Canso, Cansei e Cansarei | O Discurso de Saca-Cheiismo

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El costo (d)e la vida sube otra vez
el peso que baja, ya ni se ve
y las habichuelas no se pueden comer
ni una libra de arroz, ni una cuarta de café
a nadie le importa qué piensa usted
será porque aquí no hablamos inglés
— Juan Luis Guerra

Jamais cansarei de desconstuir campanhas publicitárias, tal como a boa e velha «Cansei» de alguns anos atrás.

Quanto Custa o Brasil pra Você, por exemplo,  é uma campanha publicitária conjunta nos mesmos moldes, essa vez montada por

  1. a OAB-DF, o
  2. Instituto Milennium, o
  3. Instituto Brasileiro de Ética Correncial  | ETCO, e o
  4. IBPT, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributarial,

junto com um grupo de especialistas em legislação tributária da Universidade de Brasília.

O apelo está sendo a mesma bandeira içada pela Cansei — ou seja, um apelo à um sentido de frustração na face de um Brasil que continuaria ineficiente.

Vá ver que a campanha Brasil Eficiente, da FIESP e outras federações estaduais, está colaborando com a advogacia e os devotos à Santa Ayn Rand.

O análise de HITS — vértices de maior centralidade — mostra os pontos influentes, ou pelo menos os mais provavelmente capazes de influir.

Essa suposição é fortalecida pelo grau incomum de «maximum flow» entre os dois sites, acima, no Pajek.

 

Mas voltando ao Quanto Custa: segundo uma pesquisa WHOIS, a agência de propaganda responsável pela Custa — ou uma delas, pelo menos — seria o Livre Inciativa Comunicação de Marketing.

A Brasil Eficiente, por sua vez, é montada pelo IPESPE .

Um análise do seu «ecosistema digital» do Quanto sugere que a agência Proxxima — sofisticada no que trata de estratégia digital — também tomou parte na montagem e articulação.

Nota bene, o CUT está presente nesse cenário apenas por conta de um laço de Facebook — e portanto se chama na gerigonça da ciência social de «cut vertex» — uma vértice «de corte», a remoção do qual divide a rede em grupos isolados e independentes. Enquanto permanece serve de «ponte», ou seja, uma avenida de fluxos comunicacionais.

Os fluxos esboçados por esse análise preliminar sugerem que matérias parajornálisticas estão sendo veículadas por orgãos da imprensa: ConJur, Correio Braziliense e Meio e Mensagem. Levanta, pelo menos, a pergunta sobre sua isenção. É uma prática corrente na imprensa especializada brasileira — sempre penso na Revista PEGN, que começou como uma campanha publicítaria antes de se transformar em uma ONG responsável por uma programa de rádio e um veículo impresso.

A campanha sob análise apresenta outras possíveis afiliações que merecem estudo. São

  1. A Voz do Cidadão
  2. Anesp
  3. Ministro Cidadão
  4. ANPR
  5. Prêmio Innovare

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