Gêneros de Jabá | O Relatório Rick Rockwell, III

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tem jabacule

Hoje, continuo com a tradução de um estudo de 2002 sobre a corrupção da imprensa na América Latina. Faria um bom prelúdio de um estudo sobre as mudanças, se houvessem, durante a última década.

O relátorio de Rick Rockwell da American University leva uma riqueza de dados sobre a corrupção dos meios de comunicações na América Latina. Cito o artigo à seguir, a segunda parte de uma tradução em três partes.:

Hoje, mandei um e-mail para o autor perguntando sobre leituras que eu deveria fazer par atualizar meu conhecimento do assunto, e chegamos a falar um pouco sobre o sistema de jabaculê no Brasil.

No trabalho de Rockwell e seus colegas, há muito a ser dito sobre esquemas como la gacetilla mexican e la botella panamenha, por exemplo, mas — talvez pelo Brasil não ser tão Latinamericano assim — o jabá continua o jabá que continua o jabá.

O nome lembrar aquele monstro, o Jabberwocky,de Lewis Carroll.

Mas na prática é mais discreto.

Um Dia Eu Gostaria

Um dia, eu  gostaria de escrever um artigo sobre todo o jardim botânico de todo tipo desses jogos de cintura capazes de corromper a relação de confiança entre jornalista, leitor e fonte.

Estou pensando em ver se eu não consigo marcar umas entrevistas sigilosas pela comunidade de Nassif. Minha testemunha mais íntima — a patroa — já tem suas histórias a contar.

Hoje, por enquanto, o texto traduzido continua com a análise de três casos diferentes: Honduras, Guatemala, e México.

Presta atenção especial ao caso do homem que copiava, na Honduras.

Imagine se uma revista de circulação enorme divulgasse os nomes de jornalistas da casa flagrados jogando no jabá. Aconteceu. Na vida real. Juro.

.HONDURAS

Não muito longe da Panamá, na Honduras, jornalistas tentam criar uma nova cultura, fundamentada na ética, mas acabam occupando uma zona cinza e aceitando subornos “embaixo de mesa.”

Dois anos antes dos avanços na Panamá, um escândalo parecido apareceu nos jornais de Honduras.

Um  jornalista deixou numa máquina xerox numa papelaria uma lista de jornalistas que figuravam na folha de pagamentos do Tribunal Nacional de Eleições, os donos foram obrigados a enfrentar quem estava aceitando propinas.

Vilma Gloria Rosales, editora de Tiempo, resolveu divulgar a lista, apesar de uma ameaça de morte pelo jornalista que deixou o original na máquina, que estava tentando fazer as contas sobre quem devia receber quanto.  Rosales também compartilhou a list com colegas e concorrentes.

No jornal La Prensa — sem relação com o jornal panamenho — o redator-chefe Nelson Fernández  … tambem resolveu publicar a lista de corruptos, apesar de que continha nomes da sua própria redação.   O atitude foi significatvo, por envolver os maiores e melhores jornais de Honduras. Fernández e Rosales decidiram demitir jornalistas que tinha aceitos os subornos do governo.   Esse confronto foi creditado pelo fim de práticas corruptas em várias redações do País.

Mas não resolveu o problema para sempre.  Somente seis anos depois, a redatora da  La Prensa de Honduras, Maria Antonia Martinez, confessou saber que a corrupção continuava na sua redação, só que agora os jornalistas eram sábios o suficiente para esconder essas práticas.   Em geral, disse que corrupção ainda infetava as redações do pais, embora a quantia de dinheiro caiu.

No novo sistema, disse Martinez, a corrupção toma várias formas.

As vezes, funcionou como um esquema de chantagem.  O jornalistas pesquisaria uma reportagem negativa sobre alguem, e então se approximr à pessoa ou empresa, pedindo uma propina para enterrar e rasgar a matéria.

Às vezes, patrões poderosos contratam jornalistas para fazer dossíês sobre seus desafetos e inimigos.  Em 1998, Martinez flagrou um repórter seu fazendo exatamente isso.  Optou por não demitir o subordinado, mas o repórter foi rebaixado e transferido a outra área de cobertura.   O jornalista tinha cultivado seus patrões corruptos enquanto fazia a cobertura dedicado a setor.

