Hipótese: A Anti-Escola de Frankfurt

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Tenho um ténue hipótese para ofecer, basada na «sociologia de hiperlaços» obtenida pela «aranha» WIRE, fruto código-aberto dos estimados colegas chilenos Carlos Castillo e Ricardo Baez-Yates.

O que acabo pensando enquanto peneiro estes dados é o seguinte: a atuação das consultorias primoridais na badalada renovação do revistas e jornais no mundo inteiro segue uma moralidade e uma estética já prevista pela Escola de Frankfurt — e por Teodor Adorno especificamente — e lamentada como uma falsa consciência levando à morte de civilidade.

No Filosfia da Música Moderna (1949), Adorno sustem uma polémica contra a beleza em si, alegando  que ela tinha virado parte da ideologia da avançada sociedade capitalista e da falsa consciência que sustenta a dominação social dela. Por isso, essa música contribui à manutenção de capitalismo fazendo dela «esteticamente agradável»  Só a música e arte  vanguardista  podem preservar a verdade capturando a realidade do sofrimento humano.

O discurso de inovação dos revolucionários discretos ecoa o análise o Manifesto Comunista sobre  o poder de inovação social das novas tecnologias de comunicação. Do Manifesto:

A burguesia, com a sua dominação de classe, que conta apenas com um século existência, criou forças produtivas mais abundantes e mais grandiosas que todas as gerações passadas tomadas em conjunto. A domesticação das forças da natureza, as máquinas, a aplicação da química à indústria e à agricultura, a navegação a vapor, os caminhos de ferro, os telégrafos elétricos, o arroteamento de continentes inteiros, a regularização dos rios, populações inteiras brotando da terra – qual dos séculos passados pôde sequer suspeitar que semelhantes forças produtivas dormitassem no seio do trabalho social?

Vimos, pois, que os meios de produção e de troca, sobre cuja base se formou a burguesia, foram criados no interior da sociedade feudal. Ao alcançar um certo grau de desenvolvimento, estes meios de produção e de troca, as condições em que a sociedade feudal produzia e trocava, toda a organização feudal da agricultura e da indústria manufaturaria, numa palavra, as relações feudais de propriedade, deixaram de corresponder às forças produtivas em pleno desenvolvimento. Travavam a produção em vez de a fazer progredir, transformaram-se em outras tantas cadeias. Era preciso quebrar essas cadeias e elas foram quebradas.

Esse Escola de Navarra, eu acho, mantem laços estreitos e bastante influência sobre osoi-disant Liberal Interacional que pretende ser o contrário dialético do moribundo socialismo — moribundo por não levar em conta a suposta superação de lutas de classe oferecido pela transformação de relações trabalhistas. O ritmo de mudança social é catastrófico. O ámbito é universal. A trans-valorização de valores demanda a expurgação do mundo que ele era e todas suas obras.

Assim, o Media Bistro ganha audiência com a imagem de uma profissao pós-industrial, criativo e boémio, ganhando dinheiro vendendo seguro médico.

A Sociedade de Jornalistas Professionais — SPJ — também está evoluindo nesse sentido.Eu sai quando eles premiaram A Judy Miller como campeã da liberdade de expressão.

Apenas o National Writers Union resta, junto com o Writers Guild, do sindicalismo do passado. Também o Post Guild, dos jornalistas do Washington Post.

Segundo os jovens jornalistas que eu conheço, há bastante decepção quando elese começam a pensar na segurança e bem-estar de uma família. Apenas adeptos da castidade e pobreza podem viver sem benefícios do tipo negociado por um legítmo sindicato. Ponte final.

Curiosamente, o movimente deve muito ao movimento Bauhaus, mas conta com a falta de conhecimento e contexto histórico para vender essa traje velho de vestido da noiva.

Falando no concreto agora, a badalada tranformação da redação é um reflexo da percebida necessidade de transformar as condicões do «proletariado de informaçãoes» em algo pós-«luta de class»ismo.

Esse discurso fica martelada em cada discurso provindo de todo o diverso e colorido setor de consultorias de mídia hoje em dia — pensa, por exemplo, da estratégia da Yoani, a blogueiro desde cuba e seu blog «Generaçión Y» …

Outra Geração Y: os meninos dos madrassa de Afeganistão e Paquistão, sem educação que não seja decorar o texto sagrado — e assim por diante. Olhem no Matéus 13, 19.

Nesse sentido, continuo estudando a consultoria Innovation Media Consulting como o líder de certo movimento em escala mundial, reconhecido pelo peso dado à estética e design, às custas dos padrões epistemológicos do Velho Jornalismo.

A invasão da narrativa escrita acontece junto com uma invasão de elementos gráficos chamativos, alguns até informativos, mas outros bem extrínsecos, arbitrários, meramente decorativos. Os dois figuram no crescente domínio de propaganda nas páginas interiores.

Abraça-se o atitude de «panis et circenses» frente o leitor ou espectador, com pautas tendenciosas seguindo o chamado «jornalismo narrativo», o qual aplica as artes de ficção procurando empolgar e chocar a audiência.

Continuo focando o Innovation porque seu trabalho é exemplar, quando da sua competência e capacidade criativa, e tem sido talvez o mais bem-sucedida campanha de «mindshare» — ganhando o assentamento da indústria quase que inteira — no mundo hoje.

O trabalho mais descatado da empresa pode ter sido os conselhos dados a El Pais, Le Monde, Libération — ! –, e o zaibatusu hispánico internacional, Prisa.

E naturalmente também — aqui entramos em terreno instável — porque os sócios mais importantes vem da Universidade de Navarra, da Opus Dei, alma mater de nosso querido Carlos Alberto di Franco, cuja lista de clientes inclui o Estadão e A Tarde, além do Discovery Channel tão adorado por minha mulher. (Eu confesso ter um certo apetite para o «infotenimento» apesar de achá-lo de mal gosto.)

Não há como negar que as mentes destes Mestres em Jornalismo escolheram um caminho propositalmente contrário à «ameaça vermelho» invocada dentro da igreja durante um papado no qual a teologia de liberação fora alvejada.

É um projeto de décadas e décadas de pensamento estratégico e de trabalho humilde na busca de perfeição e autonegação. É impressionante, mas a beleza do design disfarce o quanto os tradicionais códigos de ética — e epistemologia — estão sendo solapados, enquanto o trabalho preciso para realizar uma pauta jornalistica séria fica rebaixado ao mero «conteúdo».

Sobra de influência da rede Atlas

O mais curioso, talvez, é  o quanto esses guerreiros da fé adotam as táticas do inimigo — infiltração, organização em células, contrainformações, assunção de nome de guerra, e coisa e tal.

Grupos afiliados como Atlas fornecem os recursos pela reprodução de organizações simpáticas em outros paises, multiplicando-se a mensagem como no milagre dos pãos e peixes.  Fazem uso frequente de um discurso que apela para uma nova geração — o primeira de ser educada num mundo cem porcento digital, segundo Juan Senor — algo que ecoa a prática de alienar adeptos das famílias biológicas dentro da prelazia, segundo relatos de ex-miliantes.

Foi assim como eu estava pensando.

Preciso reler meu Minima Moralia e Cyber-Marx. Sem esquecer do Popper e  Habermas, é claro.

Mas enquanto isso, pelo menos, eu posso anunciar que eu criei um mapa conceitual do setor de midia no mundo inteiro, usando automação.

Os laços «out» do domínio WAN-IFRA.org, segundo nosso robô. Entre parénteses, o número de citações.