Brasil Em Guerra 1942 | Homenagem a Sylbeth Soriano

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Nova e notável, uma homenagem à tradutora Sylbeth Soriano:

Brazil Enters The War 1942 | YouTube

Eu tenho certo gosto ou predileção para filmes de propaganda daquela época, a época quando meu avó deixou a familia atrás para pisar nas areias de Normandia e pegar estrada até Berlim sob constante ameaça de morte.

Ainda tenho comigo uma lâmpada feita de uma bomba incendiária que caiu sobre a tenda dele sem explodir. E a pistola Luger que ele recebeu de um oficial nazista que se rendeu a ele.

Com respeito ao conteudo do filme, lembra muito o argumento daquele livro de Stefan Zweig.

Referente à tradutora, que trabalha em vários sériados — House, Law & Order — eu também gostaria de dominar a arte nada simples de capturar o tom e conteúdo de textos difíceis. Naturalmente, eu fico sentado lá no sofá coçando a bunda e dizendo que eu teria traduzido melhor. Mas posso?

Vamos ver.

Acho que o filme erra quando descreve os gaúchos do Sudeste sobre metragem que parece mostrar boiadeiros de Minas — personagens de Guimarães Rosa — ou dos sertões do Nordeste.

A história do renascimento da indústria de borracha natural — hevea brasiliensis — também achei interessante. Segundo uma história da indústria,

Em 1876, os inglêses contrabandearam sementes da seringueira da Amazõnia ao Jardim Botânico de Londres e enxertaram-nas, produzindo novas variedades mais resistenties. Estas foram utilizadas para estabelecer enormes latifúndios de borracha na Ásia, e na Malásia e Singapura em especial.

Na década dos 1920, o Henry Ford tentou estabelecer uma fonte cativa de matéria prima, a famosa Fordlândia sobre o qual já deixei algumas anotações.

Os elogios à ordem social do Estado Novo são interessantes também — uma tentativa de igualar o New Deal — Nova Cartada — com o Estado Novo getuliano.