Editores frequentemente tomam parte desses esquemas e recebem uma porcentagem.  Esse sistema, curiosamente, permite a venda de informações e matérias noticiosas do mesmo jeito de que se vende propaganda.   Como na Panamá, as ONGs de Honduras dizem que custava dinheiro para emplacar uma matéria ou texto na maioria dos jornais.   Se bem que os grandes e influentes Tiempo e La Prensa mudaram de prática, a corrupção não foi emborar para sempre.

Na Honduras, o sindicato de jornalistas recuaram após propor um plano para afastar colegas corruptos.   O que destacavam o caso de Honduras era a resposta do governo à nova agressividade da mídia.   Comparada com a resposta lenta e bureaucrática do sistema panamenha, no Honduras a ameaça de violência poder ter reduzido a evolução do novo sistema, resultando no impasse do hoje.

Em 1993, a mídia hondurenha começou a experimentar críticas ao governo militar.   Embora os hondurenhos votarem,os militares era quem tocava o governo..  O começo dos 1990s era um período de mudança, porém.. Paulatinamente, o governo civil e a sociedade civil adquiriam cada vez mais poder.  Numa clima de novas liberdades, a mídia achou o momento oportuno par expor a guerra suja conduzida contra a oposição durante os 1980s.   La Prensa (Honduras) ganhou um prêmio para uma reportagen sobre execuções e desaparecimento pelos quais os milicos foram culpados.

Mas a imprensa hondurenha ia aprender logo que história é história mas que journalism no dia-e-dia e outra coisa.   Uma das maiores emissoras do pais revelou uma conexão entre os militares e o assassinato de um empresário conhecido, em  San Pedro Sula em 1993.  Os jornalistas da TV que trabalhavam nessas reportagens logo começaram a receber ameaças por causa do seu trabalho.   Num tentativa de apoiar colegas, Tiempo publicou um séries sobre as ameaças e sobre o indiciamento original.   Justo no dia dessa matéria aparecer no Tiempo, co-dono Yani Rosenthal, viu sua casa incendiado.  Um dos repórteres da TV que recebeu o furo original fugiu do pais por conta das ameaças recebidas.

Após o incêndio, Col. Mario Hung Pacheco, chefe da PM, fez declaração.  AHung Pacheco’s forces were responsible for police duties in the capital and in San Pedro Sula.  Hung Pacheco observou na sua declaração que os militares mantinham fichas sobre todos os jornalistas e rotineiramente monitorava suas atividades.  Such news had a chilling effect on journalists who were fearful of violence directed by the military.  O pronunciamento pode ter reduzido a nova agressividade da midia e sinalizava o fim do projeto de expurgar da redação os jornalistas na folha de  pagamentos do governo.

Mais tarde, Hung Pacheco virou general, e eventualmente chegou a chefiar as forças armadas da Honduras.   Em efeito, isso fez dele a maior autoridade no País, devido ao fato de que o chefe das FFAAs não respondia à ninguem — o presidente não podia demití-lo — e o congresso do pais rotineiramente approvava as escolhas dos generais mais antigos.  Hung Pacheco, porém, foi o último comandante  a ficar acima de responsibilidade constitucional. O Pais voltou ao control da presidência em 2000.Honduras’   Ainda assim, a subida de Hung Pacheco representatva o fim de investigações sobre delitos cometidos por militares.

No fim dos anos 1990s, a transição à democracia coincidiu com a emergẽnica de donos de mídia como donos do poder.   Ex-president Carlos Flores Facussé é dibe de La Tribuna, entre os mais poderosos do País. Durante o governo Flores administration, pessoas com ligações íntimates dizem que Flores e uma cabala de outros donos de mídia com influência sobre o Partido Liberal, capnaram vozes dissidentes, reprimia concorrentes que não concordavam com a linha ideológica, e ocultamente estabeleceram a pauta da mídia.(Sarmiento, 1998).  Esse grupo poderoso de donos de mídia parecem felizes de deixar a questão de corrupção embaixo da tapete, onde parece que os sistemas políticos e midiáticos expiaram os abusos do passado.

Auto-censura é o resultado final para a maioria de jornalistas hondurenhos, que têm deixado o campo de batalha aos poderes militares e civis cujo poder consiste nos laços com as forças econômicas mais forte. A injustiça social recebe pouca cobertura. (Guevara, 1994).

Sandra Maribel Sanchez, uma âncora e jornalistas conhecida como honesta, fiável e ética, escolheu virar umas das cricias mais visíveis no País.has also chosen to become one of that nation’s chief critics.  Durante uma conferência na Panamá em 1999 sobre a mídia na América Central , Sanchez se diz concordar com quem chamou a mídia hondurenha como “mafiosos insaciáveis” no seu appetite para propinas. (Fliess, 1999).  Embora notava que existem mais jornalistas isentos do que no passado, culpou os donos da mídia por não ter impelido reformas.

De propósito, Sanchez foi um dos últimos jornalistas do Pais a divulgar o fato dela sofrer ameaças de morte.   En1996, Sanchez recebeu ameaças por telefone após relatar um esquema de corrupção no Congress e nas FFAA.  Mais uma vez, alguem que desafiou o sistema em Honduras foi avisado a se calar.

Enquanto essas mensagens são muito mais agourento do que os processos envolvendo jornalistas na Panamá, no fim das contas são táticas muito parecidas.   Na Panamá, quando um inmvestigador como Gustavo Gorriti começou expondo corrupção, o estado fez uso de vários mecanismos para calá-lo.  Ataques diretos contra Gorriti, embora legal e não violentes, serviam para avisá-lo a limitar sua liberdade de expressão e para avisar colegas dele no Congresso.  Em Honduras, a reação foi mais ameaçadora e brusco.

De repente, as autoridades descubriram que se não podiam mais contar na corrupção, teriam que tornar à violência para calar críticas.   As the violent reactions against editors and reporters and threats against them show, when the system of corruption is challenged, violent reactions seem almost inevitable.  In this way, those who support and participate in compromised journalistic systems also are supporting violence as the ultimate means of control against journalists and members of the media who refuse to accept the controls imposed by these corrupt systems.

GUATEMALA

Em Guatemala, o Estado também teve um impact importante no nível de corrupção nos 1990s.  Nesse caso, porém, a política teve o efeito não-esperado de reduzir a corrupção dentro da mìda.   O governo do Presidente Alvaro Arzú Irigoyen resolveu exercer seu murro econonôpmico para mudar o sistema mediático.  Para tomar a vantagem, Arzú mandou oficialmente o fim de propinas pagas a jornalistas — tanto as ilícitas quanto os subsídios admissíveis  Também mandou preparar e divulgar uma lista de todos os jornalistas que aceitavam propinas.

A nova política produziu um efeito de propagação.   Veículos de mídia foram obrigados a enfrentar alguns jornalistas sobre suas práticas corrupts, porque o governo tinha os exposto.   Também, outrous negócios e instituições que tinha utilizada a propina como um método de emplacar matérias nos jornais ou de assegurar a não-publicação. Aqui tambem as entidades corruptas seguiam nos passos do governo e deixou sua prática do chamado “fa-fa”

Ao mesmo tempo, o governo Arzú deixou do pagar anúncios em muitos dos jornais e revistas, pagando propaganda apenas a veículos considerados amigáveis ao governo.  O governo de Guatemala é de longe o anunciante maior do todos, e também sabia-se que o governo era a fonte maior de propinas pagas aos jornalistas. Por isso, as reformas tinha um efeito contundente.

Também mostrou-se eficaz no combate ao fa-fa.  Mais havia outros fatores na luta contra corrupção na Guatemala.  Donos e redatores guatemaltecos citam uma nova geração de jornalistas que rejeitam propinas.  A mídia aumentou salários como uma media anti-corrupção.  Esses fatores, juntos, esão reduzindo a corrupção do sistema.

Mas fa-fa ainda não sumiu para sempre..  Redatores de vários diários dizem ter punidos repórteres seus por aceitar propinas durante o governo Arzú   Alguns dos jornais tem uma política escrita e formal proibindo a toma de subornos.

“Um único jornalista pode nos custar toda nossa credibilidade,” explica Gustavo Berganza, redator do Siglo Veintiuno in 1998.  “Temos que lutar todo dia, porque o governo, o setor empresarial, e agência de RP não parem de nos oferecer dinheiro.” Como já notado, o governo Arzú deixou de dando subsídios e anúncios aos veículos em troca de controle editorial.  Siglo Veintiuno era uma das únicas publicações que continuava com algumas contas com o governo, principalmente por ser percedibdo como um aliado do polo de Arzú dentro do PAN — Partido de Ação Nacional.

