Rosental Alves | Enredado do Ano

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Um dos exemplos que eu tenho seguido nesse projeto é o SourceWatch, projeto do Centro para Mídia e Democracia. O projeto pretende atrair contribuintes para um wiki-observatório que permite o acompanhamento de pessos e organizações no contexto de relacionamentos institucionais elaborados na forma de redes — as famosas direitorias entrecruzadas.

Infelizmente, como acontece com projetos dessa natureza, o voluntariado nem sempre fornece pesquisa de qualidade a posto me  dia.

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Tome por exemplo a Fundação Knight, a entrada sobre a qual fica sem atualização desde 2007 e ainda assim, faltando o tipo de análise fornecido pelo projeto They Rule — «eles mandam».

Mostrado acima, esse site, aliás, ficou fora do ar quando o consultei hoje.

Eu vivo dizendo que o processo de organizar dados sobre essas estruturas fica bem mas fácil quando reduzido ao trabalho de diagramá-lo visualmente.

Assim começa a aparecer laços secondários e estrturas de hierarquia e dependência que diz ao respeito do jeito de trabalhar.

Um exemplo ao qual sempre volto: a fundação Knight, um fundo familiar de um magnato de jornais com US$ 2 bilhões não e que doa USD$150 milhões por ano em apoio do avanço do jornalismo.

Sua influência talvez será familiar aos leitores tupiniquins pelo apoio com que o ABRAJI foi fundado uns poucos anos atrás.

O Source Watch não tem dados atualizados e portanto não reconheçe a centralidade do veterano consultor de Jornalismo 2.0, Rosental Alves, nas campanhas da Knight em América Latina.

Ao doutor Alves cabe um perfil comum em projetos como este: Um veterano gerente de redação — no caso de Alves, o Jornal do Brasil e Correio Braziliense (ambos fracassos notáveis quando do Jornal  2.0, aliás) — virado estrategista e consultor no setor academico ou setor terceiro.

Vemos, por exemplo, ex-editores de jornais pertencendo aos grandes grupos de jornais da idade de ouro — Knight-Ridder, Scripps Howard, e outros — junto com profissionais do mundo de filantropia e gestores de investimento.

A fundação divulga informações pertinentes sobre como tudo isso funciona, embora no formato de um «formulário 990» — como é tão chato de se ler.

Desculpe, não dá para acabar essa nota do jeito que eu deveria, mas em fim, vamos ver o tipo de entrecruzamento do qual falamos: a Fundação compartilha o conselheiro diretor Chris Hughes, do Facebook, com a Comissão de Inovação do Departament de Estado. É uma mistura interessante, embora nem tão rara assim, de financiamento híbrido do setor público, privado e terceiro.

O que aprendi com isto é da existência desse tal de Orbicom, ligado ao UNESCO. Precisa de um perfil.

Os laços com Univision e El Heraldo são intrigantes também.

Uma visão mais amplo dessa ecologia de laços compartilhados: