Diplomacia | Quem Será o Ex Post Hillary?

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COHA | Conselho Sobre Assuntos Hemisféricos: Candidatos ao Secretariado de Estado e seus pontos de vista sobre América Latina.
Por: Joel Jager
Tradução parcial: C. Brayton

Pelo leitor solitário do meu pobre portugûes, um análise interessante sobre as mudanças no Secretariado de Estado dos EEUU, onde dois nomes têm emergidos ultimamente: John Kerry, Senador e presidenciável de 2004 e Susan Rice, cuja nomeação a oposição no Senado promete infernalizar por razões que ainda não entendo.

Veja — a maior revista lusófona dos Estados Unidos — tem a história: Ele supostamente passou informações incorretas sobre um ataque terrorista na Libya.

Existem inúmeras matérias sobre a escolha do successor de Hillary — nós gringos gostam de um boa corrida de cavalos. Achei a análise seguinte interessante, porém. pelo tratamento explícito de relações com o Brasil. Traduzo:

Espera-se que o President Barack Obama nominará um novo secretário do Estado quando  Hillary Clinton pretende demitir-se, após a toma de posse em janeiro. Clinton era uma viajante prolífica durante seus quatro anos na frente do Departamento de Estado, visitando o Caribe e a América Latina 14 vezes, embora jamais de modo muito transformativo. A extensão do valor dado à região pelo sucessor terá consequências importantws pela cooperação e competição entre regiões.

O Senador John Kerry e a embaixatriz à ONU Susan Rice e o Kerry são os candidatos mais cotados para o cargo. Nenhum especializa-se em América Latina, mas suas aproximações à região no passado podem dar uma pista sobre suas políticas se aprovados.

John Kerry

Senator John Kerry, presidente da commissão de relações estrangeira no Senado e candidate à Presidência em 2004, é um candidato muito cotado. Também foi mencionado como um possível Secretary da Defesa.He has also been mentioned as a possible candidate for Secretary of Defense.

No passado, Kerry se mostrava não muito receoso de denunciar a política convencional na América Latina. Durante os governos do Reagan e Bush Pai, alvejado por críticas tanto da esquerda quanto a direita, Kerry condenava o governo federal pelo financiamento de narcotraficantes com laços aos Contras. Kerry também lançou uma investigação sobre o Bank of Credit and Commerce International (BCCI), suspeito de lavar dinheiro para Manuel Noriega, ex-ditador panamenho. O banco acabou fechando em 1991.

No Senado, Kerry continua defendendo livre comércio desde que seja aplicada em forma responsável. Kerry votou pelo NAFTA em 1993, por exemplo, mas contra a versão caribenha,  CAFTA, em 2005, porque CAFTA não oferecia proteção adequada aos trabalhadores da região.

No dia do voto sobre CAFTA , Kerry discursou contra a medida no plenário, dizendo, “Devemos assegurar que um acordo de livre comêrcio com a America Central … encoraja crescimento e oportunidades de forma abrangente e equilibrada para todas na região.”

Em 2009, Kerry escreve um artigo intitulado “O Fulcro de Nossa Nova Relação nas Américas,” dizendo que os EEUU deveriam “cooperar com América Latina para mudar de forma fundamental o uso de energia no hemisfério ocidental, protegendo suas florestas e matos.

Kerry também apoiava um PL liberando as viagems para Cuba, introduzido em 2009 mas jamais votado. A nova lei teria permitida cidadãos estadunidenses acesso irrestrito à ilha. Kerry disse que “a lei não levanta o embrago nem normaliza relações,” mais simplesmente impede o governo de import limites nos movimentos dos seus cidadãos.

Susan Rice, ex-embaixatriz à ONU e conselheiro de longa data de Obama, Rice também e considerado uma forte candidata para o secretariado de Estado.

Durante uma coletiva no dia 14 de novembro, Obama externalizou sua confiança na Rice, defendendo-a de críticas segundo as quais ele é inadequada pelo posto. Ao contrŕio de Kerry,que lidava com assuntos de América Latina na commissão de relações estrangeiras do Senado, Rice ainda não desfrutava a oportunidade de difundir suas políticas pela região. Suas únicas interações com paises no hemisfério tomaram lugar na ONU, onde realidades políticas deixou ela em desacordo com o Brasil e Cuba.

Definindo-se como uma pragmática com princípios, Rice ja mantem um atitude forte quando dos direitos humanos e assuntos humanitários. No ano passado, seu apoio para intervenção na Síria levou a um embate retórica com o Brazil no conselho de segurança da ONU. porque a medida recusou a pressionar o regime de Assad.

As relações de Rice com Cuba também serão difíceis no começou por ela ter sido embaixatrix à ONU. Nos EUA, Rice defende o embargo cubano e critica os abusos de direitos humanos do regime. Por outro lado, num discurso à ONU em outubro de 2009, Rice disse que “nos demonstramos estar prontos a engajar o governo da Cuba sobre assuntos tendo a ver com a segurança e bem-estar de ambos nossos povovs. e apontou passos positivos no sentido de reconciliação. Apesar disso, é difícil imaginar ela mantendo tal atitude conciliatório no futuro sem grandes concessões pelo governo dos Castros.

E Agora?

O currículo de John Kerry mostra um homem disposto a aplicar um método inovador aos assuntos regionais, mas resta uma dúvida, se seu atitude permaneça igual a sua antiga perspectiva.

Enquanto isso, como embaixatriz à ONU, Susan Rice tem sido apenas um intermediário pela distribuição da política do seu governo.

Seja quem for nomeado, porém, a America Latina provavelmente se manterá no banco traseiro, dado o foco do governo americana na Oriente Média e a Ásia. America Latina surgirá apenas no contexto de livre comêrcio, e relações com Cuba e Venezuela continuarão longe de amistosos.

Tanto a nomeação de Kerry quando a da Rice possa sinalizar uma nova oportunidade de quatro anos nas relaçãoes hemisféricas, mas a nova época não deve ser muito diferente da velha.

Por: Joel Jaeger, Pesquisador Associado, Council on Hemispheric Affairs