A redução de corrupção na Guatemala, porém não impediu a prática dos jornais de vender uma matéria da capa en troca de dinheiro. Continua, embora de forma mais discreta agora.   Muitos líderes do ONGs no pais dizem que a mídia nunca levanta a bola de cobertura paga.   Outros, porém, reclamam de extorsão por integrantes da mídia.  José Serech, representative de uma ONG sobre cultura Maya disse que um jornal pediu $5,000 para uma matéria sobre os programs educativos da ONG.  O grupo não pagou. A matéria não apareceu.  (Serech, 1998).

Se bem que jornias guatemaltecos melhoram seus princípios no que toca a propinas e corrupção, a situação na TV continua nublada.   Quem trabalha na TV são os empregado midiáticos menos bem pago no pais, e a corrupção nas suas filas parece penetrante.   Um jornalista disposto a falar sobre o assunto foi José Eduardo Zarco, ex-redator da Prensa Libre de Guatemala e antigamente âncora do único noticiário e revista no pais.   (Quando o novamente eleito presidente Alfonso Portillo do FRG — Frente Republicano de Guatemala — assumiu poder em 2000, o tempo desigando para o noticiário de Zarco foi revocado pelo monopólio que controla a TV guatemalteco.  O program de Zarco tinha criticado ao candidato durante a campanha. Se bem que Zarco faz campanha para melhores padrões éticos, disse que muitos na televisão aceitariam arranjos que minariam seu trabalho. “Alguem oferecerá um brinde caro,” disse Zarco, porque pagaments em dinheiro vivo são socialmente inaceitável, necessitando meios mais sofisticados(Zarco 1998).  Segundo Zarco, jornalistas aceitam tais brindes e favores e “simplesmente fazem vista grossa.”

Jornalismo corrupto não sumiu de vez na Guatemala, foi significativamente reduzido.  E como aconteceu em outros paises da região, quando essa redução foi percebida, jornalistas começaram a testar os limities sobre o que podiam relatar dentre desse sistema em mudança.   De fato, o governo Arzú ficou com o controle econômico necessário para encorajar ou frea o jornalismo investigativo, os jornalists de Guatemala começava a expérimentar com um jornalismo mad agressivo ou investigativo após a assinatura do acordo de paz.   Durante a guerra civil, o jornalism local teve a fama de ser fraco, passivo e facilmente manipulado pelo governo.

Mas enquanto o resultado do jornalismo investigativo no capital apresentava um risco apenas econômico, a história era outra nas provincías.  Grupos internacionais acreditem que Jorge Luis Marroquín Sagastume, editor do mensalo Sol Chortí, foi assassinado por causa do seu trabalho sobre corrupção na cidade de Jocotán, in 1997 (Chasan, 1998).  Dois assasino descaradamente atriou no jornalista numa rua da cidade.  Processaod pelo homicídio, os pistoleiros implicaram o prefeito da cidade,  José Manuel Ohajaca.  Os pistoleiros diziam que Ohajaca os contratou para matar o editor e colocar um fim nas reportagens dele.   O direito guatemalteco concede prefeitos immunidade em muitos casos, inclusive neste. Tribunais guatemalreos estão revisando o caso, pelo fato de Ohajaca não ser mais o prefeito de Jocotán.  Ohajaca já fufiu do pais..

Em Panama, uma vez que jornalistas revelaram sua própria corrupção e começou relatando corrupção no governo, o sistem reagiu com uma tentativa de limitar as críticas por meios jurídicos e bureacráticos.   Em Honduras, uma vez que jornalistas revelaram sua própria corrupção e depois começaram a revelar a corrupção dos militares, a resposta era ameaças e avisos violentos contra a imprensa.   Em Guatemala, embora jornalistas da capital enfrentavam apenas pressões econômicas e limites sobre seu trabalho devidos à corrupção — limites que sumiram quando Arzú deixou a presidência, dando luz a uma enxurrada de matérias sobre a corrupção do seu governo — a resposta e a mensagem fora das grandes cidades foram bem diferentes: métodos brutos ainda podiam ser aplicados aos jornalistas na tentativa de assustar quem praticava jornalismo crítico.  Essa dicotomia pode ser ligado ao fato de que governos e jornalismo lutava contra a corrupão no fim dos 1990s, enquanto jornalistas do interior ainda tinham que lidar com govenors locais e regionais ainda precisava de corrupção como instrumento de controle social.   Aqueles que pretendia acabar com essas normas sociais, como Marroquín, podia enfrentar a ameaça de violência.   O processo no caso Marroquín, no entanto, …

