Media in 2010 mostra que o canal Tolo foi mencionado espontaneamente por  68% da audiência, alcançando 1.5 milhões de audiência nos domingos a noite, mas que em termos absolutos somente alcança os 500 mil de telespectadores no meio.

A Moby Media, com sua emisora Tolo TV, virou campão de audiência, mas o páis orgulha-se de mais que 20 emisoras e rádios independentes.

O patrocínio do governo norteamericano ajudou Moby e outros veículos independentes, e continua a apoiá-las.

Mas que isso, a autora descreve atividades associadas com a programação dos canais nas quais a embaixada toma parte — como no escolha de candidatas para seu «reality show» e o planejamento para tornar a ganhadora numa estrela pop …

Num pais inundado de corrupção, a mídia independente cobra do governo e convida ouvintes a denunciar malfeitorias praticadas pelo gente em poder.

Jormalismo investigativo e até um clone do Daily Show também expõem aa corrupção e incompetência.

O grande sucesso da Moby Media tem side o clone da American Idol chamada de Afghan Star [veja também], agora na sua sétima temporada. O programa não somenbte introduziu os espectadores à música nacional mas também forneceu um plataforma de lideranças entre mulheres e minorias, por causa da sua estrutura estreitamente meritocrátia.

Num pais onde laços pessoais ou propinas são muitas vezes necessário para quem quiser se dar bem, a Afghan Star destaque-se. Qualquer um pode fazer uma audição; uma votação por celular seleciona os vitoriosos.

Mulheres Egípcios sobem no Palco no programa “Cantem, Mulheres de Egito, Cantem.”

Agora, um show nos moldes de American Idol fornece um plataforma para mulheres mostrarem seu talente e trocar idéias sobre o futuro do País. Esta parceria pública-privada foi produind por Mike Hankey, adido cultural da embaixada de no Cairo, com Kevin Patrick, CEO da empresa Share the Mic, uma empresa que media e une várias causas e ONGs com artistas pop, que traz uma vantagem de ambos as partes, e tambem organiza turmês “voluntários” de artistas na Oriente Média Para Cante Egícia Cante, Deixa o Mundo Ouví-la A Embaixada fez várias audiências, e também encorajava submissões online. Os juizo (dos quais eu sou um) reduziram as seleções a 40 candidatos antes de abrir o concurso a internautgas. Through February 23rd. anyone can listen and cast a vote through the website.

Porque deveria os EUA patrocinar um concurso de talento em Egito A ausência das vozes de mulheres apresenta um problemo sério a Revolução em curso; por isso, a gente incentiva e fornece meios pela expressão feminina. Além de cantar, cada mulher responde perguntas sobre o futuro do País. As finalistas participam em treinamentos de liderança e comunicações, além do cursos de música. A campeã, escolhida por voto público, ganha um viagem Nova York onde ela e um parente ou amigo ficará hospedada na Plaza Em Nova York,a ganhadota comporá uma música sobre o futuro do Egito e gravá-la junto com celebridade americano. A música, na lingua árabe e no inglês — será lançado em ambos paises, onde mostrará o novo Egito à audiencia estadounidense.

Esse projeto é um piloto. Com patrocínio privado podiamos alcançar outros pais da Oriente, assim como virar perene no Egito.

E agora passar a relatar um programa paralelo na Irã.

Depois vamos olhar um relatório menos empolgado e mais sobrio sobre a paisagem midiática nos paises tratados aqui.

Entretanto, seria interessante analizar a metáfora central do livro The Consent of the Networked  |  O Consentimento dos Enredados — ? — de Rebecca MacKinnon, musa do «Blogging Industrial Complex » centrado na Stanford e Harvard — o que eu gosto de chamar o Complexo Cultura-Industrial, em homenagem a Teodor Adorno.

Vou querer traduzir também esse relato sobre operações psicológicas no Afeganistão após o 11 de setembro …
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