Admirável Internauta Novo | O WPFC

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«É possível oferecer uma sofisma em favor de qualquer proposição, inclusive aquela que seja verdadeira»

Este sendo um blog sobre, entre outros assuntos, fluxos globais de conteúdo e pensamento medidos pelas técnicas de analise de redes sociais, eu gosto de vez em quando mostrar a técnica utilizada para navegar and avaliar a importância estrutural, virtual e atual dos «key men».

Assim, o internauta institucional do dia é a WPFC | World Press Freedom Committee, consórcio mundial de grupos de grupos de empresas de mídia.

No linguajar de redes sociais, funciona como um «corretor» ou «liaison» entre varios constituentes que servem o mesmo papel para constituentes seus.

Eu às vezes acho que esses papeis fundamentais podiam ser resumidos no conceito de «intérpretes» e «interpretações», mas vamos deixar isso para outro dia.

Na gíria da Organização Virtual, essas entidades funcionam como fornecedor de recursos para um VoBE — Virtual Organziation Breeding Environment, ou seja, «incubadora [criadouro] virtual de organizações [virtuais]».

Argumento ad Novilinguum

Quando dessa VoBE, o WPFC, sua atividade mais importante, além de gerenciar um fundo mundial contra a censura, parece ser a redação de argumentos prontos contra atentados à liberdade da imprensa.

Voltaremos aos «codinomes» depois.

A Mesa Redonda de Mesas Redondas

Primeiro, porém, e segundo ele mesmo, a commissão coordenadora do WPFC

… pode ser pensado como uma mesa redonda, e cada integrante como um cavalheiro.

A associação próxima com a fundação Knight faz do conceito um jogo de palavras para insiders. Entre os banqueiros globais do Jornalismo 2.0, Knight é talvez o mais ativo e mais visível à exploração de redes por meio de «aranhação» ou «spidering».

Um análise da «vizinhança» da agência CIMA.NED.ORG — National Endowment for Democracy, uma para-ONG abastecido pelo dinheiro do contribuinte — mostra uma proximade próxima e funda entre WPFC e outros fontes de conteudo e estratégia ideolóica e retórica, o Knight Digital incluido.

Cada cavalheiro representa eleitorado próprio e coopera com outros cavalheiros em projetos e protestos, participam em um Fundo Contra a Censura, e recebe relatórios sobre tendências e ameaças por meio do representante europeio Ronald Koven e entre si.

Desde 1981 o grupo se reune duas vezes por ano, para trocar informações e coordenar atividades. Cada organização participante é representada pelo CEO-presidente e seu COO. WPFC gerencia o Fundo Contra a Censura.

Aqui aparece pela primeira vez as entidades de classe nacionais e regionais.

Mas agora: o suposto «direito à comunicação» seria um complòt comunista?

Um análise do URL «direito à comunicação» dentro de nosso banco de dados mostra o conhecido PCdoBista Altamiro Borges, da agência Carta Maior, comentando o assunto. Então, sim, parece ser um «meme» ou argumento fixo da esquerda, ou de uma das esquerdas.

As Sofisticas Sofismas do WPFC

Divulgada pela primeira vez em 2002, o panfleto do WPFC pertence ao gênero literário da «crítica à Novilíngua» — prima mais educada da reação grosseira contra o «politicamente correto» — e, de fato, descreve muitos dos argumentos utilizados em embates entre o jornalismo e o poder desde aquele ano.

Nesse livro, 18 jornalistas consagrada e militantes pela liberdade da imprensa olham alguns dos disfarces linguísticas utlizadas para esconder esforços para controlar informações. Utilizando terminologia astuta que esconde as críticas ou pulam ações oficiais, a mídia virou um bode expiatório para um sem número de maus sociais, como pornografia e pedofilia, racismo, atentados contra segurança nacional, conflitos étnicos e — desde o 11 de setembero — terrorismo. …Sem a vigilância e forte reação pelas vigias de liberdade, verbetes escorrergadio discutidos nesse libre possam invadir a lingua cotidiana de legislação e governo, desembocando em regras que sufocam a imprensa …

A lista de supostas sofismas daria para classificar um sem-número de argumentos apresentados pelo Observatório no passar de tempo e ainda hoje, sem ironia, cinismo ou sofismas.

  1. «Responsibilizar» a imprensa — [comenta]
  2. Impor «códigos de ética» nos jornalistas — [comenta]
  3. Limitar cobertura em nome de privacidade — [comenta]
  4. Impor «auto-regulamentação» na profissão — [comenta]
  5. Restringir accesso aos, e distribuição dos, dados — [comenta]
  6. Exigir a habilitação de jornalistas — «Apenas sete paises no América do Sul ainda requerem o licenciamento de jornalistas» — lembre-se de que o ensaio saiu em 2002.
  7. Tentar impor legislação pela «proteção» de jornalistas — Principalmente em casos onde o poder quer impedir a entrada em lugares «de risco» …
  8. Legislar requisitos para notícias «verídicas» — [comenta]
  9. Impor limites na Nova Mídia — [comenta]
  10. Disfarçar propaganda estatal como «radiodifusão pública» — [comenta]
  11. Argumentar que diferenças de «valores» justifiquem restrições ao noticiário — [comenta]
  12. Interdição de reportagens classificadas como «promoção de ódio» — [comenta]
  13. Advogando para um «direito a comunicação» — [comenta]
  14. Crimnalizar processos jurídicos contra a imprensa — [comenta]
  15. Limitar notícias por meio de leis de honra — [comenta]
  16. Impor indenizações no jornalismo — [comenta]
  17. Exigir o «direito à resposta» — «O direito à propriedade privada é violada pela legislação de direito à resposta» | Fonte: Declaração de Chapultepec

Me parece como um exemplo do argumento tipo «falácia da falácia», ou seja, um argumentum ad logicam utilizado para desviar o foco da discussão do concreto à meramente formal. Combina bem com o ataque no homem de palha.