MEXICO

Em México, onde jornalismo e o sistema de reprimir livre expressão tem mudados no percurso dos anos, o México parece ter realizado menos mudanças do que seus vizinhos durante a última decada.   Diferentemente dos pequenos paises da América Central tratados nesse relatório, México ainda não viveu uma exposiçã nacional da corrupção passada da sua imprensa.   Ás vez essas histórias vazam, mas isso acontece normalmente apos o assassinato de um jornalista.  Durante o fim dos 1990s, jornalistas mexicanas tentavam criar novas associações profissio9nais com códigos de ética mais fortes.   A organização de novos grupo foi uma resposta às ondas continuadas de violência contra jornalistas.   Os novos grupos foram estabelecidos para chamar a atenção às ameaças e violência alvejando jornalistas.

O governo de Mexico também tem vivido uma transição no sentido contrário à repressão oficial de livre expressão: Hoje, os elementos mais perigosos são os carteis do narcotráfico e atores do estado — polícia ou exército — que facilitam o tráfico.   Durante o governo de Ernesto Zedillo Ponce de León, Mexico oficialmente pus um ponto final de práticas corruptas — embora não seguiu o exemplo de Guatemala com a publicação de uma lista de corruptos. O president mandou tropas do exercito a salvaguardar vários jornalistas sofrendo de ameaças ou assaltos (Rockwell, 1999).  A importância desse fato é que o IPI e outras organizations admitem que desde 1970 não há outro país no hemisfério com maior númergo de jornalistas assassinadas.

A transição mexicana a uma forma mais ética de jornalismo começou com uma initiative de grandes donos de midia, como a família Junco, donos de El Norte, de Monterrey e Reforma, do D.F.(Fromson, 1996).  Estes jornais apostam em objetividade e um projeto gráfico bonito como o melhor jeito de modernizar as notícias e superar o passado.   Donos como os Juncos Juan Francisco Ealy Ortiz, dono de El Universal — o qual ele reformou  após sair de Reforma — ganhavam o suficiente de anúncios tradicionais para poder dispensar anúncios governamentais caso o jornal viesse a contradizer a linha oficial do governo.   Estes jornais não precisam das gacetillas e a publicidade disfarçado de notícia prevalecente em outros jornais.  A economia mexican é forte o suficiente para fazer rentável estes jornais   Com isso, os jornais podem seguir uma linha editorial mais independente  Jornais seem esses recursos, no entanto, ainda tem que depender da generosidade do governo, e portanto mantinha uma linha mais perto da linha do governo.

Apesar do governo ter oficialmente acabado com “el embute” — gíria mexicana que refere ao suborno de jornalistas — muitos jornalistas ainda recolhiam pagamentos em troca de favores feitos para governos estaduais ou municipais ou para partidos politicos.  Diferentemente do que na América Central, porém, onde a imprensa expunha seus próprios integrantes que recebiam esse dinheiro, no México essas revelações são feitas por razões políticas.

Em 1997, por exemplo, jornalistas no estado de Guerrero fizeram passeata em protest da morte de Jesús Bueno León, editor do Siete Dias.  Bueno León divulgou matérias críticas ao José Rubén Robles Catalán, ex-secretário geral do estado e um poder dentro do PRI.   Robles tinha pedido demissão por cause de uma chacina de operários agricolós pela policia estatal, que ele tentava abafar. Segundo Siete Dias, ele também mantinha uma briga com uma ex-namoirada que deixou ela presa sob pretextos falsos, além de levar ao homicídio do advogado dela. 26).  Robles respondeu om um processo contra o editor.

Três meses após a entrada com o processo, o cadáver de Bueno León’s foi descoberto numa estrada perto de Chilpancingo.  TInha sido torturado e baleado várias vezes. Pensando em estimular a investigação, a mulher do editor morto divulgou uma carta escrita por seu mariod no evento da sua morte.  Em parte, a carta pediu:  “Eu quero que a primeira linha de investigação seja o interrogatório de José Rubén Robles Catalán e seu grupo de polícia corrupta.” (Simon, 1998).  A carta também accusou outras autoridades estaduais e outros jornalistas de envolvimento com uma conspiração de cometer homicídio.

