«São Paulo, a Detroit do Brazil», ou Seja …

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Nem tão novo assim, mas ainda admirável, o documentário seguinte sobre a livre imprensa no Brazil durante a Segunda Guerra Mundial:

Eu tenho um certo fascínio com as curta-metragens do princípio e o meio do século passado — e filmes documentários em especial, pre-cursores da moderna programação de canais de TV a cabo, tal como a Discovery e NatGeo.

Na época, havia sim o infotenimento — a mistura de educação com entretenimento — nessa produção toda de curtas exibidas antes do fime principal, mais em geral, apelava à curiosidade da platéia, convidando o telespectador a um sentimento de humanidade compartilhada e não a suas crenças e preconceitos. Eram bem-humorados e espirituosas sem diluir o aspecto educativo. 

Traduzo o comentário subido pela fonte desse filme, no site Archive.org:

O filme trata-se da produção de jornais na cidade de S. Paulo — a Detroit do Brasil, ou será que esta é a São Paulo de Gringolândia? — e na verdade é entre os documentários do gênero «visita à fábrica» que conheço. Fornece bastante informação sobre a publicação de jornais nos anos 1940, onde o negócio, como nos disse o narrador, era quase o mesmo do que lá em casa. A mensagem propagandística parece ser que paises livres têm imprensa livre, diferente dos paises do Eixo.  Muito provavelmente servia de angariar simpatia para nossos aliados brasileiros.

Como o filme foi feito em 1942, ele aparece poucos meses após a declaração de guerra contra Itália, Alemanha e o Japão, e escolha para seu exemplar de liberdade um orgão historicamente anti-Getúlio, liderado pelo conceituado jornalista Cáspar Líbero e finalmente sorvido pela Folha de S. Paulo no fim dos anos 1960s.

Ficha Técnica

Faz tempo que eu não trabalho com vídeo — antigamente eu fazia «mash-ups» com filmes de domínio público, utilizando a ferramento de inserir títulos na Cinelerra. Fazia principalmente para meu próprio prazer. Não tenho muito talento por isso.

Melhor seria poder editar as legendas com um programa feito para isso, Subtitle Editor — mostrado acima — e depois «queimar» as legendas dentro do arquivo-fonte. Antigamente eu utilizava MainActor — pacote comercial — mas parece não estar disponível mais.

Estou tentando fazer essa mesma tranformação, então, com Avidemux ou com HandBrake. Quando eu conseguir o resultado desejado, vou postar naquela Santa Ifigênia da Internet, YouTube.

Esboço de um projeto acabado, com lacunae.