Correa x El Universo | Campanha e Contra-Campanha

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O presidente do Equador, Rafael Correa, convocou nesse sábado (26) os cidadãos de seu país a realizarem um boicote, deixando de comprar jornais e de assistir a canais de televisão que fazem propaganda aberta e mentirosa contra seu governo, com o objetivo de derrubá-lo e recuperar o poder que tinham.

Relativamente superficial e perfunctorio tem sido a cobertura da guerra de informações montada pelo governo equadoriano nos últimos anos, para minha surpresa.

No Observatório da Imprensa lemos o argumento esperado, de que a vitória do presidente no processo contra responsáveis do diário El Universo seria um precedente perigoso — argumento bem fundamentado, aliás.

Lembre-se de que o presidente ganhou o caso criminoso, fazendo questão de frequentar as audiências pessoalmente. O jornal fora mandado a pagar $ 2 milhões e os editores foram sujeitos à quatro anos prisão, antes do Correa anistiá-los e doar a multa a uma filantropia, me esqueço de qual.

Agora, Correa parece estar mudando de tática com a chamada a um boicote contra veículos ditos sujos e mentirosos — descrição cabível em muitos casos, seja dito, embora o pais conta com jornais de qualidade como El Economista — cliente da consultoria Innovation Media Consulting, aliás.

“Poderíamos realizar um boicote cidadão contra esta imprensa. Temos 80% de apoio popular. Como podemos colaborar com a revolução cidadã? Não comprem esta imprensa corrupta nem para fazer caranguejadas, nem para amadurecer abacates”, disse Correa em seu informe semanal, transmitido neste sábado.

O que eu acho interessante em tudo isso é a estrutura de apoio montando por ONGs e alianças internacionais para o assediado colega.

Os dados são de uma «aranhação» minha de 4 milhões de docmentos e 200.000 URLs. Utilizava-se o software WIRE, de C. Castillo et al. da Universidade de Chile, e, para o análise dos dados recolhidos, o Pajek.

IFRA, PressNet, Press-IASN e INMA são todas entidades de classe relacionadas com o World Association of Newspapera, assim como e a ANJ brasileira.

Laços signficativos conectam o diário equadoriano a veículos brasileiros por meio de entidades de classe regionais e hemisféricos.

Há duas consultorias referenciadas nessa rede, a Errea Comunicación e o ATEX. Este último tem como clientes a Editora Abril e os Diários Associados do Brasil, entre muitos outros.

A espanhola Errea tem como clientes um grande número de jornais, desde a Gazeta de Paraná and o Estado de S. Paulo brasileiros até o Al-Bayan em língua árabe e El Pais — este último o nau almirante da frota de periódicos digitais inovadasnovos em folha..