Isso é um ponto importante.  Vitimas da repressão aos jornalistas frequentemente dar-se conta que são colegas jornalistas envolvidos com outros grupos corruptores.   Aqueles que aceitam propinas muitas vezes são dispostos não somente a espalhar boatos ou fazer outros tipos de pressão, mas a fazer vista grossa à violência contra colegas.   Em vez de dirigir pressão pública e sociedad civil no sentido de acabar com violência, a cultura da mídia é de aceitar tais acontecimentos.

Durante meses após a morte de Bueno León’s, o novo governador de Guerrero, Angel Aguirre, revelou que o jornalista tinha sido pago por um fundo clandestino do estado.   Era pago po seus conselhos sobre mídia e pelos serviços de relações públicas, ou seja, por ter enviesado a cobertura do governo como o governador gostasse.   Entre alguns jornalistas, a revelação sobre Bueno León mostra como quem concorde aceitar suborno abrem-se a violência quando desafiam o que tais culturas brutais e corruptos querem.   Quem matou Bueno León poderia ter sentido justificado por pensar que o jornalista deu a calote quando não produziu a matéria sob o ângulo desejado.

Dado todos os fatos, Carlos Marín, na época editor na conceituada revista Proceso, observou, “Seria constrangimento marchando para quem era corrupto.  Os jornalistas ocrruptos nesse pais não podem desculpar-se citando o jornaolismo na sua defesa.   Já venderam aquele direito.   Demasiadas vezes jornalistas utilizam seu posto formal de trabalho como cobertura para outras, secretas, atividades.  Os jornalistas precisam averiguar essas matérias, independentemente, em vez de simplesmente confiar em outros jornalistas — value especialmente para paises onde corrupção virou uma praga,”(Rockwell, 1999, p. 207).  Marin opina de que muitos dos assassinatos de jornalistas em México tenha ligações com corrupção ou política além dos limites de conduto profissional.

Nessa clima de desconfiança, os ataques sobre jornalistas são muitas vezes vistas segundo um contexto político.  Quando, por exemplo, a âncora de TV Azteca Lilly Tellez foi atacada na rua, investigadores imediatamente suspeitava o tráfico de drogas … a política também entrava.   A rede, junto com a concorrente Televisa, foi acusada de apoiar o PRI e enviesando sua cobertura política em 1997 e durante o pleito presidencial de 2000.  Depois das eleições de 1994, um escândalo revelou que Azteca recebia favores de políticos do PRI e que pagou um suborno a figuras do PRI. (Fromson, 1996).  Quando esquerdistas invadiram o gabinente do promotor-geral no D.F. após a eleição de 1997, Azteca acusou os novos promotres de morosidade no caso do assassinato de Paco Stanley, comediante popular da rede.   Promotores do D.F diziam que Stanley e outros poderiam estar ligados a narcotraficantes.   Essa briga política acabou envolvida na investigação da tentativa contra a Tellez, e portanto os promotores federais foram pedidos a investigar.   Desse jeito, a investigação do atentado control Tellez virou algo diferente de uma busca por causas relacionadas com o jornalismo. Virou cada vez mais uma extensão da política brutal ligado como o narcotráfico que tantas vezes resulta em ataques contra jornalistas mexicanas.

Até os renovados Reforma e El Universal foram captados pela turbilhão da política suja de México.  Durante as eleições pelo Congresso em 1997 alguns jornalistas conceituados demitiram-se em massa quando os donos censuraram uma matéria sobre a familia Junco e seus laços com a família corrupta do ex-presidente Carlos Salinas de Gotari (Rockwell, 1999).  El Universal foi criticado por o que considerava-se um ataque partidário contra o candidato esquerdista para o prefeito do D.F., que ganhou e virou o primeiro prefeito não afiliado com o PRI.

Como argumenta o ex-editor da revista Proceso, Carlos Marín, jornalistas mexicanos já poluiram o pouço.  Se bem que ogoverno federal oficialmente reduziu a corrupção utilizada par control o sistema, muito jornalistas permanecem dependentes de um esquema de suborno que os impedem de adotar  uma voz objetiva.  Num sistema dessas, é difícil saber quais fontes tem credibilidade e quais foram compradas e vendidas.  Especialmente no Mexico, onde tantos jornalistas já comprometeram sua integridade, viram alvos fáceis para autoridades, polícia e militares corruptos — sem contar com o narctráfico.  Essas fontes de patrocínio podem levar suas quiexas aos jornalista na forma de ameaças e violênica em vez de enviar uma carta furiosa quando o ponto de vista do jornalistas difere de o que s donos os mandam impremir.   Talvez isso explique a violência e brutalidade especialmente exacerbada no México.   Em todos os paises que eu analiso aqui, cada um tentou uma limpeza baseada em jornalismo investigativo durante á última década.   O jornalismo corrupto não é discutido na midia mexican a não ser que em poucos casos, normalmente parte de um post mortem grotesco.   Diferetemente da America Central, onde ataques e ameaças entraram em declínio ou se estabilizaram, o Mexico continua sendo o líder no hemisfério referente à violência contra jornalistas.  O fato explica não somente a corrupção de jornalistas dentro do sistema mas também os métodos brutais empregados pelos senhores do tráfico para cercar a liberdade de expressão.  Além da morte de Tellez, com suas implicações políticas, a morte de três jornalistas mexicanos na fronteira com os EEUU em 2000 e 20001 mostram como segmentos da sociedade mexicano continuam fazendo uso da violência para calar jornalistas e estimular a participação em um esquema corrupto.  Como os mexicanos dizem: Você tem que escolher entre la prata — dinheiro — ou el plomo — chumbo.   Muitos optam pelo caminho mais seguro e assim minam sua integridade. O sistema também mantem o jornalista amarrado e preso de auto-censura. Eles sabem  preço de escrever livremente.  O sistema também mantem o jornalista amarrada e auto-censurado. Sabem que exercitar sua liberdade de expressão levaria a sua morte. Sem um repúdio abrangente e diverso, o sistema de corrupção e intimidação continuará infecionando a midia mexican, apesar da sua nova modernidade.

Conclusão

Em fim, vimos que em todos estes sistemas, há reações negativas a um jornalismo mais independente e investigativo. dent and investigative journalism.  Na Panamá, onde investigaçẽs ligava políticos ao narcotráfico, a avenida da ataque era jurídica e burocrática.   No outro extremo, em Mexico, onde jornalistas tentam iluminar os laços corruptos e brutais entre traficantes, policia e políticos, a corrupção de muitos journalistas faz com que eles ficam como alvos fáceis para mecanismos de controle mais violentos, onde transgredir os limites implícitos leva a punições mortíferas.   Guatemala e Honduras forneceram outros exemplos.  Na Honduras, jornalistas retiraram a um território salvo mas comprometido, onde a corrupção continuava, ainda se não ao mesmo grau do que antes.   O recuo hondurenho aconteceu por causa dos avisos e ameaças violentas das forças armadas. powerful military.  Em Guatemala, embora a corrupção persistia, o governo federal e empresas jornalísticas juntaram forças na tentativa de limpar o sistema, abrindo mais espaço para crítica construtiva.   Embora jornalistas ainda estavam sendo mortos quando criticava autoridade, esse atitude foi menos aceitável d que no caso mexicano.

Esses exemplo mostram que, se bem que os jornalistas não sãio responsáveis pela repressão — principalmente da autoria do tráfico ou governo corrupto — eles cooperam na criação da uma cultura jornalística que permite o uso de violência para restringir a liberdade de expressão.  Em nossos exemplos, o sistema mostrando o maior ímpeto no sentido de um jornalismo objetivo, o panamenho, também se mostrou o menos perigoso para jornalistas.  Na Guatemala, violência letal contra jornalistas continuava, mas o estado democrático de direito estava tentando fazer valer a  lei contra esses assassinos.   Por toda a América Latina, condenações de assassinos de jornalistas continuam raras.  … Jornalistas devem lembrar de que, quando a mídia impõe padrões estreitos e trabalha no sentido de desvendar atos ilícitos, os resultados podem ser positivos.  Na ausência de um largo reconhecimento desses padrões, a cultura da mídia ainda poder virar a presa de forças perigosas que ameaçam o estado de direito e a democracia.